domingo, 12 de janeiro de 2014

Capítulo 22 – HOTZINHO

Demi
Joe? O que você está fazendo aqui? — Eu dei um passo para trás, fora do seu alcance. — Liguei para a Selena depois que você saiu e achei que era ela para... vir.
Eu estava prestes a dizer para me animar, mas isso teria revelado que eu me importava. Não queria dar a ele esse tipo de poder sobre mim.
— Posso entrar?
Meu cérebro aparentemente tinha tomado uma licença de férias, porque eu dei um passo para trás, permitindo-lhe entrar. Seu aroma almiscarado tomou conta de mim, e eu não queria nada mais do que enterrar meu rosto no seu pescoço e o inalar. ‘Não, Demi. Não.’ Droga, talvez os três shots de vodka que eu bebi em rápida sucessão depois que ele me deixou não tenham sido uma boa ideia. Minhas mãos já estavam tremendo e eu estava lutando para permanecer na posição vertical.
Voltei para a cozinha e engoli mais um shot para uma boa medida, antes de Joe entrar na cozinha atrás de mim. Ele pegou a garrafa de vodca e colocou-a de volta dentro da geladeira.
— Chega! — Disse ele bruscamente, seu hálito quente roçando sobre a parte de trás do meu pescoço.
Eu me inclinei contra a ilha de cozinha, a sua presença ameaçadora me segurando cativa.
— Por que você voltou? — Eu estava esperando soar suspeita, dura, mas minha voz revelou meu estado desesperado e embriagado. Droga.
— Você está bêbada? — Ele estendeu a mão e brincou com uma mecha do meu cabelo. — Eu só fiquei fora por uma hora. — Sua mão roçou minha bochecha, demorando-se por apenas um momento.
Eu levantei meu queixo e sorri para ele.
— Sem comentários.
Ele logo perceberia a bagunça que eu estava, apesar de tudo. Vê-lo com Sara e pensar que ele tinha seguido em frente... Deus, isso me esmagou. Mesmo descobrir que ele não era o pai do bebê não tinha facilitado minha mente. Não era como se ele estivesse me pedindo para voltar... pois não? E o que eu diria, se ele pedisse?
Eu precisava ser forte. E no meu estado tonto, com a delícia masculina de Joe de pé na minha cozinha, ia ser necessário um maldito milagre para isso.
Coloquei minhas mãos em meus quadris.
— Por que você está aqui, Joe?
Seu olhar colidiu com o meu. — Por você.
Minha garganta apertou e eu agarrei o balcão procurando apoio. Joe não disse mais nada e não fez nenhum movimento em direção a mim. Ele só continuou me olhando, seus olhos escurecendo com desejo. A antecipação fez meu coração bater de forma irregular no meu peito.
Certamente ele sabia que isso não era justo. Seria além de injusto me seduzir agora, quando eu estava vulnerável e carente por seu toque. Eu queria muito mais, mas mesmo antes de processar esse pensamento, eu sabia que iria de livre e espontânea vontade dar-lhe tudo o que ele queria. Mesmo sabendo que o meu coração certamente murcharia e se desintegraria de uma vez por todas quando ele me deixasse desta vez.
Ele deu um passo para mais perto, como se testando o território, e quando eu não fiz nenhum movimento para impedi-lo, e de fato meu corpo se inclinou em direção ao seu, ele fechou o resto da distância entre nós e me puxou contra ele. Caí contra seu peso. Eu tinha sentido falta disso. Os planos duros de seu peito, suas coxas firmes pressionando contra as minhas de uma forma tão familiar.
Eu tinha sentido falta dele e neste ponto, eu estava desesperada o suficiente para tomar tudo o que poderia receber. Meu coração saltou em ação, batendo contra minhas costelas e meu cérebro guerreou com meu corpo. Será que eu podia lidar com as consequências de mais uma noite com Joe? Ele se inclinou e deu um beijo suave na minha mandíbula, logo abaixo do meu lóbulo da orelha.
Meu coração disse que não, enquanto meu corpo gritava sim. Talvez se eu propositadamente, conscientemente, escolhesse isso, se eu o estivesse usando desta vez... a perda não machucaria tanto. Endureci meus nervos para tomar o que eu precisava dele... pela última vez. Eu precisava ser a única no controle.
