terça-feira, 15 de abril de 2014

O Sussurrar de Uma Garota Apaixonada – Capitulo 2

Eu detesto primeiro dia de aula. Você se sente como uma alienígena em novo planeta. Como Vanessa cursava Jornalismo, eu estava indo para minha primeira aula da faculdade sozinha. O friozinho na barriga estava me deixando enjoada e maluquinha. Não queria e não iria vomitar no primeiro dia de aula. Você pode ser forte, Demi, eu sei que pode.
Caminhei ligeiramente para encontrar minha sala de aula, mapa e horários na mão. Todo mundo sabia que eu era uma caloura. Encontrei minha sala em menos de 15 minutos, acho que poderia ser pior, pelo menos não me perdi naquele lugar que parecia ser um castelo. Sentei-me em uma cadeira no meio da sala gigantesca. Eu detestava lugares lotados, mas acho que teria que conviver diariamente com isso. As salas de aula eram intensas, as cadeiras eram como em uma sala de cinema. O quadro branco era vezes maior do que nas escolas, e sabia que o professor seria uma miniatura para as pessoas que sentassem lá em cima. Um auditório, onde provavelmente poderiam caber mais de trezenras pessoas, e eu estaria ali, no meio de todas elas. Nem gostaria de imaginar se um professor um dia me fizesse uma pergunta no meio desse povo todo e eu errasse. Sei que faculdade é para pessoas maduras e sérias, ainda mais no curso de Medicina. Mas sempre tem um que não é maduro o bastante e que dará risadinhas e irá debochar, como, por exemplo, um rapaz que eu conheço.
Ainda não sabia o sobrenome dele, mas o chamo de Joe. Todo mundo o chama apenas de Joe. Ele pode se destacar por ser um garoto lindo de morrer, mas por trás daquela linda máscara há um garoto que adora fazer as pessoas se sentirem mal. Não sei por que existem pessoas assim no mundo. Será que eles falam coisas ruins e malvadas para se sentirem melhor? Chamar uma pessoa de feia não vai lhe fazer ser mais bonita. Chamar uma pessoa de perdedora não vai lhe fazer mais popular.
Pessoas más como Joe não se relacionam com as pessoas normais como eu. Pessoas como ele apenas se entendem com pessoas como ele. A sala já estava lotada e a aula já iria começar e eu estava pensando em Joe?
Por que eu estava pensando no Joe?
A primeira matéria do dia era Histologia e o professou já se encontrava na sala. Eu peguei meu caderno e minhas canetas e postei tudo em cima da mesa. Anotei tudo que pensava ser importante das palavras do professor Bradley. Ele parecia ser daqueles caras ranzinzas, era calvo e baixinho. Bradley possuía aqueles rostos de autoridade, que dava a impressão de que se alguém falasse ou atrapalhasse sua aula ele o expulsaria imediatamente. Sua voz era a Única que todas as pessoas ouviam e prestavam atenção. Se uma mosca passasse por ali certamente a turma toda escutaria.
— Medicina não é para os fracos, tenho certeza de que muitos de vocês aqui presentes sabem disso. No primeiro ano as salas ainda são lotadas como esta, mas no final nem a metade estará aqui. Muitos trocam de curso ou desistem. Enfim, como disse antes, Medicina não é para todos. Pensem nisso.
Depois de conversas disso e daquilo, a primeira aula havia acabado.
Agora todos falavam e murmuravam sobre suas vidas para os amigos que já haviam feito. Eu fiquei sozinha (como sempre), guardei meus pertences e, quando meus olhos vagavam pela sala, percebi que um aluno conversava com o senhor Bradley. Aqueles cabelos pretos um pouco arrepiados não me eram estranhos, pensei, e depois de algum tempo observando vi que aquele aluno era Joe. Não podia ouvir muita coisa, mas fiquei curiosa sobre o que eles estariam conversando. Bradley falava com Joe como um pai que estivesse dando uma bronca em filho. Eu me levantei, desci as escadas não querendo parar lá e segui para a porta.
Não olhe, Demi. Não olhe Demi. Mas quando me dei conta, Joe já estava do meu lado com um olhar perdido.
— O que você está olhando? — perguntou ele grossamente para mim e seguiu em frente, se perdendo no meio de outros alunos. As pessoas que testemunharam a cena me olharam de uma maneira estranha, talvez pensando em o que eu deveria ter feito para deixá-lo tão irritado comigo.
Eu apenas baixei minha cabeça, prensei meus livros em meu peito e segui em frente, como uma garota solitária.
Por que ele é tão grosso com as pessoas? Ele possui um rosto tão agradável e gentil, mas quando abre a boca tudo aquilo se perde em questão de segundos. Eu fiquei magoada, mas gostaria de não estar. Ele não tinha nenhum valor para mim, então por que eu tinha ficado magoada? Encontrei-me com Vanessa no refeitório, quando a vi eu suspirei e sorri. Estava cansada de ficar sozinha e ainda ser o alvo maldoso do Joe-sem-sobrenome.
— Como foi sua primeira aula? — perguntou ela, enquanto comia seu pastel de queijo.
— Foi boa. O senhor Bradley é um ótimo professor.
— Dizem que esse professor, o Bradley, é um homem sem piedade. Pode te expulsar da sala por apenas um. sussurro e te reprovar por não gostar da sua cara.
Então eu estava certa, ele é do tipo severo. Pelo menos minha habilidade de prever as pessoas ainda estava funcionando. O almoço daquele dia não estava tão agradável quanto nos dias anteriores, eu quis praticamente vomitar tudo que eu havia recém-comido. Minha cabeça estava perdida e eu encarava o nada.
— Você tá legal? Você não parece muito bem, Demi — perguntou Vanessa quando me viu fazendo careta e escondendo o rosto nas mãos.
— Não dormi muito bem essa noite e essa comida não melhorou a situação — respondi manhosamente e descansando minha cabeça na mesa gelada. Aquilo me fez tão bem que soltei um gemido de aprovação.
As pessoas perto de nós me olharam com curiosidade.
— E a sua primeira aula como foi, Vanessa? — perguntei sabendo que ela estava louca para me contar todos os detalhes desde quando sentei em nossa mesa pequena. Ela parecia estar prestes a explodir de tantas palavras que estavam presas em sua garganta.
— Foi o máximo, Demizinha, obrigado por perguntar. Um garoto tão gatinho ficou me encarando o tempo todo. Se pudesse eu transaria com ele na mesa do professor. O nome dele é Connor, tem aquelas franjas de emo, mas eu curti. O sorriso dele faz minhas pernas tremerem. Ah, enfim, acho que estou apaixonada — respondeu Vanessa com um sorriso maior que a cara e um olhar sonhador. Já havia previsto que ela não falaria da aula e nem do professor, mas sim de alguém em quem poderia estar interessada. Vanessa estava vestida tão delicadamente, mas com uma pitada de sexualidade. Um vestido simples, mas muito curto. Connor deve ter notado isso e logo encarou a presa. Eu era uma nada sentada ali naquela mesa com Vanessa, eu vestia uma simples calça jeans e um suéter azul que combinava com meus olhos.
— Olha ele ali. — sussurrou ela para mim, batendo em meu braço com uma força impressionante.
— Da próxima vez, me chame como uma pessoa normal, sua Hulk — pedi passando a mão em meu braço direito e fazendo cara feia.
— Desculpe, mas olha ele ali — ela apontava para a nossa esquerda discretamente. Connor almoçava com outros três garotos e garotas que, assim como ele, usavam cabelos de emo; ele sorria como se estivesse filmando um comercial para a Colgate. Lucy tinha razão, ele era bonitinho, possuía uma beleza diferente de Joe. Epa, não acreditava que Joe estava em meus pensamentos outra vez. Ai meu querido Deus, me ajude!
— Desculpe quebrar o seu barato, Vanessa, mas acho que ele e os amigos são um pouco emo.
— Quem liga para isso, Demizinha? Ele é lindo e estava me secando na aula de Criatividade. Além disso, emos são legais. Eu curto My Chemical Romance — ela disse “My Chemical Romance” como se entendesse de alguma coisa da banda, o que não me convenceu.
— Eu também não ligo para essas coisas. Foi você mesma quem disse emo de uma maneira esquisita.
— Tudo bem, vamos parar com esse assunto. E me diz, ele é bonitinho, não é? Mas não bota olho, aquele garoto é meu — disse ela observando Connor com olhos penetrantes e ardentes. Ela quase pirou quando ele olhou para ela e deu uma piscadela de tirar o Nego.
Eu queria ficar ali com a Vanessa fofocando ou encarando garotos bonitos, mas minha próxima matéria era Microbiologia e eu deveria ir para a aula imediatamente. Só esperava que não encontrasse Joe em nenhum lugar em meu caminho. Dito e feito, segui até minha sala sem nenhum sinal de Joe-sem-sobrenome. Naquela sala de aula havia poucos estudantes comparado à aula de Histologia. O professor Ben deu um discurso muito parecido do de Bradley, eu Fiquei encarando a parede e pensando em outra coisa no tempo todo que ele repetia aquelas palavras que eu já havia escutado. Estava comum tédio que poderia dormir se fechasse os olhos.
Chato escutar tudo de novo não é?
Alguém que sentava ao meu lado me passou este bilhete. Olhei para ele e vi um garoto loiro de olhos azuis. Eu sorri e assenti com a cabeça, dando-lhe um sim como resposta. Ele pegou de volta o papel que havia me dado e escreveu outra coisa.
Qual seu nome? O meu é Sterling.
Prazer Sterling, eu sou Demi.
Demi significa uma mulher gentil. Já pude perceber pelo seu sorriso adorável que faz jus ao seu nome.
Minhas bochechas ficaram. vermelhas quando li essa ultima parte, tenho que admitir. Não importava se ele havia recém inventado tudo aquilo, mas sorri para ele novamente e ele fez o mesmo. O sinal tocou logo em seguida e ele saiu da sala como um flash. Fiquei triste, pensei que ele esperaria por mim e me seguiria a qualquer lugar que eu estivesse indo.
Mas vai entender os homens de hoje em dia.
Segui em direção ao meu quarto, de novo sozinha. Joguei a mochila na cama e, logo, eu mesma. Por que as pessoas se distanciavam de mim assim tão facilmente? E por que Joe me odiava tão descaradamente se nem. me conhecia? O primeiro dia de aula foi bom e duro ao mesmo tempo. Queria ligar para minha mãe e contar tudo o que tinha acontecido e chorar em seus braços, mas eu não sou mais urna criancinha de cinco anos, tinha que aprender a viver minha vida sozinha, não importa o quanto dura ela seja.
Uma semana se passou e nada de eu encontrar Joe em partes inesperadas da faculdade e nem ter ouvido a voz bruta dele. Ouvia seus amigos próximos dizendo que já estavam ficando preocupados com seu desaparecimento. Até Vanessa não parava de falar naquele assunto.
— Alguma coisa aconteceu para ele não aparecer nas aulas e nem mesmo no seu quarto do alojamento ela disse. Isso fez meu coração pular, não tinha a menor ideia de por quê.
— Ele pode ter voltado para a casa dos pais ou algo assim — eu tentei pensar em alguma solução. Tentei pensar em alguma explicação que fizesse sentido, assim eu não ficaria tão preocupada corno já estava naquele momento. Eu não queria ficar preocupada, mas eu estava.
— Os pais dele morreram quando ele era pequeno. Ele é praticamente um órfão. E além do mais, ele contaria algo simples assim para seus melhores amigos. Ele é um idiota, mas nem tanto.
Eu estremeci. Perder ambos os pais era o que eu mais temia em minha vida inteira. Não poderia imaginar algo acontecendo com uma pessoa como Joe Talvez essa seja a razão de ele ser tão mau com as outras pessoas. Assim ele não se conectava com elas e, se algo acontecesse, ele não seria ligado a elas a ponto de chorar em seu velório.
