segunda-feira, 19 de maio de 2014

O Sussurrar de Uma Garota Apaixonada – Capitulo EXTRA

Joe
Demi.
Como pode um nome significar tanto? Como pode uma pessoa significar tanto para uma, pessoa como eu? Não falo isso por eu ser um idiota completo, às vezes, mas por eu ser um cara morto que ainda caminha por esta terra à procura de alguma coisa. Tentei ficar distante, fingindo que não me importava, mas é quase impossível. Eu menti para ela, menti para não ficar pior do que já está. A única coisa que eu fiz em meu desaparecimento foi vigiá-la distância, a segurança dela é tão pesada em meu peito que eu sinto que devo protegê-la mais do que uma pessoa normal faria. Eu queria admitir que a amo, mas isso só tornaria tudo mais impossível do que já é.
Meu coração não bate, mas ainda assim eu o sinto batendo dentro de mim quando estou perto dela. Eu sinto seu cheiro doce entrando em minhas narinas e sinto o desespero de não poder tocá-la. Pele contra pele, uma união entre duas pessoas que sentem o mesmo. Eu prefiro que ela me odeie a ferir aquele rosto lindo e sensível por eu não ser como ela me quer... um ser humano vivo. Eu a vejo chorar, chorar por mim, uma alma perdida entre tantas outras que andam por aí. A única coisa que eu posso fazer é ficar parado nas sombras e esperar que tudo aquilo passe e que ela volte a viver sua vida, mas vejo que ela não mais exibe aquele sorriso aberto e maravilhoso e os olhos brilhantes e felizes para ninguém, pois se sente magoada. Tudo o que eu digo a mim mesmo é que ela vai se acostumar com a minha ausência e finalmente vai conseguir seguir em frente, mas tudo piora e se desmorona diante de meus olhos. Minha ausência apenas traz mais dor e sofrimento, e tudo o que posso fazer é observar e esperar que esses sentimentos vão embora... mas não vão.
Vanessa é uma grande amiga, mas eu nunca notaria sua presença se estivesse vivo. Nunca perceberia que seu rosto gentil é como o de uma irmã amorosa que faria de tudo para ver você feliz novamente. Foi isso que ela fez para a minha Demi. Vanessa não entendeu o porquê daquela tristeza abrupta de Demi, pensou em inúmeras alternativas, mas nenhuma parecia ser ruim o bastante para deixar sua amiga triste daquela maneira. Demi não contava a verdade e eu não a culpava, não são muitos os que acreditariam que ela estava vendo o fantasma de um garoto da faculdade que morreu meses antes. O amigo delas, de quem eu não vou muito com a cara, também tentou trazer a animação de Demi de volta. Mas nada que eles faziam adiantava alguma coisa, Demi se enterrava nos livros e estudava dia e noite no necrotério. Troy até se acostumou com a presença dela lá depois das aulas, Demi saindo do necrotério lá pelas 11 horas da noite.
Depois de três semanas, eu decidi que havia cometido um erro, um erro terrível. Fiquei perdido na ideia de voltar para a vida dela e piorar ainda mais a situação. Eu a deixei, com certeza ela não me receberia de braços abertos. Fiquei voando dias a fio pensando em o que faria para que ela voltasse à sua rotina anterior e a ser a amiga simpática que Vanessa e Sterling um dia haviam conhecido. Encontrei Demi tarde da noite em sua cama, sozinha, com um livro sobre o rosto, enquanto Vanessa estava em uma festa no quarto de alguém do segundo andar. Quando limpei a garganta para anunciar a minha presença ela simplesmente levou um susto dos grandes e deixou o livro cair no chão. Quando seus olhos castanhos como avelãs vieram até mim, vi uma tristeza profunda e não podia acreditar que eu era a causa daquilo.
— O que você está fazendo aqui? Já tinha começado a pensar que você havia sido somente uma alucinação da minha cabeça — disse ela, cruzando os braços e se recostando totalmente nos travesseiros atrás de si.
Nenhum sorriso, nenhum tipo de sentimento que aquele rosto angelical gostaria de mostrar.
— Preciso de sua ajuda — murmurei com tom gentil e nada mais.
— E por que você precisaria da minha ajuda? — perguntou ela com um rancor que eu não sabia que poderia existir em uma pessoa tão linda e gentil como ela.
— Eu me lembrei de uma coisa — fiz uma pausa, olhei profundamente em seus olhos e dei três passos em direção à sua cama.
Fazendo isso, pude ver as olheiras embaixo de seus olhos perfeitos. Quero descobrir quem me matou! — disse, finalmente. Isso a surpreendeu muito, suas sobrancelhas se elevaram e sua expressão ficou menos rancorosa.
Sentei em sua cama e nossos olhos ficaram da mesma altura. — Preciso de sua ajuda — sussurrei.
— Por quê? — sussurrou ela de volta, olhando-me diretamente em meus olhos com uma dor evidente.
— Não posso simplesmente falar com os vivos, posso? — perguntei com um leve sorriso ao qual ela não correspondeu. Ela queria, isso eu sabia, mas não o fez. Ficou sentada, de braços cruzados e pensando no que eu acabara de lhe pedir. Depois de muito tempo ela apenas disse:
— Não, eu não posso. Eu te odeio — ela respondeu como uma criança emburrada. Como se eu tivesse roubado sua Barbie e agora quisesse brincar com ela novamente. Aquilo me pareceu adorável, para dizer a verdade.
— Eu te odeio mais — retruquei, cruzando meus braços também.
— EU te odeio mais — disse ela, o “eu” bem forte, e se sentou na cama, ficando perto de meu rosto.
— Podemos nos odiar, mas ainda assim preciso de sua ajuda — sussurrei seriamente e com firmeza, e ela pareceu entender.
— Tudo bem, eu te ajudo. Mas me prometa uma coisa... — ela começou decidida e parou por alguns segundos.
— O quê? — perguntei com curiosidade. Ela descruzou os braços e começou a encarar as mãos que estavam sobre suas pernas, pensando seriamente em como dizer o que estava em sua mente.
— Me prometa que... você vai aparecer todos os dias. Que você não vai me deixar sozinha — sussurrou ela em um tom que foi quase inaudível. Eu pensei naquela resposta, pensei nos dias que ela viveu sem mim e em quanto ela perdeu por minha causa. Nada daquilo haveria acontecido se eu não tivesse dado uma de gostosão e dito mentiras deslavadas. Aquelas olheiras, aquela tristeza, aquela solidão, tudo era culpa minha, e quem sou eu para recusar algo que a deixaria feliz. Mesmo eu sendo esse algo que a deixaria feliz?
— Eu prometo — murmurei de volta e ela me olhou surpresa, como se eu fosse ser capaz de dizer “não” para aquele rosto delicado e perfeito. Ela deu um sorriso que eu jamais esquecerei e que me iluminou profundamente. Quem um dia iria prever que um fantasma deixaria uma pessoa feliz? E quem um dia iria prever que um fantasma se apaixonaria por uma viva? Isso para mim parecia algo que poderia acontecer em filmes de romance para a grande tela de cinema. Mas agora aqui estou eu, conversando com uma humana viva, enquanto estou morto e usando as mesmas roupas do dia de meu assassinato, meses atrás. Eu devia estar triste, mas eu me recuso a estar triste com a minha morte quando uma pessoa como a Demi consegue trazer a tona o melhor de mim. Quem poderia ter me matado? Por que eu não me lembrava? E porque eu não lutei de volta? Sou, afinal, um homem corpulento e forte, por assim dizer.
Mas uma coisa é certa, eu tenho que proteger minha Demi enquanto ela estiver me ajudando, Deus me livre se ela encontrar o assassino e ele fizer algo contra ela. Eu morreria pela segunda vez.
Não conseguia acreditar no que Joe havia me pedido. Claro que sempre pensei em ajudar a descobrir o seu assassino e em como o assassinato aconteceu, mas Joe nunca tinha pedido assim tão abertamente a minha ajuda. Havia grande determinação em sua voz quando ele o fez, e é por isso que aceitei. Eu sofri quando ele me deixou completamente sozinha por quase um mês. Senti como se meu coração tivesse sido arrancado e nada houvesse em meu peito além de solidão e de uma tristeza aguda. Senti como se o mundo inteiro tivesse desmoronado e eu fosse a única sobrevivente. A única viva entre milhões e milhões de fantasmas. Senti uma pontada de felicidade quando Joe finalmente apareceu depois de tanto tempo caminhando por aí e aprontando por todos os cantos, mas também senti urna pontada de raiva por ele ter me deixado. Pedi a ele que fosse embora naquela hora e também que não desaparecesse para sempre. Não sei onde ele estava com a cabeça quando decidiu me deixar sozinha neste mundo.
Posso dizer, no entanto, que algo de bom veio em meio a toda a minha depressão. Em todas as provas e trabalho que fizera nas últimas semanas, eu tirei nota máxima. Estou adiantada em quase todas as matérias por já ter lido tudo o que os professores mandaram ler. Virei uma com completa CDF na ausência de Joe; não que eu antes não o fosse, mas digamos que “piorou” muito depois do desaparecimento dele.