Capturei sua boca em um beijo esmagador, separando os seus lábios com a língua e ansiosamente girando minha língua com a sua.
Suas mãos subiram para embalar meu queixo, inclinando a minha cabeça para aprofundar o beijo. Enquanto suas mãos enrolavam no meu cabelo e acariciavam minha bochecha, eu não me permiti sentir a ternura do momento, e em vez disso me encarreguei de desabotoar sua calça e trabalhar com minha mão no lado de dentro. Seu pênis endureceu sob minhas ministrações não muito suaves e uma vez que ele estava completamente duro, eu quebrei o beijo e cai de joelhos na frente dele.
Joe riu, trazendo a mão para baixo, para o meu rabo de cavalo, alisando o cabelo para longe do meu rosto.
— Droga, querida, você está com pressa?
Mas sua risada morreu nos seus lábios quando minha boca caiu na sua cabeça inchada, sugando-o para dentro.
— Ah, foda-se.
Orgulho inchou dentro de mim e eu coloquei cada grama de energia que eu tinha no meu desempenho. Minha mente repetia as imagens de seus vídeos, e eu imitava os movimentos que eu tinha visto dela lambendo suas bolas e chupando uma delas em minha boca. Joe se encolheu e recuou.
— Você não gosta?
Eu perguntei, olhando para ele com olhos arregalados.
Seus olhos brilharam para baixo encontrando os meus.
— Está... tudo bem. — Ele parecia lutar para achar as palavras certas.
Acariciou meu cabelo e o meu rosto, ao tentar ler minha expressão. — Eu apenas gosto mais de você chupando meu pau, só isso.
— Ah. Mas no seu último vídeo... — Eu parei, fechando minha boca com força.
Compreensão cruzou seu rosto, e parecia que ambos estávamos lembrando a maneira como ele puxou seu pau da boca da menina e a dirigiu para suas bolas. Ele acariciou seu polegar ao longo da minha mandíbula.
— Isso foi apenas para a câmera, baby. Eu estava atuando. Meu pênis é seu, e havia algo que não parecia certo sobre ela fazendo isso. Minhas ultimas memórias eram de você me chupando profundamente em sua garganta, e eu não queria que ninguém mais colocasse a boca em mim naquele momento. Eu sei que provavelmente soa estúpido para você, considerando... mas é a verdade.
Tomei uma respiração profunda. Não importava o que ele dissesse e este ponto, eu me lembrei. Ele não podia acertar as coisas. Eu precisava ser forte.
— Okay. Entendi. — Eu voltei para a minha tarefa, agarrando-o com as duas mãos enquanto o acariciava e chupava ao mesmo tempo, forçando todos os pensamentos para longe da minha mente.
— Porra, docinho. — Seus joelhos tremeram, e suas mãos correram ao longo de meu cabelo, levantando-o do meu rosto e organizando-o em um rabo de cavalo para trás na minha cabeça.
Com uma mão ainda plantada no meu cabelo, ele agarrou seu pau na outra mão e o puxou da minha boca.
— Eu não quero gozar ainda. — Ele disse com os dentes cerrados. — Deixe- me cuidar de você, me deixe te dar prazer.
Ele agarrou meu braço, puxando-me para eu ficar de pé, e plantou uma série de beijos doces na minha boca.
— Não. Eu preciso ter você dentro de mim. Agora. — Ele leu a insistência em meus olhos.
— Tudo bem. — Ele puxou a barra do meu vestido e eu levantei meus braços, ficando subitamente em pé diante dele apenas de sutiã e calcinha.
Alcancei as minhas costas para desabotoar meu sutiã e rapidamente tirei minha calcinha. Eu não sabia por que, mas precisava estar no controle. Não me incomodando em tirar a camisa de Joe, puxei-o para mim, minhas costas pressionadas contra o balcão. Seus olhos tinham um traço de hesitação, mas eu prendi seus lábios nos meus.
— Me tome.
Ele me levantou no balcão e esfregou os dedos sobre o meu sexo inchado.
— Você está molhada o suficiente, querida? Não quero te machucar.
Ele precisava parar de ser um cara legal. Nós dois sabíamos que ele não era. E era exatamente por esse motivo que o meu coração estava em pedaços.
Descobrindo que eu já estava completamente molhada, malditos hormônios, ele colocou um preservativo que tinha em sua carteira. Eu envolvi minhas pernas em volta de sua cintura e cravei meus saltos em sua bunda, o puxando para a frente.