— Oi garotas, o que tá rolando? — perguntou Sterling sentando na nossa mesa com seu almoço, no refeitório. Sterling se juntou ao nosso “bando de duas” há umas quase duas semanas. Ele era um cara sério, mas que nos fazia rir. Gostávamos da presença dele em nossa mesa. Vanessa o encarava às vezes com olhos apaixonados, mas seu coração ainda estava virado para Connor, com quem nada ainda havia acontecido. Sterling flertava comigo quase que diariamente. Eu correspondia às vezes, mas ainda não sabia se queria um romance no primeiro semestre de faculdade. Vanessa dizia que eu era louca por não dar muita atenção ao Sterling, que várias garotas são apaixonadas por ele e mais um monte de histórias malucas. Mas eu ainda não tinha me decidido.
— Joe ainda está sumido. Muita gente está preocupada agora — eu respondi para Sterling.
— Ele vai aparecer. Posso garantir que isso já aconteceu antes milhares de vezes. Pessoas desistem da faculdade diariamente e não contam a nenhuma alma.
— É, mas ele estava quase no ultimo ano Ster, porque desistiria agora? — eu perguntei.
— E eu que vou saber, Demi? O cara é praticamente odiado aqui na faculdade, não sei por que as pessoas o querem de volta. Deviam estar agradecendo por ele estar desaparecido. — respondeu Ster com um pouco de raiva. Era a primeira vez que o via falar assim.
— Isso foi maldade, Ster. Podemos não gostar dele, mas somos humanos, ficamos preocupados — disse Vanessa botando um fim naquele assunto.
Minhas aulas continuavam interessantes desde a primeira semana, mas já tinha feito uma lista das matérias de que eu estava gostando e das que eu estava detestando.
1. Histologia — Bradley me fascina com suas palavras e aprovo a maneira como trata os alunos. Há uns dois dias duas garotas discutiam quem era o mais gato no meio da aula dele: Shia Laheouf ou Josh Hartnett.
Eu fiquei pensando em qual escolheria nos minutos em que Bradley as expulsava da sala aos gritos. Eu realmente fiquei abismada, eu amo e venero o Shia Labeouf desde sempre e Josh Hartnett tem uma carinha de anjo que faz eu me derreter toda. Com certeza dá uni empate total, na minha opinião... GOSTO ou DETESTO? Gosto!
2. Microbiologia — Ben me faz dormir em apenas seis minutos quando começa a falar. Eu gosto do cara, mas aquele rosto chato e sem graça não me faz querer prestar atenção na aula. Faço o máximo para não dormir e ficar prestando atenção. Até pedi para Sterling me cutucar a cada dois minutos, meu braço direito já ficou dolorido de tantos cutucões. GOSTO ou DETESTO? Detesto!
3. Imunologia — A matéria é tão chata quanto a professora. Ela tem mais de 40 anos e dá em cima dos garotos de 20 no meio da aula. Eu chamo aquilo de falta de profissionalismo e sempre fico com o queixo nos joelhos quando ela Faz alguma coisa para os garotos novos. Vanessa me falou algo a respeito quando mencionei isso a ela, mas agora eu não estou me lembrando. Mas tinha algo a ver com mulheres de uma certa idade que namoravam garotos muito mais novos. Eu tenho apenas uma palavra para aquilo: NOJENTO. Não estou criticando ninguém e com certeza não sou preconceituosa, mas imagine a seguinte situação... Seus pais estão divorciados e sua mãe decide namorar um garoto que pode ser o SEU namorado. Situação embaraçosa, não é? GOSTO ou DETESTO? Detesto!
4. Anatomia Descritiva — Minha matéria favorita, assim como a professora, Olivia. Ela é gentil, me prende a atenção quando fala e é particularmente jovem. Logo na primeira semana ela deu um megatrabalho para a turma fazer e apresentar. Ela adorou o meu trabalho e pediu que falasse com ela no final da aula. Olivia tem um cabelo até a cintura de causar inveja, assim como seu corpinho sarado. Acho que Olivia teria mais vantagem na questão de dar em cima dos alunos. Mas, enfim, logo quando a aula acabou eu fui até ela e ela me passou um formulário sobre um estágio. Ela mencionou que nunca deu um daqueles formulários e uma vaga de estágio assim tão cedo do semestre, e ainda mais para um dos calouros. Mas quando ela reparou em mim logo percebeu que ali tinha um potencial. GOSTO ou DETESTO? Amo!
5. Bioquímica — Sem comentários. Nunca tinha visto o professor porque ele faltou as duas primeiras semanas de aulas. Eu tentei conversar com alguém para dizer que ele fosse substituído, mas aparentemente o cara é “o cara”. Somente está atrasado de acordo com seu programa de viagens. A maioria dos alunos adoraram o Lato de não ter aula logo no começo, mas eu não. Eu quero que ele apareça, eu quero aprender, eu quero ser uma médica afinal de contas. Tudo que tenho que ver durante os próximos anos da minha vida é livros e mais livros na minha cara.
Fim do dia e ainda nenhuma notícia do Joe. Tive a coragem de conversar com os amigos dele, fiquei impressionada quando eles me receberam de braços abertos e foram gentis ao me explicarem que ainda não tinham tido notícias dele. Caminhava para o meu alojamento com os olhos grudados no chão, pensava na última vez que havia visto Joe.
Naquela expressão de tristeza que estampava seu rosto doce. O que será que havia acontecido? Será que ele havia mesmo desistido? Ele parecia tão seguro de si, de que seria médico, quando adormeceu diante de minha porta.
— O que você está fazendo aqui? — perguntei pasmada quando dei de cara com um garoto sentado na minha cama lendo um dos meus livros que antes estava na prateleira. É sério, Sterling, o que faz aqui? — perguntei novamente, porque sinceramente ele não me ouviu na primeira vez.., ou fingiu que não ouviu?
— Calma gatinha, apenas quero falar com você — ele falou e eu esperava o que quer que fosse que ele estava prestes a dizer, mas ele apenas ficou ali sentado em minha cama me encarando com aqueles olhos azuis anormais de tão claros.
— O que quer me perguntar, Ster? — segui em frente para acabar com o transe dele e fazê-lo falar de uma vez. e sorriu quando me apressei ao perguntar o que ele queria. Eu não retribuí, eu não gostava que as pessoas mexessem eu, minhas coisas, é totalmente particular e eu preciso de espaço. Sterling sabia disso, mas acho que decidiu ignorar.
— Vai ter uma festa daqui a pouco no alojamento masculino, no quarto do Pete. Quer ir comigo?
— Quem é Pete? — perguntei. Eu sinceramente não sabia que ele tinha amigos além de mim e de Vanessa. Ou então sou estúpida demais e nunca percebi. E é claro que Sterling podia ter mais amigos se quisesse, ele era legal, menos quando invadia a privacidade dos outros. E eu nunca havia ouvido Sterling falar deste tal de Pete.
— É um cara que conheço que mora no meu corredor. Ele é legal.
— Tenho que estudar, Ster, tenho prova amanhã.
— Você estuda demais, Demi, tem que tirar um descanso. Qual é, vai ser divertido! — ele tentou me convencer e se levantou da minha cama, deixando meu livro aberto lá em cima.
— Não posso, convida a Vanessa — pedi soando mais ríspida do que poderia imaginar. Ele meio que se distanciou de mim e eu me arrependi de ter sido tão má com ele. Eu fechei os olhos, respirei fundo e tentei me acalmar apenas um pouquinho. — Desculpe Ster, mas hoje não estou muito a fim — tentei fazer a situação embaraçosa se desmanchar no ar.
— Tudo bem, quem sabe na próxima? — ele murmurou dando um minissorriso. Ele era tão lindinho, não gostava de fazê-lo ficar triste, mas naquele momento e provavelmente nunca eu iria a uma festa. Prefiro mil vezes ficar no meu quarto lendo e estudando. Acho que Sterling percebeu isso e saiu com passos silenciosos. Eu me joguei na cama e tapei meu rosto com o antebraço, dei um longo suspiro e tentei relaxar.
—Já disse que não vou com você, Ster — eu disse, quase gritando e perdendo a paciência novamente quando ouvi a porta se abrir e alguém entrar.
— Meu Deus, quem foi que te mordeu hoje? — perguntou Vanessa soando não muito simpática, assim como eu.
— Ah desculpe aí, Vanessa, pensei que fosse o Ster novamente — respondi sentando-me, e olhei para ela. Vanessa parecia muito cansada, ela estava, assim como eu, estudando muito. Ela bocejou e se jogou na sua cama, ao lado da minha.
— O que ele queria? Convidar você para aquela festa idiota? — ela perguntou e eu assenti. — Ele praticamente convidou metade do alojamento feminino.
— Por que ele quer que a gente vá? Eu odeio festas, deixei isso bem claro na semana passada.
— Ele quer você lá para beijar você, né? Tá bem claro que ele te quer, Demi — ela respondeu enquanto tirava a roupa e vestia um pijama rosa claro.
- Mas eu não o quero. Acho que já deixei isso bem claro — eu disse e comecei a me vestir para dormir também. Minha cabeça estava começando a doer, odiava quando aquilo acontecia, não conseguia dormir direito.
— Ele provavelmente está apaixonado por você, Demi se não desistiu ainda — ela murmurou e logo fechou os olhos ao se deitar, e se tapou até a cabeça. Eu estremeci quando a ouvi dizer aquilo... que Sterling talvez estivesse apaixonado por mim. Eu gostava dele, mas não daquele jeito. Ele era um cara legal e eu apreciava demais a presença dele, mas nunca poderia me apaixonar por ele.
Uma hora se passou e eu ainda encarava o teto, e minha cabeça latejava. Olhei para Vanessa e ela dormia feito um bebê. Por que só eu tenho problemas para dormir? Isso nunca foi um problema para mim até os 18 anos, mas agora está piorando muito. Parece que minha cabeça não cala a boca, e então ela começa a latejar e eu não consigo dormir. Levantei-me e abri o livro que Sterling havia pegado de minha prateleira, A mulher do viajante no tempo, e comecei a ler. Caí no sono lá pelas 4 horas da manhã, mas segundos depois abri meus olhos abruptamente e me sentei na cama rápido, como se alguém tivesse gritado meu nome.
Meus olhos assustados pararam em Joe-sem-sobrenome, que estava parado diante da minha porta. Eu não gritei, apenas olhei para ele com pavor. Suas roupas eram simples, um jeans largado, uma camiseta branca lisa e tênis Adidas nos pés. Ele ficou lá parado me encarando.
Minha garganta se fechou e eu não consegui dizer nada. Depois de um tempo tentando eu sussurrei:
— O que você está fazendo aqui? — perguntei, franzindo a testa e observando o quarto todo à procura de alguma resposta de como ele havia entrado ali sem eu notar.
Joe me olhava amedrontado como se tivesse acabado de ver um fantasma. Meu coração, que antes batia louca- mente, agora começava a pegar no ritmo calmo e normal. Minha expressão assustada virou para uma de pena. Por que Joe estava tão assustado?
— Joe? — disse seu nome e saí da cama para ir até ele.
— Com. quem você está falando Demi? — perguntou Vanessa grogue e ainda de olhos fechados. Quando virei para olhar Joe novamente ele desapareceu. ELE DESAPARECEU! COMO ELE FEZ ISSO? Devia ter aberto e fechado a porta bem silenciosamente para eu não escutar. E ligeiramente também, porque apenas olhei para Vanessa por uma questão de segundos.
Voltei para minha cama e percebi que Vanessa já havia pegado no sono novamente. Mas, ao contrário dela, eu não consegui fazer o mesmo.
Encarei a porta onde Joe estava parado alguns minutos antes até conseguir dormir. O que não aconteceu nas horas seguintes. Minha cabeça estava a mil com aqueles poucos acontecimentos. O meu relógio marcava quase 5 horas da manhã, então eu provavelmente estava perdida em meus sonhos quando Joe resolveu entrar em meu quarto e de Vanessa.
O que me perturbava era como ele havia saído e por que ele estava ali me encarando tão assustado.