Vanessa e Sterling se esforçaram tanto para me deixarem feliz, mas tudo o que eu via ao olhar para eles era a ausência de Joe a seu lado. Por isso me afastei, decidi que o melhor lugar para ficar era no necrotério, onde tinha somente a Troy e aos defuntos como companhia. Estando lá, eu me sentia mais perto de Joe. Ficava estudando com os barulhos que aquele lugar abrigava, os barulhos que agora sei que de fato são causados por fantasmas que não vejo. Por algum motivo, o único com quem eu conseguia me comunicar era Joe Jonas.
Troy, também conhecido como o Sr. T, me ajudou mais que qualquer outra pessoa. Ele sabia que algo estava errado comigo, mas compreendia que eu não queria falar a respeito e não me pressionava para saber a verdade nem para tentar me animar. Acho que por isso também achei o necrotério mais agradável para mim, eu podia ser eu mesma que ninguém ali presente perguntaria o porquê da minha tristeza e o porquê de toda aquela morbidez. Troy me tratava como a Demi normal de antigamente, enquanto Vanessa e Sterling lançavam olhares desconfiados a cada minuto que passavam comigo.
Quando Vanessa chegou da festa ontem á noite eu não pude mostrar para ela a minha felicidade, mas, pela manhã, estava claramente visível.
Enquanto ela estava de ressaca na cama, deitada de bruços, com o braço esquerdo para fora e um balde de segurança a seu lado, eu me aprontava com um sorriso de orelha a orelha.
— Você está completa e inteiramente assustadora — resmungou Vanessa ao abrir os olhos e me ver pra lá e pra cá parecendo feliz da vida.
Sua voz falhava e nem um músculo de seu corpo conseguia se mexer, como se ela estivesse com uma imensa dor.
— E você parece um gafanhoto morto. Não acredito que você não trocou de roupa ontem à noite, eu consigo ver a calcinha enfiada na sua bunda daqui, sabia?
— Ha-há-há, muito engraçado — soltou ela com um riso falso e voltou a fechar os olhos e a resmungar.
— Estou falando sério, até parece que você não nota — murmurei séria. Vanessa estava completamente jogada na cama e usava um vestido muito curto vermelho-vivo, por isso que conseguia ver claramente que sua calcinha preta estava enfiada na bunda e estava... do avesso! — AI, MEU DEUS! — gritei, e isso a fez levantar a cabeça e tirar a cabeleira ruiva encrespada de seu rosto. Ela apertava seus olhos com muita força. E franzia sua testa, parecia mesmo com muita dor de cabeça.
— O que é? Jesus Cristo, você vai acordar todos os pobres coitados que dormem por aí Demizinha — afirmou ela, agora me encarando ainda com a voz falhando. Quando cu não abri a minha boca para dizer o que eu acabava de descobrir, ela se sentou na cama e me encarou ainda mais. — O que aconteceu com você? O diabo não está mais no seu corpo magricelo?
— Que conversa é... Argh nunca teve nenhum diabo no meu corpo, Deus do céu.
— Humm sei. Então ficar como uma zumbi dias a fio é rotina para você? — perguntou Vanessa agora passando a mão na cabeça e fazendo uma careta que parecia ser de desconforto. Eu nem pensei em responder à sua pergunta, eu não iria dizer a razão de meus dias sombrios para uma garota de ressaca, mas... quem sabe um dia? Quando ela ne viu cruzando os braços e fazendo uma cara de mãe que pegou a filha no flagra, Vanessa olhou para os lados como se procurasse uma saída de emergência.
— Você transou ontem a noite, não foi? — perguntei firmemente, mas com um leve sorriso no canto da boca, algo que fez Vanessa ficar mais à vontade e, segundos depois, ela mesma estava sorrindo.
— Como você sabe disso?
— Ah, fala sério. Seu vestido nem está totalmente abotoado atrás e sua calcinha está do avesso. Qualquer pessoa que visse isso saberia!
— Então foi bom que foi você quem viu essa cena e não a minha mãe — disse ela se desatando a rir, mas segundos depois ela parou um pouco por causa da dor de cabeça. — Isso quer dizer que você é você mesma? Ou alguém invadiu seu corpo? Por favor, quero a Demizinha de volta e não um demônio dentro do corpo dela — Vanessa falou isso tão seriamente que pensei que ela tinha mesmo pensado nessa possibilidade.
Eu desatei a rir e me atirei na cama dela, assim nós duas rimos a beça.
Sentamo-nos na posição de indiozinho uma em frente à outra e entrelaçávamos nossas mãos a toda hora, enquanto trocávamos de histórias.
— Então quem foi o felizardo? — perguntei primeiramente.
— Ah, meu Deus, você não vai acreditar, Demizinha. Está pronta? — ela fez uma pausa e me deu um sorriso maior que qualquer outro. — Foi o Aaron.
— AH-MEU-DEUS! — disse, entre pausas, apavorada.
— Pera aí, deixa eu explicar — começou Vanessa pegando em minhas mãos. — Tudo  começou quando eu fui até ele na festa e comecei a xingá-lo pelo que ele fez com você. Fiquei “p” da vida quando ele pareceu não se importar. E foi aí que eu comecei a gritar como ele era um cretino dos grandes e um tarado que somente queria atacar as garotas indefesas. Todo mundo na festa percebeu a nossa briga e todos pararam pra escutar, foi embaraçoso pra ele. Eu pensei que ele ia chorar, Demi. Daí quando ele saiu do quarto da festa eu saí atrás dele porque eu não havia terminado de dizer o que eu tinha em mente. Apesar de eu estar dizendo aquelas coisas horríveis pra ele, Aaron não pareceu estar bravo comigo e nem nada parecido. Depois que disse a ele que era pra pedir desculpas pra você, ele começou a me explicar umas coisas da vida dele. Aaron me contou que ele faz essas besteiras quando bebe muito, que policias já vieram falar com ele por causa com que aconteceu entre vocês dois, e que depois disso ele nunca mais colocou uma gota de álcool na boca. Daí ele começou explicando que o Joe, sabe, o Joe que morreu?... Era ele quem segurava a barra quando ele bebia, e agora que Joe está morto, ele estava começando a se descontrolar. Coitadinho dele, Demi, ele vai pedir desculpas pra você. E sabe... depois nós fomos para o quarto dele, conversamos quase a noite toda, e uma coisa levou a outra, e eu tive os melhores orgasmos de toda a minha vida — disse ela sorrindo no final e revirando os olhos como se fosse transportada para outro mundo.
— Nossa... Espero que ele me peça mesmo desculpas — disse por fim. Eu não sou dessas pessoas rancorosas que guardam ódio dos outros para toda a eternidade, mas o que o Aaron fez comigo vai ser difícil de esquecer. Um pedido de desculpas, pelo menos, já seria um grande passo.
E a história dele batia com a história que Joe me contou depois do ataque que sofri. Tudo que eu podia imaginar é que Aaron falara a verdade para Vanessa; assim espero, porque ela estava muito feliz, apesar de cansada e parecendo um caco.
— E você? O que fez ontem à noite? — perguntou Vanessa curiosa.
— Sabe, a mesma coisa de sempre. Estudei até não poder mais e...
— Ah meu Deus, esquecemos que temos aula — quase gritou Vanessa enquanto se levantava da cama e começava tirar a roupa bem ali na minha frente.
— Sabe, faltam apenas vinte minutos pra aula acabar — eu a interrompi.
— Se você sabia, por que ficou aqui comigo? Você é mais CDF de toda a universidade. Pensando melhor, você é a mais CDF de todas as pessoas de todo esse planeta e de todos os planetas. Acho que você é mais CDF que todos os alienígenas juntos. Você não é um alienígena, é? — perguntou ela enquanto tirava seu vestido e colocava um pijama de ursinhos. Isso era sinal de que não iria sair do quarto o dia todo.
— Quer parar de falar essas coisas? Eu não sou nenhum. ET, nem demônio, nem diabo, nem fantasma, nem zumbi,. nem nada parecido. E eu fiquei com você porque precisava de mim e eu de você. E não fui para aula porque estou adiantada, já entreguei o trabalho de hoje há uma semana, — respondi ainda sentada na cama dela.
— Uma semana atrás? — disse ela franzindo a testa encarando o chão e de repente seu rosto de iluminou, come se tivesse descoberto a resposta de uma grande pergunta, — A-há, já sei: você é um robô!
— Por que você insiste em pensar nessas coisas? Eu sou apenas a Demi.
— Sem querer ofender, Demizinha, mas nunca na vida encontrei uma pessoa como você — confessou Vanessa enquanto voltava para se sentar a meu lado em sua cama.
— Isso é ruim? Você deve ficar feliz por eu ser diferente das outras pessoas.
— Humm — disse ela desconfiada. — Apenas me prometa que não vai ficar no modo zumbi ligado nunca mais — continuou ela quase com um beiço. Fiquei triste por deixá-la de fora de toda a minha “depressão—Joe”. Vanessa era uma ótima amiga e eu fui uma idiota por não notar isso antes.
— Sim, eu prometo — e sorri. Ela me deu um grande e apertado abraço.
O que continuava na minha cabeça era do quê Joe havia se lembrado. Será que ele se lembrou de algo de seu assassinato? Eu tinha que ajudá-lo com isso, parecia até um dever meu para com ele. Mas por quê?