Segundos depois, senti seu pau cutucando na minha entrada. Sim, isso era o que eu precisava, apenas esquecer sobre tudo o resto e me perder nas sensações. Uma onda de desejo percorreu minha barriga.
Ele avançou para a frente, deslizando dentro de mim lentamente.
Dolorosamente lento.
Eu arqueei minhas costas, deitada contra o balcão frio e rígido, e apertei os olhos fechados.
— Mais duro. Foda-me mais duro.
Os movimentos de Joe se intensificaram, embora pouco, e as pontas dos seus dedos roçaram meus seios.
— Demi? Olhe para mim.
Abri um olho. — Basta fazer mais duro Joe. Você não vai me quebrar.
Suas mãos se moveram para os meus quadris para me puxar para a frente contra sua pélvis. Eu observei seus movimentos por um momento antes de me deixar a deriva fechando os olhos novamente. Balancei meus quadris contra os dele, apesar da combinação de prazer e dor que estava evitando que as minhas entranhas encontrassem a plenitude. Soltei gemidos pesados, empurrando meus quadris para frente para encontrar suas estocadas, apertando sua bunda com as minhas unhas.
— Pare, Dê, pare! Isto não é sexo de vingança. — Ele se afastou de mim, seu pau, quente e úmido, descansando contra a minha barriga. — O que você está fazendo? — Ele pegou meus ombros, agitando-os até que eu encontrei o seu olhar.
Sentei-me no balcão, com lágrimas se reunindo nos meus olhos. O que diabos eu estava fazendo? Isso não era eu. Eu não era uma deusa no quarto, ou na cozinha, neste caso, eu era inexperiente e desajeitada. Só estava fazendo isso porque meus sentimentos por ele me aterrorizavam. Eu o amava. Eu o amava loucamente.
Chupei no meu lábio inferior, recusando-me a chorar.
— Eu não sou uma estrela pornô. Sei que não sou como as outras mulheres com quem você esteve...
Ele soltou um suspiro de frustração, e cerrou os punhos em seus lados.
— Você pensou que era isso? Que eu queria sexo violento com você... por causa do meu passado... — Ele puxou para cima a cueca e calça jeans. — Foda-se.
A maldição atravessou seu peito em um rosnado baixo. Suas mãos tremiam e o olhar em seus olhos era diferente de tudo que eu já tinha visto.
Puxei uma respiração instável.
Joe pegou-me do balcão, facilmente me levantando em seus braços, e me embalou contra seu peito enquanto ele saía da cozinha. Abriu a porta do meu quarto com um chute e me jogou no centro da cama, onde eu aterrisei com um baque suave.
Ele se arrastou para mim, inclinando-se perto do meu ouvido, sua voz baixa e com raiva.
— Se você quer que eu te foda duro, eu faço. Mas não porque você acha que é o que eu quero. Eu quero você. Só você, Demi. Suas curvas suaves, sua falta de experiência, a sua boceta apertada que apenas foi minha. Aquela noite com você, apesar do que eu possa ter dito, fizemos amor, e foi o melhor sexo da minha vida. — Ele sentou-se sobre os calcanhares, me dando uma chance para processar suas palavras. — E mais do que isso, não foi só sexo que compartilhamos naquela noite.
— Ele esfregou as mãos pelo cabelo. — Cristo, docinho. Eu estou apaixonado por você.



XOXO Neia :p





sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Capítulo 21

Joe
Os poucos soluços que ainda estavam no seu peito me fizeram sentir como um completo idiota. Demi havia se despedaçado pela simples visão de mim. Mas pensar que eu tinha engravidado uma estrela pornô para além disso? Porra, eu estava fodendo tudo. Precisava explicar tudo a ela, para acertar as coisas de uma vez por todas.
Peguei a mão dela na minha. — O namorado de Sara é o pai. Eu só encontrei com ela porque ela queria a minha opinião sobre como sair do negócio do cinema adulto. Apesar do fato dela estar grávida, Rick ainda a fica assediando para trabalhar para ele.
— Espere! — Ela puxou a mão de repente, seu rosto se contorcendo. — O bebê não é seu?
— Não. Não é meu.