 XOXO Neia *-*
Espero que gostem :-)
Comentem e divulguem pff kiss LY

terça-feira, 8 de abril de 2014

O Sussurrar de Uma Garota Apaixonada – Capitulo 1


Eu era uma caloura.
Uma caloura caminhando pelos corredores desconhecidos de um lugar desconhecido. Caminhava devagarzinho com uma caixa imensa em meus braços, quase cedendo em alguns momentos. Ninguém parecia estar disposto a me ajudar, todos arrumavam e organizavam seus quartos novos. Seu novo lar. Um quarto que vamos compartilhar com uma pessoa estranha por longos quatro anos, ou mais. Eu estava prestes a conhecer a garota que saberia de todos os meus segredos mais íntimos e privados, ninguém nesta terra me conhecia tão bem assim. Isso me assustava, e, além disso, uma nova experiência estava bem na frente em minha cara.
Uma nova porta que me levaria a lugares que eu nunca tinha ido antes.
Em dois dias começavam minhas aulas na Universidade de Stanford, na cidade de Jericho, Califórnia. Tenho 19 anos e começaria minha longa jornada cursando medicina, uma escolha que fez minha família dar pulos de alegria. “Teremos uma médica na família!” — disse minha mãe quando chegou a carta de aprovação da universidade. Naquele dia eu fiquei feliz, provavelmente o dia mais feliz que uma pessoa possa ter. Eu sou filha única, meu pai e minha mãe são advogados e adoram gastar sua fortuna comigo. Gastar, por exemplo, em uma festa de comemoração. Centenas de pessoas apareceram, eu me senti menor do que já era.
Meus pais não puderam ajudar na minha mudança. Eles trabalhavam em um grande caso, como sempre. Não puderam acompanhar a filha que estava partindo de sua linda casa de conforto.
Então tudo que ouvia era os veteranos gritando pelos corredores a chegada dos calouros. Eu sorria quando alguém sorria para mim e ficava séria com os olhares maldosos em minha direção. Fiz o possível para parecer agradável, conseguir amigos no primeiro dia de arrumação, mas meus planos não estavam dando muito certo.
— Hey, cuidado, caloura. — gritou um garoto apressado, esbarrou em mim e derrubou minha caixa que antes se encontrava tão equilibrada em minhas mãos. Quando levantei meus olhos para ele, somente consegui ver seu corpo sem camisa seguindo em frente. Nem teve a decência de me ajudar. Que grande cavalheiro!
— Deixe que eu a ajudo com isso aí. — falou uma voz fina e agradável aos ouvidos. Levantei a cabeça para olhar a garota que me ajudava a colocar meus pertences de volta ia minha caixa. Ela possuía olhos escuros cativantes e sinceros, cabelos vermelhos muito cheios encaracolados, um óculos gigante se encontrava em seu rosto oval e delicado.
— Obrigada. — eu agradeci com um sorriso.
— Não há de que. Além do mais, sou a sua colega de quarto. Vi sua foto do lado da minha na papelada dos alojamentos. Sou Vanessa Hudgens. — ela estendeu a mão para mim e eu apertei.