 XOXO Neia :D
Hey babes!! Tou tão feliz que voces estejam comentando <3
Bem ai esta outro cap. Espero que gostem, continuem a comentar. Love You Guys <3
P.S: Comentários em anonimo já estão disponíveis, obrigada por terem dito que não estavam a dar. Kiss my people

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O Sussurrar de Uma Garota Apaixonada – Capitulo 7

Antes do cap:
Pediram, por isso aqui vai:
Divulgação: 
http://jamaisteesquecereijemienelena.blogspot.com.br/ 



Agora o capítulo:

— Qual é, Joe? Eu preciso falar com você, onde você está? — perguntei encarando o teto sobre a minha cama, como se ele pudesse me ouvir lá em cima. Fechei meus olhos depois de segundos sem resposta e respirei fundo. Quando os reabri, Joe estava deitado em minha cama com a mesma roupa de sempre e com um sorriso assustador... mas sexy, tenho que admitir.
— Você consegue me ouvir quando o chamo? — perguntei aos sussurros ignorando o largo sorriso em seu rosto.
— Bem que eu gostaria, mas na verdade não. Foi apenas coincidência — Joe respondeu tirando o sorriso do rosto. Senti como se ele estivesse feliz em outro lugar e, quando apareceu para mim, aquela felicidade houvesse se extinguido. Não gostei daquela sensação.
— Onde você estava todo esse tempo? — sussurrei novamente, e por algum motivo queria manter a minha voz baixa.
— Por aí.
Ficamos nos encarando, sérios. Então, eu me encostei na escrivaninha e ele continuou deitado em minha cama. As respostas dele eram diretas e sem emoção, o que me fez sentir tristeza e solidão. Parece que esses dias sem a minha presença o desintoxicaram de sua atração por mim. Eu sentia o mesmo por ele, mas a maneira como ele me encarava naquele momento me deu medo. Medo por ele não me querer mais, medo de ele não aparecer mais para mim.
— Outro garoto foi morto, do mesmo modo que você — consegui dizer com esforço depois de muito tempo. Meu tom não era de felicidade e nem de tristeza. Ele estava se comportando como se não estivesse nem aí para mim, então decidi fazer o mesmo.
— Fiquei sabendo. Rondei por esta faculdade por muito tempo, você não faz ideia do que as pessoas fazer e o que dizem. Estou me divertindo bastante — ele confessou voltando a abrir o sorriso. Então era isso que e estava fazendo este tempo todo, espionando as pessoa. Que sutileza.
— Não sabe quem é o assassino? — perguntei, esperançosa. Talvez, se descobrisse o assassino, Joe pudesse encontrar paz e seguir em frente.
— Infelizmente não. Posso estar apenas em um lugar de cada vez e com toda a certeza ficar espionando garotos que eu não estou fazendo — respondeu ele com um sorris ainda maior. Eu logo vi o que aquele sorriso significava era malandragem, eu podia ver claramente. Então tudo que ele fazia naqueles dias era espionar mulheres, esse, sim, era o Joe que me magoava quando estava vivo. Eu não quis revelar meus sentimentos, mas só de pensar em ele espionando outras garotas me deu nojo e uma grande tristeza. Por que eu poderia imaginar que ele teria olhos.
— Quero que você vá embora — sussurrei lentamente com lágrimas nos olhos. Eu piscava seriamente e olhava para cima mais que deveria. Eu com certeza não deixaria aquelas lágrimas caírem enquanto ele estivesse me encarando. Não queria que ele soubesse que tinha me machucado, mas eu não consegui realizar tal façanha. Ele notou e o sorriso safado do rosto se extinguiu, e então Joe se levantou de minha cama.
— Demi, não é o que você está pensando. Eu não... — ele foi caminhando em minha direção, mas fui dando passos para trás até minhas costas encontrarem a porta.
— Eu quero que você vá... por favor — murmurei com tristeza e deixei sem querer uma lágrima cair em meu rosto. Eu a enxuguei rapidamente com as costas de minha mão. A expressão de Joe era de puro arrependimento, o que me fez querer chorar ainda mais quando percebi que ele poderia chorar também. Mas eu queria que ele sentisse a minha dor, a minha decepção. Ele caminhou até mim, parou a centímetros de me tocar. Eu quis dar mais passos para trás, mas minhas costas já estavam na porta. Fechei meus olhos para não encarar aqueles olhos cor de mel penetrantes e para não deixar mais lágrimas fugirem de seu esconderijo. Virei meu rosto para a direita e ouvi algo em meu ouvido esquerdo em alto e bom som.
— Desculpe-me — com um tom de dor. Não sei o que esse pedido de desculpas significava. Por ele não poder ficar comigo? Por olhar mulheres nuas aqui e ali durante todos esses dias? Por não saber quem é o assassino? Por me fazer chorar? Eu apenas decidi esquecer aquele momento entre nós quando abri meus olhos e não o encontrei ali, à minha frente. Por mais que ele me machucasse, por mais que ele me fizesse chorar, meus sentimentos em relação a ele nunca iam embora. Não sei se isso era bom ou ruim.




XOXO Neia ;)
Como vão meus amores kkkk
Sei que tá curto, mas para não vos deixar na mão estou postando este....o próximo é um pouquinho maior :)
Já sabem: divulguem, comentem, sigam o que quiserem...Kiss Love You Guys <3