Graças a Deus, porra. Eu sabia que não estava pronto para trazer uma criança para esse mundo. Já tinha minhas mãos cheias o suficiente com Mad. Mas a ideia de assistir a barriga de Demi crescer com o meu bebê... bem, isso seria uma história diferente. Afastei esse pensamento.
— Oh. — Seus ombros relaxaram em alívio. — E... você deixou o negócio de filme pornô?
— Sim. Eu nunca quis ser uma estrela pornô, Dê. Eu só tinha contas médicas de Madison de milhares de dólares que eu não tinha como pagar. Precisava fazer algum dinheiro rápido.
Eu queria dizer a ela que esse era o meu plano desde o começo e que se ela tivesse me deixado explicar naquela manhã... mas mordi minha língua. Eu também não tinha tentado impedi-la na manhã que ela partiu. E tinha me arrependido disso todos os dias.
Ela fechou os olhos e soltou um suspiro.
— Oh. — disse ela novamente.
Embora eu sabia que não devia, que isso não era da minha maldita conta, não consegui me conter. Eu queria saber se ela estava namorando mesmo outro cara.
— Dê... — Eu me aproximei mais dela no sofá, abaixando a minha voz. — Aquele cara... Peter... ele tocou em você?
Seus olhos se abriram e encontraram os meus.
— Você sabe o que está me perguntando? — Um silêncio tenso pairou no ar em torno de nós. — Estamos namorando, eu e ele. Não eu e você. Você não tem o direito de dizer quem me toca ou não.
Tudo bem então. Acho que isso esclarecia as coisas. Eu tinha fodido tudo com ela. Mas o pensamento de alguém tocando nela, me fez querer bater em algo. Com força.
—Para deixar claro, eu sinto muito sobre tudo. Bem, nem tudo. Eu não me arrependo daquela noite com você. — Admiti.
Seu corpo ficou rígido. — Você é um idiota, sabia? — Ela se levantou e andou na frente do sofá, parecendo reunir forças de sua raiva, uma raiva que era dirigida a mim. — Se você precisava de dinheiro para Mad, tudo o que tinha que fazer era pedir.
— Fora de questão.
Eu balancei a cabeça. Não recebia esmolas. Puro e simples. Foi uma promessa que fiz a mim mesmo quando assumi a custódia de Madison, em vez de deixar que ela fosse para um orfanato. Eu assumiria total responsabilidade por ela. Fim da história.
Demi virou para mim, com as mãos pousadas em seus quadris.
— O fato de que você poderia me trair dessa maneira, por dormir com outra mulher, em vez de colocar o seu ego machista de lado e pedir o dinheiro... — Ela limpou as lágrimas que tinham escapado nos cantos de seus olhos. — Eu não posso perdoar isso... não posso superar. Sinto muito.
— Eu também sinto. — Levantei-me e a beijei na testa, antes de desaparecer pela porta da frente.
Foda-se! A maldição rasgou o meu peito enquanto eu me retirei para fora de seu condominio. Bati minha mão contra o volante, xingando enquanto eu acelerava para casa.
Depois de dirigir sem rumo até que consegui controlar a minha frequência cardíaca, fiquei surpreso ao ver que uma hora tinha passado. Estar com ela hoje, observar ela se despedaçar, tinha me feito perceber que de jeito nenhum poderia ir embora e esquecer dela. Eu queria abraçá-la, enxugar suas lágrimas, beijar seus soluços. Mas ela não era mais minha. E essa percepção foi como um soco no meu estômago. Foda-se. Eu não ia desistir dela assim tão facilmente.
Apenas o pensamento de voltar para casa sem ela, de voltar à minha vida vazia e acordar com uma cama vazia, todas as manhãs... Não. Eu não ia desistir. Não desta vez. Eu queria vê-la com Madison no quadril de novo, fazê-la rir do jeito que ela fazia antes. Talvez eu não fosse digno de seu amor, mas eu seria egoísta o suficiente para tentar.
Dei um rápido telefonema, perguntando a Sophia se ela não se importaria de ficar com Mad um pouco mais. Inferno, o que eu estava prestes a fazer podia levar cinco minutos ou toda a noite se eu conseguisse o que queria. Eu disse a Mad que a amava e para ela obedecer a Sophia.
— Amo você, Joey! — Sua pequena voz tocou no meu ouvido.
— Também te amo, menina. — A fé de Madison em mim me acalmou mais um pouco, e eu dei meia volta, ansioso para voltar a Dê.