— Demi Lovato.
— Muito prazer Demi — ela disse com um sorriso amável.
Levantamos-nos e eu equilibrei a grande caixa em meus braços novamente. Pensei se faltava muito para meu quarto, ou melhor, nosso quarto. Quando segui em frente Vanessa me impediu. — Nosso quarto é aqui, você deu sorte de aquele garoto se esbarrar com você logo aqui em frente.
Por isso vi que era você. — explicou ela apontando para o lado esquerdo com a porta já aberta revelando as duas camas.
Entrei no quarto com passos minúsculos e silenciosos. Descansei minha caixa na cama da esquerda e olhei em volta. Vanessa escolheu o lado direito do quarto, que já estava todo arrumado. Sua cama estava feita com lençóis rosa florido e havia ursinhos de pelúcia sobre ela. Sua escrivaninha estava lotada de coisas logo em frente à cama, como cadernos, livros, canetas, o laptop aberto e outras bugigangas. Havia um pôster acima de sua cama do filme  O diário da nossa paixão. Sua parte estava impecável, e a minha parte estava nua e pedindo por atenção.
— Você não fala muito, fala? — perguntou Vanessa depois de ficar me observando memorizar todas as suas coisas organizadas.
— Sou mais para reservada.
— Mas vai ter que começar a abrir a boca logo, logo. Tem certos professores que adoram fazer perguntas no meio da aula muito aleatoriamente. Isso faz as pessoas tímidas ficarem. “p” da vida, — ela disse se atirando em sua cama, fazendo alguns de seus ursos de pelúcia voarem para o chão.
Não sou tímida, sou apenas reservada. É diferente. Esse é um dos motivos por que não tive muitos amigos na escola. Sou morena de olhos castanhos, baixinha, rechonchuda e reservada. Muitos rapazes adoram começar a puxar papo comigo e eu não digo uma palavra. Isso os faz ficar um pouco irritados. E foi por isso que acabei conhecida como “Garota sem palavras” ou, na boca dos maldosos, “Malcomida”, e até mesmo por lésbica. Assim como todas as pessoas que são zoadas na escola, eu segui em frente.
Estudei bastante e fui aceita em uma boa faculdade, o que deixou meus pais orgulhosos.
— Você conhece o garoto que esbarrou em mim? — perguntei a Vanessa, que encarava o teto branco. Enquanto isso eu colocava meus pertences sobre a minha própria escrivaninha, que também ficava logo em frente à minha cama.
— Joe alguma coisa. Ouvi falar dele pela minha irmã. Ela está no último ano de Publicidade e Propaganda. Você vai conhecê-la mais cedo ou mais tarde — eu sabia. Vanessa adorava ficar falando. Ao contrário de mim. E não sei por que lhe perguntei do rapaz que esbarrou em mim, acho que apenas saiu de minha boca sem mais nem menos. — E Joe é muito grosso. Muitas pessoas o detestam por ser tão egoísta e um  bad boy.
— É, notei isso quando não parou pra me ajudar — disse com um sorriso de leve.
— Ele está no quarto ano de medicina, tens uns 23 anos e muitas garotas são gamadas nele. Não me leve a mal, o cara é lindo e tal, mas ele não trata ninguém bem.
Eu não disse mais nada, apenas deixei Vanessa falando o que lhe vinha a cabeça, algo que ela adorava fazer. Enquanto isso eu arrumava a minha parte do quarto. Meus pais trariam mais caixas quando pudessem, então eu praticamente arrumei apenas minha escrivaninha e alinhei meus livros em uma prateleira.
— Qual o seu curso? — perguntei quando a voz de Vanessa se apagou do ambiente. Eu não falava muito, mas gostava de ouvir os outros. Ainda mais a voz de Vanessa, que parecia ser de um anjo infantil.
— Jornalismo. E você?
— Medicina.
— Não brinca? Eu nunca iria imaginar você cursando medicina.
Nem em um milhão de anos.— Vanessa disse enquanto mexia em seu celular rosa da Hello Kitty, sua voz soando espantada. O que me deixou um pouco chateada. Já ouvi muito sobre medicina ser para as pessoas fortes e inteligentes, e eu sou isso e muito mais. Mas as pessoas em minha volta não pensam a mesma coisa, o que me deixa muito magoada.
— Por quê? — perguntei com um sorriso sem graça.
—Olha para você. — ela pediu e se sentou na cama e me encarou.
— Você tem um jeito deque será uma professora de jardim de infância, ou até mesmo uma modelo. Você parece ser tão inocente. Aposto que muitos caras ficarão gamados em você por aqui.
Eu apenas a encarei de volta com olhos arregalados. Vanessa não apenas fala muito, mas fala tudo o que passa em sua cabeça, inclusive a verdade nua e crua. Algo a que eu não estava acostumada. Por um momento pensei que poderíamos não nos dar bem e notei também que ela, como todas as garotas tirando eu, é vidrada em garotos. A única coisa que eu quero na faculdade é estudar e me tornar uma médica. Não quero nenhum garoto desviando a minha atenção sobre o que realmente é importante. Depois que for médica profissional que quero um namorado.
— Desculpe se te assustei. Eu sou assim mesmo, sabe. Não consigo mudar. Você é tão perfeitinha e doce, acho que podemos nos dar bem.
— É. — eu disse envergonhada por ter pensado um pouco mal de sua pessoa.
Vanessa com certeza não seria a primeira e nem a última a me chamar de “professora de jardim de infância”; medicina é para os fortes e destemidos e eu pareço ser frágil como uma boneca de porcelana. Eu quero que isso mude, quero que as pessoas comecem a me levar a sério.
Eu sou forte e destemida, sou apenas calada e na minha.
— Está aqui faz quanto tempo? —perguntei quando ela Ficou calada novamente.
— Desde hoje cedo. Estava ansiosa para estar aqui, minha casa é um inferno danado. Sem contar comigo, tenho cinco irmãos. CINCO. Dá pra acreditar ?!
— Acho que é melhor do que ser sozinha que nem eu. Acho que esse é um dos motivos de eu ser tão calada e Fechada — confessei. E pela primeira vez eu contei algo a uma pessoa que estava disposta a ouvir.
Meus pais quase nunca estavam em casa, não tinha irmãos e minhas amigas mais próximas se mudaram para muito longe. Que sorte a minha, não é? Então a única opção que eu tenho é conversar com elas on-line quando podem. O que acontece raramente.
— Acho que tem os pontos altos e baixos. Adoro ficar com eles, brincar e tudo mais. Nunca fico sozinha e me sinto bem. Mas as vezes fico tão irritada que quero jogá-las pela janela — ela riu e eu a acompanhei.
— Olá —ouvi uma voz feminina junto com batidas leves na porta.
Dei um sorriso enorme quando vi que era minha mãe com mais coisas minhas. Ela é diferente de meu pai, sempre arranja tempo para mim, não importa o que esteja fazendo.
— Mamãe, essa é Vanessa Hudgens. Vanessa, essa é a minha mãe, Diana Lovato — apresentei as duas enquanto estava nos braços de minha mãe.
Ela sorriu para Vanessa e apertou sua mão. E também sorriu para mim, notando que eu já havia feito uma amiga.
— Muito prazer, Vanessa. Espero que você e minha filha se deem tão bem quanto eu e minha colega de quarto quando tinha a idade de vocês — minha mãe sorriu enquanto dirigiu a palavra para Vanessa. Minha mãe é morena, o cabelo quase loiro e olhos claros. Sou mais parecida com meu pai, moreno de olhos castanhos. Algumas pessoas até nos chamam de irmãs, porque minha mãe me teve quando era muito nova.
Mas com ajuda ela conseguiu entrar na faculdade para cursar direito, aqui mesmo em Stanford. Ela deixou minhas caixas excessivas no chão, me abraçou muito apertado e logo foi embora.
— Demizinha, sua mãe é demais — disse Vanessa se atirando em sua cama novamente. — Ela é muito nova para ser sua mãe. Vocês parecem. até irmãs — ela continuou falando bem de minha mãe por um longo tempo. Estava começando mesmo a gostar dela, até já havia adotado um apelido para mim.
— É, muitas pessoas pensam assim. Ela é minha melhor
— Tipo aquele seriado,  Gilmore Girls — ela deduziu. — Mãe filha que são melhores amigas. E..
Eu a interrompi:
— É, eu conheço a série. Gosto de pensar que somos agora eu finalmente estava colocando lençóis em minha cama nua.
— Você tem sorte. A única coisa que minha mãe diz para mim é: Você é uma imprestável.
— Isso é horrível — eu disse parando de fazer minha cama e fiz uma cara assustada. Por que uma mãe seria assim tão horrível para uma filha? Vanessa é extremamente adorável.
— Ah, talvez você possa me emprestar sua mãe — disse sorrindo.
Apesar de as aulas somente começarem em dois dias, tudo na universidade estava funcionando, morávamos ali, afinal de contas. Fui jantar e Vanessa me acompanhou, ela sabia de tudo, naturalmente. Ela não parou de falar nem um minuto quando sentamos no refeitório. Eu me servi com uma maçã, suco em lata e macarrão com queijo. Não estava tão ruim quanto pensei que fosse.
O refeitório era como qualquer outro, como qualquer um que você assiste em filmes e séries de IV Várias mesas azuis retangulares de no máximo dez pessoas eram postas aqui e ali até o salão ficar lotado. Era tipo buffet, você escolhia o que queria e ia se sentar. Naquele dia o refeitório não estava necessariamente lotado, mas até que havia bastante gente.
— Aquele garoto, o de moletom vermelho, é meio feinho, mas é muito simpático e faz tudo o que você pedir — ela dizia enquanto eu comia e olhava para o menino de quem ela estava falando.
— Aquela guria somente entrou aqui porque os pais são ricos de morrer — Vanessa disse olhando para uma menina super bem-vestida com chapinha nos longos cabelos loiros e perfeitos.
— Minha irmã não está aqui ainda, mas quero muito que você a conheça. Enquanto isso, aquele é o namorado dela, o nome dele é Jason — ela deu um grande assovio que chamou a atenção de quase todos naquele ambiente e acenou para Jason, que olhou para ela com um sorriso. Eu podia ver que ele estava um pouco envergonhado com aquela atitude de Vanessa, mas o modo como ele sorriu para ela não notar foi uma grande atitude. Ele parecia ter uns 24 anos e era muito charmoso, cabelos castanhos-claros e bem encorpado. Não consegui decifrar a cor de seus olhos por ele estar a umas quatro fileiras da gente.
— E lá está o Joe sentado com várias garotas, é claro — Vanessa disse olhando por cima de meus ombros, e eu me virei para observar. Não havia visto o seu rosto quando ele esbarrou em mim, afinal de contas.
Joe era bonito sim, com toda a certeza. E acho que bonito era pouco para ele. Ele tinha um ar à la Tom Cruíse, mas Joe possuía olhos de mel muito, muito claros. Eu podia dizer que ele era alto, somente vi seu ombro quando ele esbarrou em mim.. E era musculoso, como aqueles caras que ficam em academias quase o dia todo para impressionar as gatinhas.
Enquanto o observava com as garotas e amigos, nossos olhos se conectaram por alguns segundos.. Eu me virei ligeiramente, mas podia sentir seus olhos cravados em minhas costas.
— Ah lindo mesmo — disse uma Vanessa sonhadora dando inúmeros suspiros.
— Vanessa, come e para de ficar aí suspirando — pedi como se fôssemos amigas desde sempre, mas ela me obedeceu.
Era tarde da noite e eu encarava o teto. Vanessa dormia tranquilamente na cama ao meu lado. Ela não roncava, apenas respirava em um modo esquisito e singular. Eu quis dormir, até tentei deitar de barriga para baixo e fechar os olhos, mas tudo passava a mil por hora em minha cabeça.
Estava longe de casa, longe de meus pais pela primeira vez, e pronta pata encarar uma jornada sozinha. A minha jornada era apavorante. Podia ser tarde da noite, mas em universidades isso não significava nada. Havia uma festa em algum lugar do prédio, dava para ouvir a música do meu quarto e eu ouvia vozes no corredor quase a cada nano segundo. Eu estava acostumada com silêncio profundo na hora de meu sono.
Ouvi um baque em minha porta e me sobressaltei. Olhei para Vanessa, que dormia pacificamente. Decidi ver o que havia sido aquilo, calcei meus chinelos e fui até a porta. Quando a abri, um garoto que estava sentado diante da porta caiu sobre minhas pernas, indo ao chão. Mas ele não estava apenas sentado, ele estava dormindo, Ajoelhei-me ao seu lado e lhe dei um leve tapa na cara para acordá-lo.
— Acorde, Joe — eu disse.  Por que eu fui logo pensar em abrir aporta?, pensei. Tentei chamá-lo novamente e ele começou a gemer.
Agarrou-se em minha perna, e quando tentei tirá-lo fui eu que caí para trás, batendo a cabeça na porta aberta. Arfei de dor e foi aí que ele acordou.
— O que aconteceu? — ele perguntou enquanto se sentava, totalmente acordado. — Por que estou aqui com você? — perguntou novamente, só que agora parecia constrangido.
— Você se atirou na minha porta, seu idiota. Quando vim ver o que era, você caiu em cima de mim e ainda por cima me atacou me fazendo bater a cabeça — respondi à sua pergunta ainda com a mão na cabeça, sabia que ali ficaria um galo logo, logo. E chamei Joe de idiota porque ele simplesmente me viu gemer de dor e não disse nada, nem um pedido de desculpas.
— E o que eu estava fazendo aqui, garota? — perguntou ele ainda sentado em meu chão, praticamente dentro de meu quarto, no vão da porta aberta.
— Como é que vou saber, foi você quem me acordou.
— Eu com certeza não iria parar aqui de propósito com você — ele disse agora se levantando, e eu fiz o mesmo.
— Como assim não iria parar aqui de propósito comigo? — perguntei aos sussurros, boquiaberta.
— Está na cara que você é uma santa, que está aqui para ser uma professorinha no futuro — ele começou a olhar meu corpo rechonchudo e frágil com a bermuda curta e uma blusa com o símbolo de superman , e percebi que ele estava fantasiando sobre mim.
— Para sua informação garoto, eu estou aqui para ser médica — afirmei cruzando os braços, e ele fez uma cara de surpresa e começou rir.
— Isso quer dizer que irá cursar Medicina. Uau, eu queria muito estar aqui para ver isso acontecer, mas eu mesmo vou ser médico em poucos anos. Com certeza passarei aqui para ver como você estará indo — disse ele debochando, assim como todo mundo fazia. Por que ninguém me leva a sério? — quase gritei com muita irritação, mas antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa eu apontei para fora e disse:
— Saia, agora — ele bufou, revirei os olhos e saiu de meu quarto.
Fechei a porta e ele bateu fortemente, fazendo Vanessa saltar da cama.
— O que está acontecendo? — perguntou ela, ainda de olhos fechados.
— Nada, volte a dormir. Foi apenas um idiota na porta — respondi e fui diretamente para minha cama. Tapei-me até a cabeça e tentei lavar todos os meus pensamentos e os sentimentos daquele momento. Não demorou muito até eu cair num sono profundo.