domingo, 11 de maio de 2014

O Sussurrar de Uma Garota Apaixonada – Capitulo 6

A notícia sobre a festa de Brian se espalhou por todo o alojamento .
Todo mundo estava falando sobre isso o tempo todo, até os professores avisaram para não chegarmos para a aula no dia seguinte com ressaca. A minha vontade de ir para a festa se extinguiu de uma hora para outra, eu detestava multidões, me sentia como se não conseguisse respirar, mas eu iria fazer esse sacrifício por Vanessa, ela estava tão excitada.
— Não sei o que vestir. Essa blusa ou esse vestido? — ela balançava roupas e mais roupas em minha frente há quase uma hora. A festa começaria dentro de 15 minutos e ela ainda estava indecisa. Eu havia chegado do necrotério e me arrumado em minutinhos. Vestia um vestido amarelo um pouco acima dos joelhos, meu cabelo estava solto e eu usava una tiara. Eu não queria me arrumar muito, para mim essa festa não passava de uma perda de tempo.
Enquanto Vanessa balançava a blusa rosa pink e o vestido preto sexy, minha cabeça começou a pensar em onde Joe poderia estar. Sei que havia dito que não queria mais vê-lo, mas não saber onde ele estava ou se estava “bem” me deixava frustrada e agoniada. Eu não gostava daquele sentimento, mas talvez assim fosse para o melhor de todos.
— Terra para Demi. Por onde você anda? Estou esperando a sua resposta por quase um zilhão de anos e você nem está prestando atenção em mim — disse Vanessa ansiosa.
— É claro que estou prestando atenção em você. Só estava pensando... Ah acho melhor você ir com o vestido preto. Vai deixar Connor com ciúmes e Brían excitado — desabafei o que ela queria ouvír.
— Gostei da observação. Então vai ser o preto — a deixei feliz, que bom. Agora a ansiedade dela não estava tão evidente. Vanessa pegou todas as coisas que precisaria e levou para o banheiro, eu quase não acreditei quando ouvi a água correr. Nós vamos chegar atrasadas, pensei. Mas acho que em festas desse tipo ninguém realmente se importa. Como Vanessa iria demorar pelo menos mais vinte minutos, eu deitei em minha cama e fiquei encarando a prateleira de livros. Estava me levantando para pegar Romeu e Julieta quando Joe atravessou a porta sem abri-la. Ele estava diferente, parecia que sua pele estava mais pálida que o normal, e sua expressão não era das melhores.
— Você está bem? — perguntei, ainda de pé ao lado da cama, ele na frente de minha porta. A distância era grande, gostaria que tivéssemos mais perto... como se isso fizesse uma grande diferença.
— Tecnicamente eu não estou bem, estou morto — respondeu Joe bruscamente. Sua testa estava franzida, os olhos duros e maldosos.
O velho Joe estava de volta. Eu queria conversar, mas como ele estava naquele seu estado estúpido nada disso sairia bem. — Você está bonita — ele sussurrou com olhos quase que doentes, olhando-me de baixo a cima.
— Espero que se divirta com os garotos da sua idade... e, sabe... fique com algum deles. Você está linda demais para ser desperdiçada.
Aquilo me magoou muito mais que ele poderia imaginar. Eu não iria ficar com ninguém, eu queria ser desperdiçada porque nenhum daqueles caras seria quem eu queria. Além das palavras que ele usou, o tom com que Joe as pronunciou me deixou completamente irritada.
Quando me dei conta, eu estava indo rapidamente em sua direção com um olhar matador e o dei um tapa em seu rosto. Na verdade eu tentei dar um tapa em seu rosto, tudo que aconteceu foi minha mão dando um tapa no ar. Eu havia me esquecido que ele estava morto como já pensara que algum dia aconteceria. Ele pareceu triste com o meu feito, mas eu não sabia o motivo. Tudo bem que eu tentei dar um tapa nele, mas ele nem sentiu, para começo de conversa.
Como se não estivesse ruim o bastante, Sterling entrou feliz da vida pela porta, dando diretamente comigo. Quando ele me viu parada ali, não se deu conta de que alguma coisa estava errada. E como poderia, se ele estava olhando para meu corpo.
— Você está linda Demi — Ster disse com um sorriso maior que a cara e me abraçou. Joe não se moveu nem um centímetro, nem mesmo quando Ster passou por dentro dele. Seus olhos não desgrudavam dos meus. Quando Ster me abraçou, ele fez uma cara de nojo como se não pudesse acreditar que Ster podia me tocar e ele não. Eu senti naquele momento que ele poderia desaparecer para sempre e nunca mais voltar para mim. Eu balancei minha cabeça dizendo um não para ele com lágrimas nos olhos, mas ele.., desapareceu.
— Ah, você já está aí, que bom. Agora podemos ir — ainda bem que Vanessa saiu do banheiro naquela hora, fazendo Ster tirar suas mãos e sua atenção de mim para ir abraçá-la. Eu fiquei onde estava, atordoada, encarando o lugar onde Joe havia desaparecido. A mínima vontade de ir para a festa desapareceu em segundos. Queria ficar no meu quarto esperando por ele, eu queria ficar aqui no meu quarto sozinha até que ele aparecesse. Mas isso não aconteceu, Ster e Vanessa se engancharam em meus braços e seguimos em frente para o corredor de Brian.
— Você está bem, docinho? Está muito quieta — perguntou Ster, fazendo-me estremecer com a palavra “docinho”
— Estou ótima, Ster — respondi forçando um sorriso falso do qual ele nem desconfiou.
Levamos mais tempo que o normal para encontrar o quarto de Brian e seu colega. Como eles estão no terceiro ano de medicina, o alojamento deles era muito mais longe modo da festa, eu me deparei com garotos bebendo cervejas, garotos beijando garotas, garotas beijando garotas, garotas sem blusa e uma farra que não tinha nada a ver comigo.
Vanessa, no entanto, adorou o que viu, avistou Brian no fundo do quarto e já foi atrás dele. Eu apenas a observei, Brian ofereceu a ela um copo de cerveja e ela aceitou sem hesitar.
— Ah, meu Deus. Eu conheço aquela garota — resmungou Ster ao meu lado, excitado por conhecer uma garota que parecia ser muito mais velha do que ele. — E ela está olhando para cá — disse ele nervoso.
— Bom, pra mim que ela não está olhando — murmurei para ele. Ster saiu de perto de mim quase como se estivesse hipnotizado pela garota ruiva com peitos enormes. Eu pensei em ir embora depois que ele me deixou, mas Vanessa não tirava os olhos de mim. Fazia sinais a todo o momento, compartilhando comigo como estava sendo com Brian.
Meia hora se passou e eu me encontrava sentada no chão perto da porta do lado de fora. Apenas reparava em quem entrava e em quem saía, mas a quantidade de gente que entrava dominava a quantidade que saia.
Então eu tinha a certeza absoluta de que lá dentro havia uma multidão das grandes, não dando nem para se mexer. Sobressaltei-me quando um garoto de cabelos escuros, olhos escuros e bem arrumadinho saiu aos tropeços do quarto de Brian.
— E aí, gatinha? — ele se sentou ao meu lado, eu podia sentir o bafo de álcool. Eu me distanciei, mas ele se aproximou ainda mais. Ele estava totalmente tomando conta do meu espaço privado. — Meu nome é Aaron, qual o seu? — ele começou a puxar assunto, eu não queria dizer nada, mas como ele estava caindo de bêbado, ele não se lembraria de nada na manhã seguinte mesmo.
— Demi — respondi apertando a sua mão.
— Então Demi, porque está aqui fora quando lá dentro está rolando uma festa irada?
— Posso te perguntar a mesma coisa.
— Eu só estou tomando um ar. Tive sorte de encontrar uma gatinha que nem você por aqui.
Eu não disse nada, apenas lhe mandei um sorriso mínimo. Eu queria ficar sozinha, quando ele entrasse, eu provavelmente iria para meu quarto. Mas o problema é que Aaron não calava a boca, e estava demonstrando interesse em mim. Deu-me vontade de vomitar.
— Então, você conhecia o garoto que morreu? — perguntei para ele. Já que Aaron queria tanto conversar, teríamos uma conversa da qual eu pudesse tirar algum proveito.
— Ah, o Joe?! Claro que conhecia, o cara era meu colega de quarto. Muitas garotas eram gamadas naquele cara. A morte dele foi uma perda para as garotas — e ele começou a rir, dar gargalhadas na verdade.
— Como ele era? — queria permanecer no assunto.
— Hummm. Joe era odiado por muitas pessoas, principalmente umas garotas que eram apaixonadas por ele, mas para quem ele nunca dava bola. Mas comigo ele era um cara legal, ele me respeitava e eu o respeitava. Acho que devíamos agir assim porque, afinal, éramos colegas de quarto as gargalhadas dele desapareceram e apenas um sorriso falso permaneceu. Ele levou seu copo de cerveja à boca e o tomou tudo em apenas um gole. Quando ele terminou parecia que estava tonto. — Vamos parar de falar naquele cara morto e vamos nos divertir — eu achei que ele iria se levantar para entrar para a festa novamente, mas em vez disso ele virou o rosto e tentou me beijar. Eu consegui virar bem a tempo de os lábios dele não tocarem nos meus, ele acabou beijando minha bochecha.
Quando ele se deu conta de que eu havia virado o rosto, tentou me beijar novamente. Mas dessa vez eu me levantei, o olhar dele estava quase ameaçador, penetrando nos meus enquanto ele mesmo se levantava. Eu tentei dar alguns passos para ir para meu quarto, ou qualquer outro lugar, mas ele segurou meus ombros e me jogou na parede.
— O que você está fazendo? Sai de perto de mim — eu tentei socá-lo, mas ele segurava meus braços com força, então eu dei um chute em suas canelas. Ele gemeu de dor e me soltou. Eu corri, meu coração saltando no meu peito, tudo que eu queria era chegar a meu quarto e fingir que essa noite nunca havia acontecido.
— Hey, vagabundinha. Não ache que vá escapar tão fácil. Nenhuma garota diz não pra mim — ele gritou atrás de mim enquanto eu corria.
Eu soltei um lamento quando virei o rosto para a frente e comecei a correr mais rápido. A maioria das pessoas ou estavam dormindo ou estavam lá atrás na festa de Brian. Enquanto corria tentava achar a chave que se encontrava cm algum dos bolsos do vestido amarelo que combinava com meus cabelos. Quando cheguei à minha porta eu estava ofegante demais, e meu coração parecia que ia sair através de minha boca.
Coloquei a chave na fechadura, eu estava tremendo furiosamente, e a virei. Quando ouvi o estalinho que havia destrancado, Aaron me pegou pelos ombros e me virou para encará-lo.
— Não me toque... ME LARGA! — gritei e me debati para tirá-lo de mim. Consegui lhe dar um tapa e com isso consegui alguns segundos para me virar e abrir minha porta. Ele me empurrou com toda a força quando consegui abrir a porta e caí no chão. As luzes de meu quarto piscavam loucamente, permaneci no chão e recuava enquanto Aaron entrava e se ajoelhou ao meu lado.
— NÃO... não, pare... — ele tentou me beijar novamente e eu fíz de tudo para não deixá-lo tocar em meus lábios. Agora lágrimas escorriam descontroladamente enquanto pedia para ele me soltar e o tentava chutar e bater, mas ele era muito forte.
De repente eu avistei Joe ao nosso lado, ele pegou Aaron pelos ombros e o atirou tão longe que ele parou fora da porta de meu quarto.
Aaron olhou para todos os lados procurando a pessoa que o havia jogado longe, mas não encontrou ninguém. Sua expressão era de pavor quando olhou para mim enquanto se levantava. As lâmpadas de meu quarto e as do corredor piscavam furiosamente até que estouraram; eu gritei, protegi meu rosto com as mãos e me levantei. A atitude de Joe lembrou à daqueles assassinos quando avistam sua presa, seus olhos vidrados nos de Aaron e seus punhos cerrados. De repente a porta se fechou sozinha, dando um estouro. Aaron não entraria mais ali, disso eu tinha certeza.
— J-Joe — gaguejei. Meus nervos ainda estavam à flor da pele.
Quando seu corpo se virou para mim, ele relaxou. Seus punhos não estavam mais cerrados, seus olhos eram amáveis e sua expressão era de pura preocupação. Eu dei passos apressados em sua direção para poder abraçá-lo, mas ele recuou. — Mas... você o tocou. Jogou Aaron pra fora do meu quarto. Eu posso tocar em você agora — eu dei mais alguns passos à frente.
— Não — ele disse decidido, estendendo a mão para eu parar, e eu obedeci. Ficamos parados frente a frente até que o silêncio começou a nos incomodar. — Você está bem? — ele perguntou ainda preocupado. Eu assenti enquanto limpava de meu rosto as lágrimas secas e os cacos de vidro em meus cabelos.
— Sim, estou Ótima. O-o-brigado.
— Desculpe.
— Pelo quê? — perguntei, curiosa. Ele havia acabado de salvar a minha vida, não tinha nada para se desculpar.
— Pelo Aaron — começou Joe respirando fundo. — Ele costuma ficar violento quando bebe muito, devia ter te avisado. Sinto muito Demi, eu sinto muito — ele parecia tão arrependido, eu queria abraçá-lo e dizer que estava tudo bem.
— Você não tinha como saber nada disso. Nem que iamos nos conhecer naquela festa. Joe, você não tem nada de que se desculpar.
— Mas... eu devia ter dito alguma coisa. Eu tenho que proteger você.., ah, eu vou matá-lo — ele resmungou muito irritado, cerrando seus punhos novamente. Eu tive que sorrir face à ideia de que ele estava todo superprotetor em relação a mim. E isso me fez amá-lo ainda mais.
Enquanto Joe resmungava para si mesmo caminhando para lá e para cá, eu me posicionei em seu caminho, o que quase nos nos fez chocarmos um no outro. Ele deu um passo para trás e eu um para frente, e fiquei na ponta nos pés, assim ficando na altura perfeita de sua boca.
— Eu não sei como fiz aquilo com o Aaron, Demi. Por favor, não... — ele tentou me convencer, mas eu não queria ouvir. Eu estava a meros centímetros de seus lábios, minha respiração elevada, olhos abertos para ver aquilo realmente acontecer. Joe molhou seus lábios carnudos e eu sabia que ele queria também... mais do que tudo. Mas ele desapareceu.
Eu quis gritar, eu quis espernear, eu faria de tudo para tê-lo de volta.