Bati na porta por onde tinha fugido há um pouco mais de uma hora atrás, mas desta vez, os meus nervos estavam em alta. Ela deixou claro que não estava mais interessada, mas as lágrimas me diziam que havia mais do que isso. Ela ainda estava sofrendo, então talvez eu ainda tivesse uma chance.
— Vá embora, Sel! — A voz abafada de Demi falou de dentro. — Vodka não vai me ajudar desta vez.
Bati novamente. — É Joe.
A porta se abriu. — Joe?
Ela balançou em seus pés e eu estendi a mão para firmá-la, segurando seus braços. Eu não conseguia parar de tocá-la, mesmo que ela praticamente se encolhesse cada vez que eu fazia.
— Whoa. Te segurei.
Eu precisava me acalmar, encontrar as palavras certas para fazê-la entender. Mas eu nunca fui bom em discursos românticos e eu duvidava que ia mudar agora.
Eu só tinha que encontrar uma maneira, sem palavras, de mostrar a ela.
O doce aroma de sua pele e seus olhos azuis nebulosos enviaram uma rajada de desejo direto na minha espinha.

Pooorra.



XOXO Neia *-*

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Capítulo 20

Demi
O outono passou rapidamente e quando surgiu a primeira neve em dezembro, meu coração tinha começado a curar, mas eu sabia que nunca ia esquecer Joe. Ou Madison. Eu ainda sentia falta deles terrivelmente, mas meu orgulho não me deixaria entrar em contato com ele. Ele fez sua escolha. Em alguns aspectos, era o mesmo padrão com que eu tinha crescido. Meu pai escolheu o trabalho em vez de mim e minha mãe demasiadas vezes para contar. Apenas que com o trabalho de Joe, a traição era muito mais devastadora.
Ao longo das últimas semanas, eu de alguma forma tinha caído na rotina de namorar ativamente com Peter. Talvez fosse porque ele era fácil de estar ao redor e aliviava a sensação de estar sozinha, ou talvez porque deixava a minha mãe tão ridiculamente feliz, mas seja qual for a razão, eu já estava saindo com ele várias vezes por semana. Ele tinha me levado para passear a cavalo e sair para almoços casuais e jantares extravagantes. Ele até chegou a jantar um domingo no clube por insistência de minha mãe.
Passei o feriado de Natal em Aspen com os meus pais, esquiando, comendo muito e visitando o spa. Foi um bom feriado, mas é claro, até lá, do outro lado do país, eu não conseguia manter meus pensamentos longe de Joe e Madison.
Especialmente depois que ele me enviou um cupcake com uma nota que afirmava que ele não me tinha esquecido e que sentia minha falta. Passei os primeiros dias em Aspen colada ao meu celular, certa de que ele ia ligar. Mas a chamada nunca veio.
Talvez os feriados e queda de neve o tinham feito sentimental, isso era tudo.
No entanto, eu me encontrei deitada na cama acordada à noite, me perguntando se eu deveria ter enviado a Mad um presente de natal, ou se eles tinham feito uma ceia de Natal. Por alguma razão, eu me sentia deprimida de pensar que os dois estariam sentados à mesa da cozinha fazendo uma pequena refeição com ovos mexidos e asas de frango. Eu me perguntei se eles gostariam de lagosta, que foi o que os meus pais e eu comemos. Não importava. Eu precisava tirá-los da minha cabeça. Quando voltasse de Aspen, eu iria jogar me de volta à minha rotina normal, inclusive vendo Peter novamente.
No meu primeiro sábado depois de Aspen, Peter havia providenciado para nós vermos uma matinê de O Quebra-Nozes e ele ia me pegar a qualquer minuto.
Eu estava vestida com uma camisa cor de vinho, uma calça cinza e minhas botas até os joelhos, deixando o meu cabelo solto em torno de meus ombros. Eu observava da janela da frente para a chegada do carro de Peter. Costumava ir ao encontro dele na calçada, pois preferia não ficar sozinha com ele no meu apartamento. Embora eu gostasse de passar tempo com ele, de jeito nenhum estava pronta para me aproximar do lado físico de novo, com ele ou com qualquer um.
Mas, até agora, Peter tinha sido muito paciente, contentando-se com beijos rápidos de boa noite em seu carro quando ele me deixava.