XOXO Neia :-)
Então que acharam?? Espero os vossos comentários e POR FAVOR ajudem a divulgar o blog...kiss 


terça-feira, 1 de abril de 2014

O Sussurrar de Uma Garota Apaixonada - Sinopse

Demi Lovato, uma novata na Universidade de Stanford.
Demi não queria saber nada de garotos, apenas queria se concentrar nos estudos e ser uma boa médica no futuro.
Joe Jonas entra em sua vida, um garoto arrogante que a maioria das pessoas da Universidade detesta.
Ele é morto por um Serial-Killer do campus e Demi é a única que consegue vê-lo.

Eles se detestam, mas deverão trabalhar juntos para descobrir quem é o assassino que está matando os meninos no campus da Universidade.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Olá?!


Tudo bom com vocês??
Bem como ninguém falou nada no meu ultimo poste eu mesma decidi o que vou fazer........: Love Me As I Am vai ficar, parada, tou sem motivação para continuar essa fic, vocês também não estão ajudando muito né?!
Não sei dizer se irei terminar ou não...depois logo verei isso, se alguém quiser que continue é só me falar que eu irei pensar....

NOVA FIC
Aqui está a minha decisão....aviso já que irá ser diferente da primeira e da Love Me As I Am. Mas acho que voces vao adorar *-*

Como tou a entrar de férias também provavelmente e se tiver comentários, irei postar mais regularmente. Se conseguir ainda postarei HOJE a sinopse...por isso fiquem de olho!



XOXO Neia *-*


segunda-feira, 10 de março de 2014

Sinal de Vida

Hey lindos :)

Desculpem não estar a postar, mas com as aulas é muito dificil...como muito de voces devem saber! Uma das razões pela qual também não tenho postado é: comentários! - voces não tem comentado nada e assim não me sinto tentada a postar um novo capitulo :(

Quero-vos deixar algumas opiniões/propostas:
                                   1- querem uma nova fic?
                                   2- uma mini-fic enquanto não posto Love me as i am?
                                   3- continue a postar Love me as i am até ao fim?

Espero as vossas opiniões nos comentários!!
Sejam sinceros...se acham que a fic é secante, estejam à vontade para me dizer, sério!!


XOXO Neia *-*

ps: ajudem a divulgar o blog pls

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Love Me…As I Am - Capitulo 7