Enquanto Vanessa ainda estava se divertindo na festa eu limpei os cacos de vidro do chão e peguei minha chave que havia ficado do lado de fora da porta. Tranquei-a e deitei na cama, abraçando as pernas. Fiquei repassando a cena do ataque de novo e de novo em minha cabeça perturbada. Eu não queria pensar naquilo, não mesmo, mas queria descobrir como Joe havia atirado Aaron tão longe. Ele tinha sim tocado em seus ombros e o jogado, eu vi, Joe o tocou.
Se eu descobrisse como Joe conseguiu fazer isso nós poderíamos nos tocar, nem que fosse por alguns minutos. Além de tocar em Aaron, Joe conseguiu estourar as lâmpadas do meu quarto e as do corredor, e sem falar no movimento forte da porta se fechando. Joe estava muito irritado; eu já tinha lido em alguns livros sobre fantasmas que, quando se enfurecem, podem fazer coisas desse tipo.
— Por que voltou? Eu procurei você por toda parte, achei que tinha acontecido alguma coisa — perguntou uma Vanessa preocupada ao adentrar a porta.
— Minha cabeça começou a doer e eu voltei pra cá — respondi tentando soar convincente, mas alguma coisa dentro de mim disse para não mentir. Respirei fundo e disse: — É mentira... Eu voltei porque Aaron, o colega de quarto de Joe, me forçou a beijá-lo, e quando eu recusei quis voltar pra cá, mas ele me seguiu... ele tentou... — eu não consegui terminar o que estava dizendo, senti uma vontade terrível de cair em lágrimas. O rosto de Vanessa se contorceu em pavor, veio correndo até mim cama e se ajoelhou diante de minha cama.
— Ah Demi, ele fez alguma coisa com você? Se sim, eu vou voltar lá agora mesmo e MATAR AQUELE FILHO DA M ÃE! ELE ACHA QUE PODE AGIR ASSIM E FORÇAR AS GAROTAS A FAZEREM O QUE ELE QUER? AH, EU VOU DENUNCIÁ-LO E DEIXAR-LO PELADO NA FRENTE DA FACULDADE TODA. JURO, DEMIZINHA EU VOU ESGANAR AQUELE CARA! — gritou Vanessa, e levantou as mãos para o ar fazendo como se estivesse esganando alguém. A vontade de chorar desapareceu quando ela começou a gritar e gesticular. Eu comecei a rir, na verdade, porque Vanessa se importava mesmo comigo e estava disposta a esganar o cara que me tinha me feito mal.
— Não, Vanessa, relaxa. Ele não fez nada, portanto não precisa esganar ninguém nem deixar ninguém pelado... — soltei umas risadinhas e ela passou a mão em meus cabelos parecendo muito preocupada.
— Você está bem mesmo? Posso voltar para a festa e sabe... Não, está tudo bem, Jo... hummm, um rapaz conseguiu me salvar. Foi como uma cena de cinema agora eu estava deixando vanessa muito curiosa, vi uma luz extrema brilhar no canto de seus olhos arregalados.
— Que irado! Ah, por que isso não acontece comigo? Eu quero ser salva por um cara bonito. Ele era bonito não era? Tinha que ser bonito, você tem que me mostrar quem ele é no refeitório amanhã.
— Claro que ele é bonito, lindo de morrer é pouco — contei a ela.
Eu queria tirar o peso de minha alma e contar sobre Joe para Vanessa, mas não queria que ela pensasse que eu era maluca. Agora teria que inventar uma desculpa para o fato de meu salvador não se encontrar nunca no refeitório nem em qualquer outro lugar da faculdade. Vanessa não iria vê-lo, somente eu conseguia vê-lo. Pensei que dormir naquela noite não seria muito fácil, mas me enganei: estava tão cansada que apaguei rapidamente.
É claro que a notícia de meu incidente já estava circulando pela manhã. Aaron provavelmente contou o acontecido para um amigo confiável, e o amigo confiável contou para outro amigo confiável e assim foi alastrando aquele veneno pelo campus inteiro. Aquela falação toda não era nada boa para Aaron, afinal agora ele era um agressor. Sterling estava tão irritado com Aaron que ele mal conseguia conter sua raiva no refeitório. Apenas ficou encarando o Aaron durante todo o almoço. Todos olhavam para mim com tristeza e outros se distanciavam quando eu passava como se tivessem medo de ficar perto de mim. A falação não girava apenas em torno do ataque de Aaron, mas também em quem teria me salvado. Falava-se em um tipo de fantasma me protegendo ou então que eu tinha poderes. Eu ria quando Vanessa ou Ster comentavam sobre isso, ria tentando parecer convincente, não queria que eles soubessem que alguém estava mesmo me protegendo, e que esse alguém era um fantasma. Então continuei com minha história de que um garoto havia me salvado. Vanessa e Sterling queriam conhecer o tal rapaz, mas eu sempre dizia que ele não estava no refeitório, que na verdade poderia ser um dos funcionários do alojamento porque parecia ser mais velho.
A história sobre meu fantasma pessoal e os possíveis poderes como Carrie, a estranha desapareceram quando outro garoto da turma de Joe foi encontrado morto. A maneira como Vincent foi morto foi igual à de Joe, estava com o Sr. T quando ele realizou a autópsia e indo o trabalho. A polícia apareceu lá novamente e eles me perguntaram se eu conhecia aquele rapaz também, mas eu não tinha nada a dizer, pois eu realmente não o conhecia.
Fiquei paranoica quando pensei que veria o fantasma daquele garoto também, mas, depois de dias sem nenhuma aparição, me senti aliviada.
Pouco a pouco, porém, eu ia ficando agoniada: já fazia mais de vinte dias que Joe não aparecia para mim. Ele havia dito claramente que não gostava de ficar em outros lugares, porque não se sentia bem. Será que Joe realmente não se lembrava de seu assassino? Ele poderia estar escondendo este fato para me proteger? Fazia algum sentido, mas ele não poderia fazer nada a respeito dos assassinatos. Gostaria que ele aparecesse para que eu pudesse lhe perguntar se existia alguma possibilidade de Aaron ser o seu assassino. Aaron era seu colega de quarto e teria oportunidade, e eu mesma o vi em ação, e vi a fúria seus olhos quando ele me perseguia pelo alojamento e me aterrorizava. Estava fazendo o possível para prestar atenção nas aulas e estudar para as provas. Mas como poderia me dedicar cem por cento, enquanto houvesse um assassino à solta e um fantasma que não aparecia mais para mim?






XOXO Neia *-*
Oi gente :) Gostaram do cap?? Que acham que irá acontecer??
Comentem mt para o próximo...Kiss
P.S: OMG viram o live chat da Demi à conta do #DEMIVERSARY?? Eu vi e fiquei tão jfhbhsbfhb

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O Sussurrar de Uma Garota Apaixonada – MINI Capitulo EXTRA

Joe
Eu sei por que estou aqui, ainda, na terra dos vivos. Eu quero conclusão em meu assassinato, eu quero que minha tia fique bem e saiba o quanto eu a amo. Mas como posso ir embora depois de tudo isso? É claro que eu não quero ficar aqui, eu quero me encontrar com meus pais, onde quer que eles estejam. Mas o que eu estou sentindo agora é uma pressão enorme em meu coração que não bate mais. Não acredito que estou morto, pois estou sentindo o significado do verdadeiro amor. Será que é amor?
Quando eu olho para ela meu mundo acaba. Quando eu olho para ela eu me esqueço que estou morto, na verdade, eu me sinto mais vivo do que alguém possa se sentir. Como eu posso ir embora quando tudo o que eu quero está aqui na terra? Sei que é egoísmo querê-la somente para mim, mas será que não tê-la é pior? Sei que eia sente o mesmo, eu consigo ouvir as batidas de seu coração cada vez mais forte quando eu me aproximo. Sinto a sua deceção quando não consigo tocá-la. Arrependo-me de tê-la tratado mal naquele dia de madrugada quando acabei dormindo em frente ao seu quarto. Eu agiria de maneira completamente diferente se eu soubesse. Eu a teria beijado se soubesse que nunca mais poderia tocá-la. Eu a quero muito, mas nada podemos fazer para que alguma coisa mude para... melhor.