Eu deslizei no seu Lexus, e ele se inclinou sobre o console e me deu um beijo rápido no rosto.
— Você está bonita. Como foi em Aspen?
— Foi bom. Muito tempo nas pistas com o meu pai e muito tempo no spa com minha mãe.
Não acrescentei mais. Senti-me um pouco estranha ao falar com Peter sobre os meus pais desde que ele trabalhava para o meu pai, mas ele não pressionou para mais detalhes. Ele estava vestido com uma camisa de malha grossa, e eu não podia deixar de dar uma risadinha. Não era o tipo de coisa que um homem escolheria e tinha que ser um presente de Natal de sua mãe. Eu me recostei na cadeira e tentei relaxar, apenas aproveitar o dia. Eu ainda não tinha me acostumado ao cheiro de novo de seu carro. Sobrecarregava meus sentidos, como se estivesse bombeando-o através das aberturas de ventilação.
Nós dirigimos em silêncio em direção ao teatro, e eu me vi bocejando. As noites sem dormir durante as últimas semanas tinham me alcançado.
— Você se importa se nós pararmos para um café antes do show?
Ele olhou para o relógio em seu braço. — Se fizermos isso rápido, tudo bem.
Alguns minutos mais tarde, eu indiquei o sinal verde do café se aproximando na próxima saída.
Peter saiu da estrada e foi para o estacionamento, navegando para a pista drive-thru, que estava com congestionamento de candidatos à café.
Eu contei os carros à nossa frente. Sete.
— Droga.
Peter abrandou e soltou um suspiro.
Tirei o cinto de segurança. — Eu vou correr lá dentro. Vai ser mais rápido.
— Demi, já estamos na fila. — Ele olhou no espelho retrovisor. — E tenho a saída bloqueada agora.
— Não se preocupe, vamos fazer uma corrida. Você espera aqui e eu entro.
— Uma corrida, hein? — Ele sorriu.
Concordei, e pulei para fora do carro. — Sim. E eu vou ganhar. Volto já.
Uma vez dentro, percebi que havia apenas duas pessoas na minha frente no balcão. Ia ser rápido. Eu contemplei meu pedido, lembrando que Peter gostava de chocolate quente com chantilly, quando o som de um riso rico masculino encontrou meus ouvidos do outro lado da sala. Havia algo notavelmente familiar e o pânico subiu no meu estômago. Eu relutantemente me virei e vi Joe sentado em uma pequena mesa redonda em frente a uma mulher.
Eu gostaria de poder me esconder, que o chão se abrisse e me engolisse toda, mas é claro que isso não iria acontecer. Ele ainda não tinha reparado em mim. Havia ainda uma chance de eu sair sem ser vista, mas não pude resistir a mais um olhar.
Joe era exatamente como eu me lembrava, todo músculo rígido e características masculinas, uma sombra do crescimento de sua barba se espalhando em sua mandíbula. Ele se inclinou para frente, apoiando os cotovelos sobre a mesa, ouvindo atentamente a mulher. Eu só podia ver o perfil dela, mas ela parecia familiar e minha mente trabalhou para reconhece-la. Era uma das babás que ele usava? Algo sobre o cabelo ruivo dela pendurado pelas costas fez minha mente trabalhar em horas extras. Não importava. Eu precisava sair daqui.
Dei um passo para trás e bati bem no centro de uma torre de canecas de renas, desmoronando a coisa toda.
Joe e escolheu aquele exato momento para olhar para cima. Seus olhos se fixaram nos meus e sua testa franziu.
— Demi? — Ele estava de pé e se dirigindo para mim antes que eu pudesse tentar escapar. — O que você está fazendo aqui?
— Joe. — eu murmurei incoerentemente, encontrando seu olhar preocupado.
— Sim, é Joe. — Ele pressionou a palma da mão em meu rosto. — Você está bem? Me parece um pouco pálida.
Meus olhos correram para o outro lado da sala para ver a ruiva em sua mesa.
Ela virou-se para nos observar e eu soube imediatamente quem era. Meus joelhos tremeram e uma onda de náusea me atravessou. Joe estava em um encontro com a garota de seu primeiro filme pornô. Desiree, eu acho. Lembrei-me de respirar, mas pouco bem me fez. Minha cabeça estava nadando com esta descoberta. Ela foi a razão pela qual ele escolheu seu trabalho ao invés de mim? Há quanto tempo eles estavam se vendo fora do trabalho?