"É esse." Puxando um dos últimos remanescentes vestidos em seu armário de seu cabide, Miley jogou toda a sala em minha direção, então caiu de joelhos para, eu assumi, comece a busca por sapatos combinando. "É perfeito para você."
Revirei os olhos em sua direção, antes de examinar a roupa que tinham desembarcado no meu colo. Azul marinho e sedosa, foi na altura do joelho com um decote recatado. Muito simples e muito o meu estilo.
"Este não é o seu estilo de costume." Eu ponderei o vestido, um pouco ofendido que Miley pensou que algo tão simples era 'perfeito' para mim.
"Transformá-lo por perto." Ela saiu do armário por tempo suficiente para sorrir para mim, então voltei para vasculhar. Ela gritou quando uma avalanche de bolsas caíram da prateleira de cima.
Eu fiz ela solicitado. Fiquei de boca aberta quando eu vi que a parte de trás do vestido recatado era inexistente.
"Santo inferno." Não havia mesmo qualquer tiras para quebrar a nudez. Havia apenas ... nada.
"De jeito nenhum."
"Sim." Emergindo do armário com um par de bombas de prata e uma bolsa de noite de correspondência em suas mãos, Miley soprou a franja do rosto. "Ele vai comer você com esse vestido."
Ele já me comeu, eu pensei, e senti o rubor resultante. Eu escondi atrás de uma análise aprofundada do vestido, não querendo Miley questionando a causa.
Estávamos quase de volta ao normal, mas não estava lá, ainda não. Se eu mencionar as minhas reservas sobre um relacionamento com ela novamente, ele iria jogar tudo de volta o equilíbrio.
"É um... talvez." Coloquei o vestido de lado, em seguida, olhou para o outro monte de vestidos que eu não tinha rejeitado completamente. Infelizmente, este número foi provavelmente o mais conservador.
"Você não tem tempo para talvez." Miley abriu sua caixa de maquiagem e despejou uma enorme pilha de tubos brilhantes e garrafas em sua cama. "Duas horas até que você tem que ir. Isso é apenas o tempo suficiente apenas para embelezar você."
"Puxa, obrigada." Eu sabia que ela queria dizer, mas fiz uma careta para ela, independentemente de ela classificados através de mais varas de rímel de uma menina poderia usar em um ano. Na verdade, parecia que ela tinha vindo a ter por mais do que isso, como desde o início do primeiro ano, quando nos conhecemos.
Estávamos agora no segundo ano. Isso foi um monte de maquiagem.
"Este aqui." Jogando um tubo rotulado Supremo Estender em cima das bombas de prata, Miley assentiu com satisfação. "Por falar nisso, eu tenho um presente para você."
Até agora ocupada com batom, ela balançou a cabeça na direção de um saco que estava em sua mesa de cabeceira. As listras cor de rosa e branco e logotipo familiar de uma grande cadeia de lingerie me fez levantar as sobrancelhas.
Eu comprava a minha calcinha de algodão, onde quer que passava a ser colocado à venda. Eu tinha certeza de que tudo o que foi neste saco ia ser tão fora da minha zona de conforto que eu estava certa que Miley sabia.
"Meu Deus." Peguei o papel integrante do tecido da bolsa, abriu-a e recuou. Puxar o pedaço de renda azul elétrico, eu conectei fora um dos meus dedos e sacudiu-a Miley.
"Que diabos é isso?" Eu tinha uma ideia muito boa.
"É uma tanga. Duh." Depois tirou os itens que ela queria usar, Miley deixou o resto para trás em uma montanha metálica gigante. Um punhado grande caiu quando ela se levantou para ligar em seu ferro de ondulação, e eu estremeci como eles bateram no chão e espalhados.
"Eu não preciso de uma tanga. Eu não vou usar isso." Se alguém, não Miley tivesse dado isso para mim, eu teria ficado mortificada. Como se fosse, eu simplesmente me contorcia com desconforto.
"Nem todos nós gostamos de fio dental nossas bundas, muito obrigada."
"Se você não usá-lo você vai ter linhas de calcinha com esse vestido." Este foi jogado por cima do ombro para mim, como ela se abriu ainda um outro saco, desta vez cheio de joias.
Olhei para o pedaço de tecido que estava disfarçado de cuecas. Linhas panty não eram algo que eu pensei sobre com o jeans que eu usava todos os dias.
"Eu nem sei se eu vou." Eu cuidadosamente coloquei o pedaço do laço na parte superior do vestido sem costas, em seguida, fez uma careta para Miley.
"Você está namorando o cara. Claro que você está indo." Embora ela não pudesse ter conhecido a importância por trás de suas palavras, senti o peso delas.
"Eu não estou namorando com ele." Eu disse cuidadosamente, procurando a minha escova apenas para ter algo para fazer com as minhas mãos. "Ele só precisava de um encontro."
"Demetria". Miley virou-se e, apesar de seu tom de voz era leve, o rosto dela era grave. "Você sabe como ele é, né?"
"Sim, eu olhei para ele uma ou duas vezes." Franzi minha testa. Eu não tinha ideia de onde ela queria chegar.
"Ele é lindo. Ele é atlético. Ele é bom. Certo?" Miley atravessou a sala e sentou na borda da cama. Colocou as mãos sobre os joelhos e me olhou nos olhos.
"Sim." Eu estendi a palavra. "Ele é quente. Nós estabelecemos isso. Estou assumindo que há um ponto aqui em algum lugar."
"Ele é quente, e ele quer que você." Ela falou calmamente, como se ter certeza de que eu ouvia. "Então pare de correr e faça algo sobre isso."
Eu mexia enquanto eu estava fora do salão onde o evento estava ocorrendo. Pessoas bem vestidas passaram por mim em pares e em grupos, e todos eles pareciam conhecer um ao outro.
Eu era a única sozinha, e no meu vestido e sapatos emprestados senti incrivelmente auto- consciente.
Eu tinha dado para lancinante de Miley sobre o fio dental, também, e que acabou de adicionar o meu desconforto.
Eu resisti à vontade para tirar meu telefone da minha bolsa e verificar a hora. Foi minha própria teimosia que me fez insistir em me reunir com Joseph aqui em vez de deixá-lo me pegar.
Eu tinha concordado com o encontro, mas eu não estava indo para torná-lo fácil para mim.
"Demetria". Nesse ponto eu teria reconhecido a voz rouca em qualquer lugar. Virei-me, uma brisa pegando as bordas da minha saia. Lá estava ele, parecendo algo saído de um filme.
Meu pulso parou, em seguida, começou a bater o dobro do tempo. Minha boca-de-rosa pintada caiu.
Vestia-se, como eu estava, e... wow. Apenas wow.
Ele estava usando o inferno fora desse terno preto.
"Uau." Ele disse que a palavra que eu estava pensando enquanto subia a última das escadas e pegou minha mão. Levantando-a acima da minha cabeça, ele assobiou quando me girou. O som cortado abruptamente quando ele tem um vislumbre de minhas costas nuas.
Boca seca, eu lambi meus lábios e olhei para trás, por cima do meu ombro timidamente.
Quando seus olhos encontraram os meus, eles me disseram que ele não queria nada mais do que para obter-me o inferno fora do vestido e de volta para sua cama.
"Você está tentando me enlouquecer?" Ele apertou um dedo para a base do meu pescoço, e depois arrastou-o pelas costas, traçando minha espinha. Mudei inquieta sob o toque, meu aquecimento da pele em um caminho que seguiu sua mão.
"É o vestido de Miley. Minha companheira de quarto." Minha voz nem sequer soava como a minha, que era tão apertado de saudade. "Acredite ou não, foi a coisa mais conservadora que ela possuía."
O dedo de Joseph parou na própria base da minha espinha, a pele sedosa, onde a minha volta acabou. Seu toque permaneceu lá por um longo momento antes que ele passou um braço em volta de mim, apertando uma vez.
"Graças a Deus para Miley." Sua voz era de adoração, e eu não pude deixar de rir, a ansiedade das últimas horas aliviar.
Como sempre, ele fez todas as coisas ruins fossem embora.
"Gostaria de uma bebida?" Joseph deu os nossos bilhetes para a mulher que estava sentada em uma mesa dentro da entrada principal. Embora ela parecia ser, pelo menos em seus trinta e poucos anos, olhou para mim para cima e para baixo lentamente, em seguida, ligou-me apenas com a simples sugestão de escárnio.
Eu ignorei. O braço dele estava em volta de mim, depois de tudo.
"Hum. Claro." Ele pegou uma taça de vinho fora de uma bandeja, que foi realizada por um garçom circulando a sala e apresentou-me com um floreio.
"Você não vai querer?" Minha boca ainda estava seca de seu toque, e eu tomei um gole de vinho para aliviar o desconforto.
Ele balançou a cabeça, seu olhar fixo em meus lábios enquanto eu bebia.
"Se eu beber, meu fígado fica preocupado com a obtenção da bebida fora do meu sistema, em vez de regular o açúcar no meu sangue." Ele deu de ombros, como se não fosse grande coisa para ele, e eu fiquei surpreso mais uma vez que ele tomou o seu diabetes no tranco muito bem. "Eu posso ficar muito baixo de açúcar no sangue dessa forma, pode passar para fora dele. Uma vez que as pessoas que bebem até desmaiar também, é muito fácil confundir os dois e não receber o tratamento certo. Isso sempre me assustou, então eu não sei."
"Há algo que te assusta?" Eu tentei fazer o meu tom de provocação, mas eu estava admirado com a maneira como ele só... Eu nem sabia que a palavra para usar. Ele simplesmente tinha tratado toda a merda que a vida jogou pra ele, intimidando seu caminho através dela como se não houvesse outra opção.
Ele me surpreendeu.
"Por outro lado..." Joseph abriu a mão espalmada em minhas costas e me puxou para perto dele, entrelaçando seus dedos com os meus ao redor da flauta de vidro. "Eu não me importaria de apenas um gosto."
Minha respiração parou quando ele pediu o copo até os lábios para mais um gole. Antes que eu pudesse engolir, ele pressionou sua boca com a minha, sua língua deslizando entre meus lábios, saboreando o vinho.
Eu estava sem fôlego e despertou quando ele se afastou, com um sorriso nos lábios.
"O melhor vinho que eu já tive." Eu não tinha resposta para isso, então eu simplesmente balancei a cabeça e olhou para os meus pés em seus sapatos prateados.
Eu fiz uma careta quando um par de brilhantes sapatos de salto alto vermelhos veio correndo em minha direção, acompanhada, longas pernas bem torneadas e uma voz gritando.