 XOXO Neia :)
Tá mesmo muito pequeno eu sei, mas este não é bem um capitulo, é só para terem uma ideia do que se está a passar com o Joe também. Vai ter mais capítulos assim durante a fic. Comentem e eu vou tentar postar o mais rápido possível...Kiss :*











domingo, 4 de maio de 2014

O Sussurrar de Uma Garota Apaixonada – Capitulo 5

Antes do capitulo:
Hoje é o Dia Da Mãe (aqui em Portugal), não sei se ai no Brasil e outros tmb é, mas se for, FELIZ DIA DAS MÃES PARA VOCÊS. Prontos gente tive de postar isso pq elas são pessoas importantes na nossa vida. ;)

Agora o capitulo:

Quando voltei para a aula de anatomia descritiva, minha professora Olivia estava passando uma matéria importante para as provas que viriam em breve. Ela olhou para mim quando entrei, mas nada disse. Nós, alunos, podemos agir sob livre e espontânea vontade quando estamos na faculdade, então entrar e sair na sala é algo normal do dia-a-dia, desde que não atrapalhe a aula. Sentei ao lado de Sterling e tirei o material da ochila para copiar o que Olivia passava no quadro.
— Como você está? — perguntou Ster aos sussurros.
- Muito melhor, só fui tomar um remédio — acho que minhas mentiras estão cada vez mais convincentes. Não sei se isso é bom ou ruim. Bom, porque eu poderia mentir em tudo o que dizia a respeito de Joe, como naquele momento, mas ruim quando fosse pega. Um flagra total: espero que isso não aconteça comigo. Afinal, minhas mentiras são pequenas e inofensivas, e somente para o bem de Joe... e está ajudando no meu também. Não queria que me chamassem de maluca e me mandassem para um hospício, onde provavelmente era o meu lugar.
— Vanessa me mandou uma mensagem de texto dizendo que vai ter uma festa amanhã no quarto do Brian — Ster afirmou e eu assenti. — Posso ir?
— Claro que sim, Ster — respondi. Não estava olhando para ele, mas senti um sorriso enorme se formando no seu rosto. Isso era um problema. Quando Ster vai se tocar que não quero nada com ele?
O sinal tocou e eu saí correndo da sala, ouvi Ster gritar alguma coisa para mim, mas não consegui decifrar o que era. Quando abri a porta do meu quarto, Joe estava estendido na minha cama encarando os livros na prateleira. Antes de falar qualquer coisa, eu fui verificar se Vanessa estava ali dentro.
— Ela entrou e saiu há alguns minutos. Fale para ela na próxima vez que cantar não significa gritar — ele avísou gentilmente, mas tinha um sorriso no canto de sua boca. Eu achei aquilo extremamente sexy.
— E aí? — disse e sentei á sua frente. Ele me encarou com olhos tristes. — O que está errado?
— Nada. Absolutamente nada, esse é o problema. Eu não faço nada o dia todo. Eu não como, não durmo, não preciso estudar e nem assistir às aulas. Eu observo as pessoas, mas nenhuma delas pode me ver. Queria ler um livro da sua prateleira, mas eu não posso tocar em nada.
O único momento que me sinto vivo e bem é quando estou com você — ele respondeu sentando-se à minha frente de uma maneira que me fez sentir mal. Eu não queria que ele se sentisse miserável em minha não presença.
— Você sabe por que está aqui? — perguntei aos sussurros.
— Não.
— Você sabe quem te matou?
— Não me lembro de nada a respeito disso, nada mesmo — ele respondeu com uma bufada.
— Você tem alguma ideia quem possa ter tido mágoas contra você?
— Acho que você anda assistindo muito CSI pro meu gosto, Demi.
— Estou tentando te ajudar, mas, se você não quer a minha ajuda... — levantei-me da cama.
— Espere — ele pediu, e eu voltei para onde estava.
— Olha, você sabe que eu não sou uma pessoa muito agradável. Eu posso ter tido sim muitas pessoas com ódio de mim — pela primeira vez estávamos tendo uma conversa verdadeira. Sem aquelas porcarias de deboche ou algo do tipo.
— Alguém com ódio o bastante para te matar? — perguntei delicadamente para a conversa não desandar ou o clima mudar.
— Não que eu saiba... espera... roubei as bebidas de uns caras no semestre passado de brincadeira e eles ficaram muito, muito irritados. Eles eram tipo motoqueiros — eu fiquei com os olhos esbugalhados.
— Brincadeira? Ah, Joe conta outra, vai.
— É sério.., até mesmo devolvemos a grafia. Mas o que não sabíamos era que as bebidas eram na verdade um tipo de vinho muito raro. Dá pra acreditar? Motoqueiros bebendo vinho.— e ele caiu na gargalhada. Pela primeira vez eu estava vendo-o pela pessoa que ele realmente é/era. Eu dei um sorriso de leve e me aproximei mais de onde ele estava. Assim ficamos a meros centímetros, distância suficiente para podermos nos tocar. — É idiotice, não é? Ficar rindo quando você está morto — ele disse entre o ataque de riso.
— Joe... — sussurrei tristemente e ele percebeu. De repente havia lágrimas escorrendo de meus olhos. Não havia nem notado quando haviam ficado molhados.
— Demi... — ele pronunciou meu nome tão docemente que poderia jurar que não tinha saído de sua boca. — Por que você disse que eu odiava você? — eu franzi a testa, não entendendo do que ele estava falando. — No necrotério, antes de você saber que eu estava morto. Você disse que estava preocupada, até mesmo achando que eu odiava você.
— Você me odeia. Você deve ter ficado muito decepcionado quando reparou que eu era a unica pessoa com quem podia se comunicar — respondi secando as lágrimas de meu rosto, lágrimas que não paravam mais.
— Pra começo de conversa, eu não te odeio. Como eu poderia te odiar se eu nem mesmo te conheço?
— M-m-m-as você foi t-t-t-ão ruim comigo, eu pensei...
— Eu sou assim com todo mundo. É um mecanismo de defesa, assim, se acontecesse alguma coisa, eu não sentiria nada por ninguém. Eu fiquei completamente arrasado quando meus pais morreram e nunca quis ter aquele sentimento de novo. Então eu comecei a ser rude com as pessoas, até mesmo com você. E eu lamento muito sobre isso, você é... uma das razões por que eu queria voltar à vida — encarei-o profundamente quando ele pronunciou essas últimas palavras. — E quando a escuridão tomou conta de mim... eu vi... você. Você me viu, eu achava que estava no céu... vendo uma pessoa tão linda. Mas depois me dei conta de que você estava viva e eu morto — eu queria tanto tocá-lo, sentir sua pele na minha. Ele estava pensando a mesma coisa, pois sua mão esquerda foi até meu rosto e tentou tirar as lágrimas que ainda restavam em meu rosto, fechei meus olhos, mas não senti nada. Quando os reabri queria ver aqueles olhos cor de mel, mas a única coisa que vi foi a minha cama vazia.
— Demi, o que está errado? — ouvi uma voz feminina, quando virei meu rosto para encará-la, Vanessa vinha até mim e sentou em minha frente, tirando as lágrimas que Joe queria ter tirado. — Ah, Demizinha, me diga — tentou ela novamente tristemente segurando minhas mãos com força, como uma irmã faria.
— É só que... eu queria que ele estivesse vivo sabe? EIIy, a tia dele.., você não a viu, Vanessa, ela estava tão desesperada. Nunca vi alguém agir assim antes.
— Ah querida, Joe está em um lugar melhor. E Elly irá ficar bem — ela quis me confortar dando-me um abraço de urso. Se Vanessa soubesse que o espírito de Joe ainda estava por aqui ela provavelmente iria surtar. Então decidi deixá-la com sua ilusão sobre onde Joe poderia estar. Coloquei Elly na história para não precisar inventar uma mentira que Joe e eu nos conhecíamos muito antes de ele morrer e que eu queria que ele estivesse vivo ao meu lado.
Horas mais tarde eu fui para o meu trabalho. Gabriel tinha razão, aquele lugar não era tão ruim depois que você acostuma. Ainda tinha uma pessoa tão boa e carinhosa quanto o Sr. T, que cuidava de tudo por ali.
Aquele, porém, era um dia diferente, em que o Sr. T foi resolver alguns assuntos pessoais e eu fiquei sozinha cuidando da recepção até ele chegar.
Comecei lendo um livro, mas depois de algumas horas eu decidi escutar música. O barulho naquele lugar estava me apavorando como nunca.
Gabriel disse que todo mundo achava que eram fantasmas, mas com a minha experiência eu até podia acreditar no que ele havia dito. Não vi ninguém, por alguma razão eu somente podia ver o fantasma de Joe Jonas.
Enquanto escutava o som do AC/DC, eu organizava toda a papelada da semana anterior. Não era nada difícil, mas o sistema de Gabriel era muito complicado, decidi adotar outro. Então, além de organizar a papelada da última semana, eu também estava organizando todos os papéis de acordo com meu próprio sistema. O Sr. T adorou de como eu estava tomando iniciativas e tentando me adaptar a meu espaço. Depois eu teria que explicar para ele de como tudo aquilo iria funcionar.
Eu estava tão perdida em minha música que não reparei em Joe sentado em minha cadeira. Apenas vi que ele movimentava a boca e eu não estava escutando absolutamente nada por causa da música alta.
— O que você está fazendo? — perguntou ele, depois que removi meus fones de ouvido. A aparência dele nunca muda, nem as roupas, nem nada. A única mudança que eu sempre noto são as suas expressões.
Naquele momento, por exemplo, ele estava sorrindo. Nada de sorriso falso, mas um sorriso que estava feliz por estar me vendo. Eu sorri de volta, não podia ler seus pensamentos, e ele nem poderia concordar comigo, mas eu estava feliz por ele estar ali.
— Estou, sabe, só trabalhando. Vai ficar bom no meu currículo.
— Quer ajuda? Você parece estar afogada em papéis — ele retrucou sorrindo.
— Estou ótima, mas obrigado por se oferecer — sorri de volta. Na verdade eu queria que ele me ajudasse, eu realmente estava afogada em papéis. Mas como ele estava morto e não podia tocar em nada, ele não poderia exatamente me ajudar.
— Você pode conversar com outros fantasmas? — perguntou ele enquanto brincava em minha cadeira giratória. Se alguém entrasse ali naquele momento, esse alguém provavelmente iria ficar assustado e nunca mais voltar. Porque, sabe como é... minha cadeira estava girando para o lado esquerdo e direito... como se uma pessoa realmente estivesse ali sentada girando pra lá e pra cá.
— Não. Só vejo você. Por quê? — ele parou muito de repente e olhou para mim como se estivesse surpreso.
— Eu pensei que você falasse mesmo com fantasmas, tipo diariamente. Antes mesmo de eu aparecer — disse ele parando de girar na cadeira.
—  Nope. Eu não vejo nadinha, apenas você.
— Isso é estranho... — começou ele seriamente, pensando no assunto. Ele naquele momento parecia estar realmente vivo. Eu sei que eu iria algum dia conversar com ele em público por realmente achar que ele estivesse vivo ao meu lado. — Isso me torna especial não é? — perguntou com um ar excitante.
— Acho que sim.
— Então eu sou seu fantasma particular. Deve ser estranho para você — ele estava realmente não sendo rude comigo? Ou eu estou sonhando? Cadê o Joe maldoso e sem caráter?
— Antes era. Você viu como eu pirei quando o vi.
— Achei que você havia pirado por me conhecer, só isso.
— E você se comunica com os outros fantasmas? — perguntei sem ao menos olhar para ele. Meus braços estavam quase cedendo com tantos papéis que segurava para colocar na prateleira correta.
— Eu os vejo, mas não converso com eles. A1guns por alguma razão, estão ensanguentados e com buracos enormes na cabeça ou no estômago. Eu tenho medo de me aproximar deles, apesar de eu já estar morto — eu esperava uma resposta como essa, mas por algum motivo isso me deixou muito inquieta e eu estremeci. Pensei no que Joe acabava de falar. Olhei para ele e reparei nas marcas em seu pescoço, era a maneira que ele morreu. Talvez os fantasmas mantenham a aparência de quando eles morreram. Joe  apenas tinha um hematoma no pescoço, enquanto outros tinham buracos de bala e sangue por toda parte. Fiquei feliz nesse momento por somente poder ver Joe.
— Tem algum por aqui agora? — perguntei. Eu já estava assustada, algo a mais em minha cabeça não iria fazer muita diferença.
— Sim. Há uma senhora de idade que fica batendo a cabeça na parede, por isso esses barulhos que você tanto escuta. E há um homem andando para lá e para cá encarando o chão como se tivesse esperando por alguém na sala da autópsia.
Eu estava errada. Eu estava completamente errada. Eu fiquei sim mais apavorada do que antes.
— Você está brincando, não é? Por favor, diga que você está brincando — soei amedrontada. Eu sabia que ele não estava brincando, porque o barulho que ele havia mencionado era a razão por eu ter parado de ler. Pensei que estava relacionado com os dutos de ventilação, mas Gabriel aparentemente estava errado quanto a este lugar não ter fantasmas.
— Calma, eu não vou deixá-los chegarem perto de você — murmurou Joe sentando-se no chão perto de onde agora eu me encontrava. Pelo som em sua voz ele estava apreciando o meu medo. Por quê?
— Você fez isso de propósito agora eu não vou poder entrar mais aqui sem você para me dizer onde os fantasmas estão — joguei na cara dele ao me levantar, ele continuou no chão apenas me observando. Senti que fiquei vermelha quando seus olhos não desgrudavam dos meus, meu coração começou a bater tão desesperadamente como se eu tivesse corrido quilômetros. Quando ele se levantou e parou a centímetros de mim, eu literalmente parei de respirar. Eu não conseguia pensar, eu não conseguia respirar. EU PRECISO DE AR. EU PRECISO QUE ELE ESTEJA VIVO.
Intensidade: era o que eu sentia. Eu queria derramar minhas lágrimas que estavam prestes a cair como um oceano. Eu não queria acreditar, eu não podia acreditar no que eu estava sentindo. Eu desviei meus olhos de Joe e corri para o banheiro feminino. A ideia de não poder tocar em alguém é insuportável ainda mais quando essa pessoa está a centímetros de você e tudo o que você quer é um simples beijo ou um toque em sua mão. Eu não queria acreditar, mas eu estava, sim, apaixonada por um fantasma. Um fruto proibido, algo que eu nunca vou poder ter por completo. Por que isso estava acontecendo comigo? POR QUÊ?
— Você está bem? — perguntou Joe ao meu lado enquanto estava no banheiro.
— Preciso do meu espaço Joe, meu Deus. Vá embora — pedi tentando parecer irritada, mas soou como eu menos queria que soasse.
Magoada uma garota de coração partido.
E isso era tudo o que eu sentiria quando ele atravessasse a luz e se reunisse a seus pais.