Joe olhou para a mulher e soltou um pedido de desculpas cortado.
— Desculpe. Deixe-me apresentar-lhe a Sara. — Ele fez sinal para ela se aproximar.
Sara? Parece que Desiree era seu nome artístico.
Quando ela se levantou da mesa, sua mão se moveu para sua barriga inchada e uma onda de pânico me atingiu. Ela estava grávida de vários meses. Minhas pernas ficaram fracas e eu desabei.
Quando voltei a mim, estava deitada no chão. Joe estava segurando a minha cabeça em seu colo, varrendo os dedos na minha testa. Meus olhos nebulosos encontraram os seus que estavam preocupados.
— Docinho? — Ele questionou.
Mexi-me para me sentar, mas suas grandes mãos sobre meus ombros me seguraram no lugar.
— Fique aqui. Você desmaiou e caiu no chão. Bateu com a cabeça no chão antes de eu poder te pegar.
Ele esfregou a parte de trás da minha cabeça, massageando o caroço inchado sob o meu cabelo.
— Ai! — Estremeci com o contato.
— Isso é o que eu pensava.
Quando me lembrei do que tinha me enviado para o chão em primeiro lugar, “ver Sara grávida”, um soluço se soltou na parte traseira de minha garganta e eu me esforcei para me libertar das garras de Joe. Eu não queria ele me segurando, tentando me consolar agora. Já para não falar que eu podia ver que estava causando uma grande comoção no café, esparramada pelo chão do jeito que estava. Joe acenou para longe uma barista que veio na nossa direção com uma expressão de preocupação.
— Eu cuido dela.
— Joe, me levante.
Ele abriu a boca para argumentar, mas a determinação nos meus olhos o convenceu. Ele me ajudou a levantar do chão e sentou-me numa cadeira de couro em frente à lareira. Limpei as lágrimas frescas de ambas as bochechas, mas o esforço foi inútil. As lágrimas se recusaram a parar.
Sara estava parada ao seu lado, e eu ouvi Joe pedir-lhe para ir buscar alguns lenços para mim. Ela saiu correndo para o banheiro.
Peter entrou na loja de café. — Demi, vamos lá, estamos atrasados... — Ele parou na minha frente, olhando para o meu rosto cheio de lágrimas. — Demi?
Merda. Eu tinha esquecido completamente de Peter. Peguei os lenços de Sara e os pressionei no meu rosto. Tanta coisa para colocar rímel hoje. Joe se ajoelhou ao lado da minha cadeira, pegando os lenços de mim para ajudar a enxugar as minhas lágrimas.
— Demi...? O que há de errado? E quem é esse cara? — Peter perguntou.
— Sinto muito Peter. — eu consegui falar. — Este é Joe.
Os olhos de Peter foram para Joe ajoelhado, e um olhar de incredulidade alcançou seu rosto.
É esse cara?
Peter não sabia muito sobre Joe, só que ele era o cara com quem eu tinha saído antes dele, e que ele era a razão de eu não querer ter um relacionamento agora por causa da maneira ruim que as coisas tinham terminado entre nós. Eu podia ver a surpresa de Peter por eu ter namorado um cara como Joe, todo desalinhado, jeans desgastados, botas de trabalho e um pulôver de manga comprida justa que enfatizava seu peito musculoso, o oposto de Peter com gel de cabelo, blazers e sapatos italianos mocassins de couro. Assoei meu nariz, sabendo que parecia uma bagunça e não me importando. Me sentia como se tivesse sido atingida por um trem.
Joe olhou entre Peter e eu — Vou levá-la para casa. — ele informou a nós dois.
Eu guinchei um protesto, e Peter deu um passo mais perto. Mas Joe levantou-se, elevando-se sobre nós dois. Ele se virou para Sara, colocou uma mão em sua barriga, e se inclinou em direção a ela para sussurrar algo em seu ouvido.
Uma dor esfaqueou o meu peito.
Peter colocou a mão no meu ombro, mas se voltou para abordar Joe.
— Você não tem nenhum direito sobre ela. Primeiro de tudo, nós temos um compromisso. Segundo, eu tenho certeza que você é a razão de ela estar chorando agora.
Sara beijou o rosto de Joe e se dirigiu para a porta. Eu não a culpei por desaparecer. Isso soou muito inteligente da parte dela.