"Joseph", eu olhei para cima a tempo de ver uma menina incrivelmente linda vestida como um carro de bombeiros, ou desculpa para o vermelho vestido de lançar-se nos braços do meu encontro.
Para minha surpresa, ele sorriu e abraçou de volta, parecendo não notar quando os seios, seios muito grandes escovaram seu antebraço.
"Hey, Blanda." Eles sorriram um para o outro por um longo momento enquanto eu lidei com os meus primeiros sentimentos de inveja.
Quem era esta megera de cabelos negros e, mais importante, por que ela e Joseph estavam uns sobre os outros?
Pela primeira vez, eu entendi a vontade de derramar uma bebida sobre a cabeça de outra pessoa.
Joseph virou-se, pegou a minha expressão, e rapidamente começou a desembaraçar-se dos membros da morena.
"Landa, esta é Demetria Lovato. Meu encontro." A morena virou-se e, vendo-me com as minhas bochechas vermelhas e carranca, fez uma careta.
"Desculpe, mano." Alisando o vestido que ela tinha amassado em seu abraço, ela estendeu a mão para mim a tremer. "Incrível conhecê-la, Demetria. Uau. Joseph nunca traz ninguém-"
"Blanda era minha irmã adotiva, quando eu tinha dezesseis anos." Joseph olhou para a outra mulher, com, agora que eu sabia que eu poderia vê-lo, uma expressão que os irmãos geralmente reservavam para o outro. Ficou claro que ele não queria que ela derramasse quaisquer detalhes sobre ele para mim. "E ela ainda gosta de jogar o papel, mesmo agora que ela chegou à idade madura de vinte e quatro anos."
Blanda revirou os olhos para Joseph, então, levantou-se na ponta dos pés para fazer a varredura da multidão. Ela acenou com entusiasmo a alguém, apontando-lhe, antes de voltar para Joseph.
"Para quem você está acenando?" Joseph fez uma careta, como se ele não gostou do que ele tinha visto.
"Ninguém. Apenas Tripp." Blanda tornou-se muito interessada no brilhante polonês em suas unhas como Joseph observou seu blush, em seguida, olhou com raiva.
"Tripp? Como, Tripp Tripp", perguntou Joseph. Eu estava dolorosamente consciente de que eu tinha tropeçado em algum tipo de dinâmica familiar. Eu não tinha ideia de como tocar a minha parte nisso, pois minha família era muito asneira, então eu estava ali, em silêncio, deixando a cena antes de me desdobrar.
"O que está acontecendo com você e Tripp?" Joseph mal conseguiu pronunciar as palavras da sua boca antes de Blanda tinha atado o braço no dele novamente. Desta vez eu estava mais confusa do que com ciúmes.
"Vamos dançar, Joe!" Ignorando a cara feia Alex lançou seu caminho até o apelido, Blanda piscou para mim como ela o puxou para a pista de dança, claramente tentando desviá-lo do tópico em questão. Parecia que ele estava prestes a recusar, mas sorriu e fez um gesto para que ele vá.
Blanda era ainda uma outra faceta de quebrar a cabeça para Joseph. Não admira que ele me tinha amarrado em nós.
"Rude dele para deixá-la aqui sozinha." A voz veio diretamente atrás de mim. Eu sacudi muito mais do que a surpresa chamada para, vinho chapinha sobre a borda do meu copo de derramamento, pegajoso e doce, na minha mão.
Eu me virei, meu coração na minha garganta, esperando para vê-lo. Em vez disso, encontraram um homem de boa aparência em seus trinta e poucos anos, com cabelos curtos castanhos, olhos azuis cintilantes e linhas de expressão ao redor da boca.
"Eu sinto muito." Ele ergueu as mãos, com as palmas para fora, para me mostrar que ele não fez por mal. "Eu não queria assustá-la."
"Está tudo bem." Eu resisti à vontade para limpar o vinho da minha mão com a saia do vestido de Miley, sacudindo as gotas de fora em seu lugar.
Ela realmente não estava bem, apesar de tudo. Não importa quão bem ele parecia, eu não ligava muito para os homens estranhos.
"Eu sou Tripp." Ele disse com cuidado, estendendo a mão para me a tremer. "Eu sou um... amigo de Joseph."
Olhei para ele antes cautelosamente aceitando sua mão, não me importando que ele provavelmente pensava que eu era uma pessoa estranha.
Ele tinha Bob esponja calça-quadrada em sua gravata.
Quão perigoso ele poderia ser?
"Ah, o meu ponto de vir aqui foi para lhe dizer que eu ensinei Joseph melhor do que deixar a seu encontro sozinho. E também para pedir-lhe para dançar enquanto ele leciona o meu encontro." A forma como os olhos de Tripp permaneceram em Blanda foi impossível de perder, e eu encontrei-me mais confusa do que nunca.
Blanda tinha sido irmã adotiva de Joseph. Tripp disse que ele era amigo de Joseph, e ainda a forma como ele falou dele soou mais como uma figura paterna, embora ele não poderia ter tido mais de uma década em Joseph. E Blanda e Tripp estavam claramente juntos, embora Joseph estava infeliz o suficiente sobre isso para esquecer suas maneiras e me deixar sozinha, algo que eu tinha certeza de que jamais faria em circunstâncias normais.
Minha cabeça girava de todas as ligações que eu não entendia.
Demorou um pouco antes de eu percebi que Tripp estava me olhando com as sobrancelhas ligeiramente levantadas. Tardiamente, percebi que eu não tinha respondido sua pergunta.
"Oh. Hum. Sim. Dançar... eu-eu vou." Eu vou tentar é o que eu adicionei na minha cabeça.
"É bom finalmente conhecer a... amiga... de Joseph." Eu tentei não endurecer quando Tripp colocou a mão no meu cotovelo para me guiar para a pista de dança.
É apenas uma dança, eu me lembrei, assim como o meu pulso acelerou de uma forma totalmente diferente da forma como o fez quando Joseph me tocou. Ele tem que tocá-la para dançar com você.
"Oh?" Meu tom era leve como Tripp me levou para pista de dança, mas por dentro eu estava pirando. Quando ele colocou uma mão no meu ombro, o outro na minha cintura eu tinha que tentar duro para não vacilar de distância.
Foi naquele momento que eu apreciado como verdadeiramente único a conexão entre Joseph e eu era. Ele poderia ter sido o primeiro homem que eu deixe-me tocar desde que eu tomei a decisão de parar de dar para cada menino que pediu, mas isso não queria dizer que teria sido assim com ninguém.
Tripp parecia bom o suficiente, mas eu queria suas mãos longe de mim. Eu tentei ser sutil como eu fiz a varredura do espaço para Joseph, querendo nada mais do que ser segura em seus braços.
"Ele nunca leva ninguém a estas funções. Nunca traz qualquer hora que eu vê-lo, na verdade."
Eu poderia dizer que Tripp estava examinando meu rosto, tentando obter uma leitura sobre o que, exatamente, Joseph e eu fomos para o outro.
Eu não poderia ter dito a ele, porque eu não me conheço. Mas eu não podia negar que eu era insanamente feliz em saber que eu era a primeira garota que ele já levou ali.
"Desculpe-me" Joseph. Eu virei minha cabeça, orientando-me a voz, logo que o ouvi. Lá estava ele.
Ele dançou Blanda de forma que eles estavam lado a lado com Tripp e eu. "Quer trocar?"
Embora Tripp piscou para mim, ficou claro que ele só estava muito feliz por ter Blanda volta em seus braços. Quanto a mim... Eu não conseguia parar meu lábio inferior de tremer um pouco quando Joseph me estudou, em seguida, me puxou para seus braços. Mudei-me para lhes de bom grado, indo tão longe como para descansar a cabeça em seu peito.
"Eu sinto muito." Suas mãos acariciavam minhas costas, mas desta vez o gesto de um conforto, não sedução. "Eu estava distraído com a notícia de que Blanda e Tripp estão namorando. Eu nunca deveria ter deixado você sozinha."
"Está tudo bem agora." Eu inalei profundamente, saboreando o seu cheiro através de sua camisa. Minhas próprias palavras para Miley de mais cedo naquele dia reproduzidas pela minha cabeça, como eu fiz.
Nós não estamos namorando. É só um encontro.
O que quer que eu o chame, eu ansiava por esta conexão mais do que eu queria que a minha próxima respiração.
"Você sabe, Tripp é um cara bom." Eu olhei para cima, vi as linhas de preocupação ao redor dos olhos de Joseph. Ele estava preocupado comigo, eu percebi, preocupado, eu tinha certeza, sobre a razão de que eu estaria chateada com a mais benigna de toques por outro homem. "Ele cuidou de mim durante dez anos. Me manteve longe de problemas. Até mesmo fez um ótimo negócio com meu apartamento para que eu não tivesse que viver nos dormitórios."
Joseph estava tentando me colocar à vontade. Eu tive que dizer-lhe algo. E eu não podia mentir.
"Eu não sei por que estou tão confortável com você", eu comecei, fechando minhas mãos no tecido do paletó. "Por eu... Eu não gosto quando os homens me tocam. Não mesmo."
Eu nunca gostei, nem mesmo quando eu convidei cada menino que gostava de mim duas vezes.
"Eu sei." E eu sabia que ele fazia. Ele viu minhas falhas, minhas neuroses e as minhas manias.
Ele gostava de mim de qualquer maneira.
"Blanda é muito bonita." Eu não estava com ciúmes, não depois do que eu tinha visto de seu relacionamento, mas eu queria ver a reação dele ao meu comentário.
Ele arqueou as sobrancelhas quando ele olhou para mim, e eu sabia que eu não tinha enganado ele mesmo um pouco.
"Blanda era minha irmã adotiva, quando eu tinha dezesseis anos. Ela estava quase dezoito anos, e contando os dias até que ela saiu." Janelas fechadas sobre os olhos, e eu cerrei meu punho, onde eu ainda segurando o paletó.
Eu queria suavizar o sulco na testa que esta linha de questionamento tinha trazido diante.
Eu me perguntava se era assim que ele sentia por mim.
"O lugar onde eu vivi, ele não era bom." Seus lábios pressionados firmemente juntos, e eu respirei fundo. Eu tinha certeza de que essa história, ou parte dela de qualquer maneira, poderia explicar suas cicatrizes.
Ele não mencionou, e eu não poderia pedir.
"Ela já estava lá quando cheguei. Nós nos demos bem imediatamente, e ela fez o inferno um pouco mais suportável." Eu não estava acostumada a vê-lo vulnerável. Eu não tinha ideia do que dizer, e assim eu continuei em silêncio.