Joe respeitou meu desejo e desapareceu. Eu não queria que ele fosse, mas também não queria que ele ficasse. Cada vez que olhava para ele eu sentia algo mais forte se formando dentro de meu coração. Vai ficar tão grande que na hora de se quebrar vai doer ainda mais. Eu não podia mais vê-lo. Eu estava sendo egoísta, sim, afinal, eu era a única que podia vê-lo e ajudá-lo, mas a dor de não tê-lo era uma facada em meu frágil coração. Eu devia fazer alguma coisa, mas eu precisava escolher. Eu poderia guardar para mim mesma toda essa paixão e ajudá-lo o mais rápido possível, ou ficar vendo-o pelo resto de minha vida. Acho que a primeira opção seria mais apropriada. Vou guardar meus sentimentos dentro de uma caixa e nunca mais vou abri-la.



XOXO Neia *-*
Hey gente :) Sei que não costumo postar assim tão rápido, mas como vocês foram queridos e comentaram no cap. anterior decidi dar-vos esta prenda :) kkkk
Continuem a comentar PFF e a DIVULGAR.
P.S: Sejam bem vindas as novas leitoras
P.S.2: Isto vai começar a ficar mais intenso (nada de hot gente não pensem coisas hahaha)..kiss 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O Sussurrar de Uma Garota Apaixonada – Capitulo 4