— Nós não temos que ir, Peter. — A última coisa que eu queria fazer neste momento era assistir a um balé que incluía uma doce história de amor.
— Eu... ah... não lhe disse antes Demi, mas eu ganhei estes bilhetes do meu tio. Estamos nos unindo a ele e sua esposa na peça.
Ele me enganou para sair com sua família em uma confraternização esquisita?
De jeito nenhum eu iria encontrar sua tia e tio agora, ou nunca.
— Eu só quero ir para casa. — murmurei.
Ambos olharam para mim.
— Vou te levar para casa. — Joe repetiu.
Peter suspirou. — Tudo bem. Eu tenho que ir ou vou chegar atrasado. Tem certeza de que está tudo bem com ele te levando para casa?
Não era como se eu tivesse muita escolha. Peter estava praticamente me abandonando longe de casa.
— Está tudo bem. Apenas vá, Peter.
Ele se inclinou e beijou o topo da minha cabeça.
— Eu te ligo mais tarde.
‘Não se incomode’, eu murmurei para mim mesma.
Nunca tinha estado dentro da camionete de Joe antes. O carro estava precisando de uma boa limpeza, e havia garrafas de água espalhadas pelo chão e um livro de colorir da Cinderela no banco entre nós. Cheirava a uma mistura de seu sutil perfume e o aroma picante de um homem depois de um dia duro de trabalho.
Ele não disse nada enquanto dirigia. Só olhou para a frente e apoiou uma mão em cima do volante.
Quando ele virou para o meu bairro, percebi que não tinha lhe dado o meu endereço, nem ele tinha pedido direções. Estacionou ao lado do meu carro e desligou a ignição.
Ficamos em silêncio por alguns momentos. Felizmente, meus pequenos soluços tinham se acalmado.
— Obrigado por me trazer para casa. — Eu empurrei contra a porta da camionete e desci com cuidado, percebendo que o chão estava mais longe do que eu pensava.
Ele me encontrou ao lado da camionete e pegou a minha mão, me parando.
— Espere. Me deixe explicar.
Eu não sei o que deu em mim, se era o encerramento que eu precisava, ou a minha própria curiosidade mórbida sobre sua namorada grávida, mas eu assenti.
Passei meus braços em volta de mim, me preparando para sua explicação.
— Não aqui. Me convide para subir, Dê.
Assenti em consentimento e o levei para dentro. Joguei minha bolsa e as chaves sobre a mesa de entrada e fiz meu caminho para o sofá, sem saber quanto tempo mais as minhas pernas trêmulas iriam suportar o meu peso. Eu sentei e imediatamente me enrolei em uma bola. Esperava que  Joe e estivesse logo atrás de mim, mas estranhamente, o ouvi remexendo dentro da minha cozinha. Levantei a cabeça e o vi andar em minha direção carregando um copo de suco de laranja, uma caixa de lenços de papel e uma caixa de analgésico. Estendeu o copo de suco para mim ao mesmo tempo que abriu o frasco de comprimidos. Só quando eu engoli a dose é que ele se sentou ao meu lado. Sua notícia tinha que ser ainda pior do que eu imaginava, já que ele estava sendo tão gentil comigo. Talvez Sara estivesse grávida de gêmeos, ou eles estivessem noivos. Droga, por que eu não tinha verificado a mão esquerda? Não que isso importasse, eu me lembrei.
Eu tomei uma respiração profunda. — Então, para quando é o bebê?
Seu rosto se contorceu em confusão. — De quem? Sara?
Obviamente. Eu assenti.
— Ah, final de abril, eu acho.
— Bem, eu sinto muito pela minha reação... isso me pegou de surpresa.
Pedi desculpas pelo meu ataque de ansiedade em público, mas não ia oferecer os meus parabéns nem abrir o champanhe.
Joe analisou minhas características com um ar cansado e esfregou a mão sobre a parte de trás do seu pescoço.
— Porra, docinho, o bebê não é meu.

XOXO Neia '-'

Entao que acharam?? Vou alongar o fim da fic ate ao fim de semana porque ainda nao tenho nada da proxima pronta...sabado talvez haja a apresentação das personagens, nao sei neh?? Com o inicio da escola de novo é chato mesmo..kiss fiquem bem e divulguem o meu blog pls!!!