"Ela saiu em seu aniversário de dezoito anos, e eu não podia culpá-la. Eu estava planejando fazer o mesmo. Mantivemos contato." Seus olhos a me cortaram, e a frieza que eu vi nas profundidades azuis me surpreenderam. "Ela é como minha irmã, porque nós sobrevivemos a mesma coisa."
"Você... você estava em um orfanato até que você tinha dezoito anos?" Isso significaria que ele só foi para fora por quatro anos.
"Não." Sua voz foi curto, embora suas mãos na minha pele ainda estava quente. "Tripp me tirou no final daquele ano."
Franzindo a testa, eu esperei, certo de que ele ia me dizer mais. O que Tripp tem a ver com isso?
Ele não disse mais nada, não compartilhou mais de sua história. Eu queria me sentir mal, uma vez que se sentia quase como se ele não confiava em mim.
Eu era a última pessoa no mundo que podia reclamar sobre alguém guardar segredos.
"Vamos lá. Anime-se." O momento de tensão acabou, e quando ele deslizou as mãos sobre a minha volta eu senti a onda de calor que sempre tomou conta de mim quando ele me tocou. "Estamos aqui para nos divertir."
A música mudou depois do lento, elegante instrumental para um número de dança divertido.
Eu tentei implorar para parar, mas Joseph não quis ouvir, persuadindo até que eu concordei em dançar, dizendo que seria divertido.
Para minha surpresa, foi. Nós dançamos essa música, e a próxima, e uma depois dessa. Tripp e Blanda se juntaram a nós, e enquanto Joseph estava comigo, eu não estava com medo.
Nós dançamos até que eu estava fora do ar e suor alisado minha pele. Ao longo do caminho eu bebi mais dois copos de vinho doce, não o suficiente para ficar bêbada, mas o suficiente para me fazer relaxar.
Quando eu finalmente desmoronei contra Joseph no início da próxima música lenta, eu percebi que era a primeira vez em anos que eu tinha sido capaz de se divertir como se eu fosse... bem, como se eu fosse uma garota de vinte anos com a sua vida à sua frente.
"Eu adoro vê-la assim." Eu senti os dedos de Joseph brincando com a seda que conheceu a pele nua de minhas costas. Ele deslizou um dedo dentro e acariciou a pele quente, apertado que ele encontrou lá.
Embora apenas momentos antes eu não tinha nada em minha mente, mas diversão, eu estava instantaneamente, insanamente excitada.
"Assim como?" Minhas pálpebras estavam a meio mastro quando eu olhei para ele. Deus, mas ele era bonito.
"Quando você deixa ir." A mão não provocando sob a seda deslizou por cima do meu quadril, roçou a curva da minha bunda. Calor e úmido levado às pressas para o espaço entre as minhas pernas.
Eu queria que ele.
Por que eu não poderia tê-lo?
"Você quer sair daqui?" Não era possível encontrar as palavras, eu assenti. Meu coração batia violentamente contra meu peito quando eu percebi que o meu aceno significava.
Os dedos de Joseph entrelaçaram-se com meus enquanto ele me guiou para fora da pista de dança. Nem Tripp, nem Blanda pareceram notar que saímos, eles estavam tão envolvidos um com o outro... e Joseph estava tão decidido a me que ele já não parecia se importar com o que estava acontecendo entre eles.
O salão de fora da sala onde a festa estava sendo realizada estava vazio, e o som dos meus saltos altos ecoaram alto enquanto eu caminhava.
Então eu me encontrei nos braços de Joseph, de costas para a parede, o frio da pedra puxando a pele nua de minhas costas.
Seus lábios estavam nos meus, e ele estava me beijando como se ele nunca quisesse parar.
Eu o beijei de volta, entrelaçando meus braços em torno dele, não se importando que quem entrasse na sala iria nos ver. Eu estava longe demais para isso.
Se estivéssemos sozinhos... Se estivéssemos sozinhos, eu teria deixá-lo me levar até o fim. Mas nós não estávamos, então me contentei com o que poderíamos fazer.
"Demetria" A voz de Joseph era uma grossa como sua mão encontrou a minha mama. O sutiã sem alças que eu usava não oferecem muito em termos de apoio, e eu senti o seu toque tanto quanto eu teria se estivesse acariciando meu corpo nu.
Eu arqueei para ele, balançando minha pélvis contra a dele, desesperada por mais.
Desesperada por tudo.
Ele trabalhou o joelho entre minhas pernas, depois engoliu meu suspiro quando ele apoiou a perna para que eu montasse em sua coxa. Eu estava tão perto já que não demorou muito tempo, uma vez que eu tinha o atrito da perna andando entre as minhas coxas.
Eu gozei gemendo seu nome, o som engolido pelo cavernoso salão vazio. Ele parecia saborear a minha reação ao seu toque, sussurrando meu nome mais e mais como ele enterrou seu rosto no meu cabelo.
Eu cedi para ele com as últimas ondas de prazer derretendo na minha carne.
"Demetria", disse ele de novo, pressionando um beijo na palma da minha garganta.
Meu redor começou a filtrar de volta, e como eles fizeram, eu encontrei-me endurecendo, apesar de... porque... Eu queria tanto que tinha acontecido.
Que tipo de garota que eu era, a perder o controle assim em um lugar público, com um menino que eu tinha conhecido há poucas semanas?
Eu era uma menina suja, assim como Felicity tinha me dito, uma e outra vez, quando eu tinha encontrado consolo nos braços de qualquer garoto que me queria.
Minha mãe estava certa.
"Demetria" O tijolo do edifício raspou a pele nua de minhas costas enquanto eu cai contra ele, minha pele queimando.
Eu não me importava. Cerrando os punhos que estavam úmidos de suor na saia do meu vestido, eu engoli grandes bocados de ar, e ainda não conseguia recuperar o fôlego.
"Demetria". Joseph apareceu na esquina, seu cabelo escuro em pé. Eu olhei para ele com cautela, segurando a mão de minha garganta, minha pele lavando o vermelho de mortificação.
Não era culpa dele que eu me apavorei, então não havia razão para estar zangada com ele. Mas eu não queria que ele lá, porque doía olhá-lo, sabendo que de jeito nenhum ele iria ficar por aqui após o golpe que eu tinha acabado puxado.
Silenciosamente, ele fez o seu caminho para onde eu estava, um tremendo, tremendo bagunça.
Ele me entregou uma garrafa de água, e embora eu hesitei, eu peguei, meus dedos borrar a condensação que o plástico fosco.
A água estava molhada e fria na minha garganta seca, mas não fez nada para lavar o sentimento de vergonha.
Esperei por ele para questionar por que eu ia correr, ou para perguntar o que havia de errado comigo. Ao contrário, ele se encostou na parede ao meu lado, com as mãos nos bolsos casualmente, aparentemente conteúdo para estar comigo até que eu tenho um controle sobre mim mesmo.
Ele era bom demais para ser verdade. É evidente que ele não entendeu a profundidade do que havia de errado comigo.
"Que tipo de garota que eu sou, de perder o controle daquele jeito?" Minhas palavras foram tensas como, finalmente, eu me virei e olhei para ele. Meu coração estava batendo tão rápido que eu senti como se pudesse explodir.
Sua expressão escureceu, e eu pensei, é isso. Ele tem feito.
Ao contrário, ele estendeu a mão para minha bochecha, seu polegar pastoreio minha bochecha. Sua expressão era séria, e suas palavras eram ferozes.
"Gostar do que fizemos não é errado." Eu só olhava. Eu não me sentia capaz de responder.
Ele não sabia. Ele não conseguia entender como minha visão distorcida do sexo era.
"Mas eu não deveria ter empurrado para você. Eu deveria saber que você não estava pronta. A culpa é minha." Seus dedos apertaram momentaneamente na minha pele, como se uma onda de sentimento que ele não podia controlar havia passado por ele.
"Não." Minha voz soava como cacos de vidro tinha rasgado por ele. "No. Eu... Eu queria."
Eu queria enterrar meu rosto em minhas mãos, como eu poderia explicar?
"Eu só... Eu nunca..." Um arrepio trabalhado por mim. "Eu nunca me senti... assim. Eu não estava esperando por isso."
"Eu vejo." Eu podia sentir seus olhos em mim, me avaliando, assim como eu olhava para os brilhos nos meus sapatos emprestados.
Eu nunca tive um orgasmo antes, nem mesmo por mim. Eu nunca quis gostar de sexo, e não com os meninos que eu tinha usado para encher-me, certamente não com eles.
Ele havia me dito que iria me tornar como ele, uma e outra vez. Eu estava determinada a provar que ele estava errado, mesmo anos mais tarde.
Mas Joseph mudou tudo. Eu abri minha boca, desejando que eu pudesse explicar tudo isso para ele. Mas alguém, mais do que nunca, eu não queria assustá-lo com os meus demônios.
Eu queria que ele ficasse.
"Alguma vez você já praticou boxe?" Assustada com a pergunta aparentemente aleatória, olhei, olhei para seu rosto. Eu pensei que tinha detectado raiva depositado naqueles olhos escuros da noite, mas eu não acho que foi dirigida a mim.
"Boxe? Como... bater um saco de pancadas?" Minha descrição contundente assustou um riso fora dele, e ele esfregou as mãos sobre o rosto antes de liquidá-los em mim novamente.
"Sim, eu acho que é uma descrição para isso. Colocar luvas acolchoadas e bater o inferno fora de um saco de pancadas." Ele sorriu, mostrando apreciação de um menino para o esporte. "Tripp me ensinou quando eu... quando nos conhecemos. Eu tenho um saco no meu quarto de reposição. Eu vou lhe mostrar como algum dia."
Eu não podia acreditar que, mesmo depois de tudo, ele ainda não estava correndo. Eu estava cansada demais para questionar o porquê. Tomei outro gole da garrafa de água, em seguida, entregei de volta para ele.
"Eu gostaria disso." Momentos antes de eu me inclinei para trás contra o tijolo frio novamente, senti-lo armar algo pesado, seu paletó em torno dos meus ombros.
"Demetria?"
"Hmm." Eu fechei meus olhos e sem vergonha inalou o cheiro dele, que agarrou-se ao tecido liso.
"Você não perdeu o controle." Cautelosamente eu abri meus olhos, inclinou a cabeça para que eu pudesse ver seu rosto.
A emoção que eu vi lá o meu coração pular. As palavras que se seguiram foram a minha ruína.
"Você não perdeu o controle. Você só me deu ele por um tempo."



XOXO Neia
Desculpem a demora, espero que tenham gostado, mal possa posto outro....
Kiss