Poderiam existir n motivos para eu poder ver Joe -agora-com- sobrenome Jonas. Mas estes cinco estavam passando pela minha cabeça diariamente:
1 — Eu estou tendo alucinações.
2 — Tumor dos grandes no meu cérebro.
3 — Eu matei Joe no meu sonambulismo desconhecido e ele está atrás de mim por vingança.
4 — Eu estou completamente pirada, o que faz de mim uma esquisitona de primeira.
5 — Eu estou morrendo. Afinal, muitas pessoas dízem ver espíritos quando estão em seus últimos dias. Vai saber, essas dores de cabeça, cansaço, vômito e outros sintomas poderiam significar que estou doente, e que provavelmente vou morrer.
Esperei Joe pelos próximos dias e nada de ele aparecer, estava começando a ficar nervosa. Por que eu estava nervosa? Por que eu queria vê-lo novamente? Será que ele só estava aqui entre os vivos para dizer à tia que a amava? Eu queria pensar que sim, mas eu sentia ali no fundo do meu coração que havia mais na história em relação a Joe. Talvez ele estivesse passando mais tempo perto da tia, observando-a, ou ele podia ter perdido a noção do tempo. Ele estava morto, afinal de contas, tudo pode mudar no outro lado. Odeio, odeio admitir isso, mas eu PRECISAVA vê-lo e isso já estava bem evidente para todos.
— Está procurando alguém.? — perguntou Sterling, no meu lado, na aula de histologia.
—  Nope. Ninguém, por quê? — eu sabia o porquê dessa pergunta.
Meus olhos ficavam perambulando por toda a sala a procura de Joe.
Até a minha esquisitice estava agora visível para todos.
Sterling estava prestes a dizer algo extremamente maldoso quando Bradley começou a dar sua aula. E todo mundo sabe que quando Bradley começa a falar absolutamente ninguém pode interrompê-lo ou atrapalhá-lo. Fiquei contente por esta interrupção, não queria responder a Sterling que estava à procura de uma pessoa que todos já sabiam estar morta.
— Eu ainda não consigo acreditar que ele esteja morto disse Vanessa no refeitório toda tristonha. — Ele podia não ser um cara totalmente legal, mas ele iluminava esse lugar por ser tão gatinho.
— Por mim, ele está bem onde que está, no fundo daquele cemitério. Esse mundo está melhor por não haver mais uma pessoa idiota e sem noção como ele — confessou Ster bruscamente, o que me deixou muito zangada.
— Como você pode falar isso? Ninguém está melhor morto, Ster. A tia dele está arrasada — eu queria sair correndo para não ouvi-lo mais falar, ou até mesmo socar o Sterling bem aqui na frente de todos por dizer algo tão maldoso.
— Ah, qual é meninas, não...
— Desculpe Ster, mas tenho que concordar com a Demi — Vanessa o interrompeu, deixando-o constrangido.
— Claro que concorda — ele murmurou secamente e se levantou.
Jogou a mochila no ombro e caminhou até o lixo com sua bandeja. Depois que jogou fora os restos de comida, ele largou a bandeja quase que furiosamente na mesa das bandejas usadas. Nem olhou para trás quando saiu porta afora do refeitório, parecendo muito bravo connosco. Ou só comigo?
— O que há de errado com ele? — eu perguntei depois que assisti àquela cena.
— Talvez seja ciúme. Você não para de falar no Joe desde que ele morreu.
— Isso não é verdade — respondi boquiaberta.
— É sim, querida — ela confirmou sacudindo sua enorme cabeleira com cachos ruivos. — Joe isso, Joe aquilo. Você adora comentar de quando viu ele morto naquela mesa no necrotério, isso realmente não é agradável. E você sabe, Demi... Sterling tem uma grande queda por você. Então, por favor, parede falarem um cara morto e vai se divertir, você está precisando.
— GRAÇAS A DEUS! — eu gritei. Mas eu não estava gritando por causa do que Vanessa havia dito, mas porque Joe havia aparecido. Ele estava sentado ao lado de Vanessa, gargalhando perante minha expressão de felicidade por tê-lo visto. E também porque todos perto de minha mesa no refeitório estavam olhando para mim com olhos curiosos.
— Ahhhh, hummm, graças a Deus alguém está me entendendo. Você leu a minha mente, Vanessa. Estou precisando me divertir — eu sussurrei porque as pessoas ainda olhavam para mim com as testas franzidas. Vanessa era uma delas, mas, depois do que eu disse, ela pareceu acreditar que eu realmente estivesse falando com ela e não sendo uma maluca que grita no refeitório chamando a atenção de todos.
— Bom. Vou conversar com alguns dos amigos de Joe mais tarde para descobrir se tem alguma festa marcada para esta semana — disse Vanessa encarando sua comida. Ainda bem que Vanessa não estava prestando atenção em mim, porque meu olhar estava preso na pessoa que estava sentado ao lado dela. E eu sorria sem parar.
— Vai ter uma festa amanhã à noite no quarto do Brian — informou Joe para o que Vanessa havia acabado de comentar.
— Vai ter uma festa amanhã à noite no dormitório do Brian — eu repeti o que Joe disse.
— Como você sabe? — perguntou Vanessa parando de comer e me encarando.
— Ah, a notícia está correndo por aí.
— Realmente, Demi, você tem que aprender a mentir melhor — murmurou Joe descansando seus cotovelos na mesa e se inclinando para ficar mais perto de mim. Eu Iimpei minha garganta para não rir e tentei não encará-lo.
— Legal, está marcado então — Vanessa disse sorridente. Nós duas não íamos a uma festa desde o começo do semestre, então eu podia ver que ela estava animada. — Connor pode estar lá — ela sorriu mais ainda, eu não pude deixar de sorrir também.
— Coitada de Vanessa, esse tal de Connor está transando com uma garota qualquer da sala dele. Mas, se serve de consolo, ele tem uma quedinha pela Vanessa, afinal, ela é bonitinha — cantarolou Joe parecendo estar com muito tédio. Ele segurava a cabeça com as mãos diante de mim. Ele estava quase tapando a minha visão de Vanessa. Eu tenho a total certeza de que ela piraria se escutasse Joe dizendo que ela era bonitinha.
— Acho melhor você esquecer esse tal. Que tal o Brian? Ele é um cara legal — eu tentei convencer Vanessa a tirar Connor totalmente de seu caminho. Ela não merece ficar arrasada por um cara que provavelmente irá quebrar seu coração em milhares de pedacinhos.
— Por quê? Você está tão estranha ultimamente! — Joe riu com o comentário de Vanessa, como se estivesse dizendo:  Viu, eu disse que você tem que aprender a mentir melhor, Demi. Eu queria responder para ele que eu nunca menti assim tão descaradamente antes em minha vida. Mas eu acho que teria que me acostumar, porque quem vai acreditar em mim quando eu disser que estou falando com um fantasma?
— Só estou comentando. Vi Connor com uma menina no outro dia, não queria te contar porque não queria te magoar — acho que essa mentira foi até acreditável. Pelo menos Vanessa acreditou, enquanto Joe me encarava com um sorriso no rosto.
— Ah, eu não acredito... Bom, mas a gente nem está junto — disse Vanessa, mas, depois de pensar seriamente no assunto, continuou: — Acho que você tem razão, Brian parece ser muito legal — admitiu Vanessa, terminando sua refeição.
— Na verdade você não tem razão, Demi, Brian fica com umas dez garotas a cada festa.
— E agora que você me diz isso? — sussurrei de volta para Joe sem olhá-lo.
— O quê, Demi?
— Nada, apenas me lembrei que tenho que ligar para o Sr.T... vou hegar mais tarde hoje.
— Essa foi até convincente — murmurou Joe quase que orgulhoso — Sabe, Demi... você é realmente muito, muito bonita. Eu deveria ter ficado com você quando era... — e ele bufou. Ele estava tão perto de mim que agora eu não conseguia mais ver Vanessa. Joe estava praticamente em cima da mesa, a centímetros de meu rosto.
— Você está bem, Demi? Você está muito, vermelha — ouvi Vanessa dizer.
— Ahhh... sabe... eu v-v-vou para a aula, estou praticamente atrasada — levantei-me aos trancos e fui caminhando até a porta. Ouvi
Vanessa gritar:
— Mas ainda faltam 15 minutos, Demi.
Mas eu segui em frente com Joe a meu lado. Ele acabou de dizer que eu era bonita e isso me deixou sem jeito. Como Vanessa disse, eu estava vermelha, eu podia sentir que estava como um tomate. Eu só via Joe rindo em minha visão periférica.
Lembram-se quando eu queria mesmo poder ver Joe novamente? Isso se dissipou no instante que ele começou a falar comigo em público. Eu não podia simplesmente falar com, ele nos corredores da universidade e nem podia pedir que ele calasse a boca. É realmente muito estranho estar caminhando com ele quando de repente as pessoas atravessam ele. Quando eu olho para Joe ele parece estar vivo, nada em sua aparência sugere que ele esteja morto, então é estranho para mim quando vejo as pessoas passando através dele e nem sentirem nada, nem mesmo um arrepio.
— Você deve vestir uma roupa bonita para a festa de amanhã — ele falava e eu claramente não respondia.
— Não quero ser chato, mas já sendo... Você pode vestir sei lá, uma saia curta pra mostrar essas pernas grossas. Você parece ser uma líder de torcida. Você foi uma, na época da escola? — ele perguntou, mas eu não respondi. Minha paciência estava quase se esgotando quando entrei na sala de aula e sentei em meu lugar de sempre. A Sterling apareceu depois de um tempo.
— Aposto que você foi líder de torcida. Você é morena de olhos castanhos, quase todas as líderes de torcida são assim. Mas você é inteligente, pelo menos eu acho que é, está cursando medicina afinal de contas... — Joe começou a falar e não parou mais.
— Por que você nunca para de defender o cara morto? Sinceramente Demi, ele nunca foi um cara decente, ainda mais com você... — Sterling também começou a falar e não parou mais. Minha cabeça estava prestes a explodir.
— E agora eu começo a pensar, eu nunca vou ser um médico, o que é uma pena porque eu iria salvar tantas vidas...
— O cara não ia nem ser um médico bom, pra começo de conversa. O jeito arrogante dele iria espantar todos os pacientes...
Os dois deviam estar sincronizando suas conversas. Eu estava prestes a explodir a qualquer momento.
— Não gosto desse cara, Demi, quero dizer, olha para ele. Todo engomadinho, e ainda tem uma queda por você. Ele devia arrumar uma vida ao invés de ficar te perturbando...
— O cara tá morto Demi, esquece o cara. Eu tô aqui, você sabe, não é?
— Eu não acredito nesse cara. Eu poderia socá-lo, se pudesse — retrucou por fim Joe.
— EU PRECISO SAIR DAQUI - eu gritei já me levantando.
— Aonde você vai, Demi? A aula nem começou ainda
— perguntou Ster enquanto descia as escadas.
— Dor de cabeça — gritei quando estava prestes a sair pela porta.
Eu corri para o meu quarto a toda velocidade.
— O que você está fazendo? — perguntou Joe e eu me assustei, e quase esbarrei feio em uma garota. Joe não estava correndo, ele estava apenas flutuando ao meu lado.
Quando cheguei ao meu quarto, largueí minha mochila na cama e fui verificar se Vanessa não estava por ali em algum lugar.
— O que você está fazendo, Demi? Você tem aula, não pode perder. Você quer ser uma boa médica ou não? — enquanto Joe falava, eu fui fechar e trancar a porta do quarto.
— CALE A BOCA! CALE A BOCA! CALE A BOCA, JOE! — gritei desesperada e irritada. Dei graças a Deus por quase todas as pessoas do alojamento estar em aulas naquele horário, ou então eles iriam acabar me ouvindo e saberiam de fato que eu estava louquinha da silva. — Por favor, apenas cale a boca — sussurrei cansada e sentei em minha cama. O silêncio não durou nem cinco minutos.
— O que foi que eu fiz? — perguntou ele seriamente provavelmente pela primeira vez, mas meu olhar se encontrava no chão e não nele.
— Como vou estudar se você não cala a boca? Como vou prestar atenção em minhas aulas se você não cala a boca? Como vou conversar com meus amigos quando você não CALA A MALDITA BOCA? — gritei por final, agora o encarando.
— Desculpe — ele falou, mas agora eu estava à flor da pele.
— Você não pode ficar conversando comigo quando estou conversando com outras pessoas. Você sabe que eu não posso olhar e nem conversar com você, Joe. Ninguém pode te ver a não ser eu. Você não está vivo, por favor, lembre-se disso — ele parecia prestar atenção no que eu dizia e até concordou com a cabeça enquanto encarava o chão.
— Vou tentar. Isso é novidade pra mim.
— Pra mim também.
Caminhei até ele, e como ele encarava o chão, e é muito alto, eu entrei no lugar que ele estava encarando, quase encostando nele, até que seus olhos caíram nos meus. Eu queria tocá-lo, mas não podia. Minha mão iria provavelmente passar através dele, como se nada houvesse ali.
— Eu vou para a aula. Encontro-te aqui mais tarde? — sussurrei. Reparei que ele levantou a mão esquerda até meu rosto, mas deteve-se ao pensar que não conseguiria me tocar, assim como eu.

— Claro — ele respondeu depois de segundos de constrangimento.


XOXO Neia *-*
Tá ai o novo capítulo, espero que tenham gostado :-)
Comentem e divulguem pra mim pff...Kiss