domingo, 29 de dezembro de 2013

Capítulo 15 - HOT - MARATONA

Joe
Manter a minha distância de Demi era mais difícil do que eu imaginava. A cada dia a minha mente me dizia para me dirigir ao hospital e vê-la, e Deus sabe que eu queria vê-la, ouvir sua voz, ver como ela estava indo. Para não mencionar que durante os primeiros dias da ausência de Demi, Madison me deixou louco falando de Dê sem parar. Eu não tinha a intenção de perder a paciência com ela, mas desde que o fiz, ela não havia trazido o tema de Demi novamente.
‘Obrigada fodido Deus.’
Foi como disse a Demi, eu sabia desde o começo que isso ia acabar assim, com uma certa garotinha perguntando onde ela tinha ido e meu maldito coração esmagado por causa disso.
Não havia como negar que o encontro com os pais de Demi tinha mudado as coisas. Depois da troca de palavras no estacionamento, não tínhamos falado mais.
Eu quase quebrei minha resistência e liguei para ela várias vezes, mas estava tentando como o inferno manter alguma distância. Ela tinha que ver que essa coisa entre nós não ia funcionar. Quer dizer, o que ela esperava, que eu conquistaria seus pais e colocaria um anel em seu dedo? É claro que ela não merecia nada menos. Mas o mundo real não era como uma daquelas histórias de contos de fadas malditas em que Madison acreditava.
Depois de ignorar várias chamadas de Rick, eu finalmente decidi que era hora de fazer outro filme. Eu disse a mim mesmo que esse seria o meu último. Eu pagaria as contas pendentes de Madison, além da minha visita ao ER e teria terminado com esse assunto.
Peguei meu telefone e liguei, sabendo que eu tinha apenas alguns minutos antes de Madison descer do ônibus.
— Rick? Sim, eu aceito fazer outro filme. Quando e onde?
Eu ouvi quando ele me deu as instruções. Amanhã. Depile-se de manhã. Esteja no local ao meio-dia.
— Feito. Vejo você lá. — Eu terminei a chamada. Não tinha sequer perguntado com quem eu estaria trabalhando. Não importava. Eu precisava do dinheiro. Meu contrato estipulava o que eu não faria, ‘atuação gay’ o resto, eu sabia que poderia lidar.
Uma vez que Mad desceu do ônibus, eu coloquei seu lanche e seus desenhos, peguei uma garrafa de cerveja e levei para a garagem, necessitando relaxar reorganizando minha caixa de ferramentas, ou perfurando algo. Faça a sua escolha. Isso fez pouco para aliviar a minha tensão, e dez minutos depois eu estava de volta para dentro.
— Madison?
Estava completo silêncio na casa. Isso não era um bom sinal. Eu dobrei a squina da cozinha para a sala de estar e pisei em algo molhado e quente. Que infer…?
Quando entrei na sala de estar, a razão para o carpete úmido ficou clara. Madison tinha tentado levar uma panela grande de água para o quarto e despejou-a no chão, com base na poça sob meus pés e na panela virada na minha frente.
— Madison, o que você está fazendo? — Eu peguei a panela virada, em seguida, estendi a mão para arrancar as minhas meias molhadas.
Encontrei Mad chorando silenciosamente no sofá. Corri para ela.
— Boneca? O que aconteceu?
Ela fungou, puxando o lábio inferior em sua boca.
— Eu queria fazer uma pedicura como eu e Dê fizemos.
Por isso a panela de água? Para molhar seus pés? Abracei-a contra meu peito.
— Shh. Está tudo bem. Vai ficar tudo bem. — Porra. Eu não tinha informação em como lidar com isso. Como eu iria lidar com a situação quando ela começasse seu período ou quisesse ir em um encontro? Caramba.
Logo quando eu estava começando a ficar com a minha vida sob controle e conseguindo colocar a dor de perder Demi de lado, a vida me deu um duro golpe no intestino. Meu primeiro instinto foi ligar para Demi, pedir-lhe para voltar, mas eu continuei a limpeza do restante da água, tentando convencer-me a não fazê-lo.
Quando eu não podia adiar por mais tempo, puxei meu celular do bolso e disquei o número dela. A linha tocou várias vezes antes de seu correio de voz atender. Droga.
Desliguei sem deixar uma mensagem. O que eu diria? ‘Sou um idiota, mas você pode colocar isso de lado e voltar?’ Sim, isso iria funcionar.
Joguei os panos molhados na pia quando meu celular tocou. Puxei do meu bolso e a tela piscando nome Demi fez meu coração saltar. Demi.
— Docinho?
Ela riu nervosamente, toda feminina. Deus, como eu precisava ouvir aquela risada. Meus ombros tensos instantaneamente se aliviaram e eu afundei em uma cadeira na mesa da cozinha.
— Joe? — Sua voz era cautelosa. — Eu vi que você ligou.
Eu odiava ouvir sua voz tão formal. — Sim, é só... Madison... ela está muito arrasada desde que você sumiu.
— Madison?
Ela perguntou, sua voz marcada com um toque de sarcasmo.
— Sim, — eu disse perdendo a coragem.
— Bem, vamos esclarecer uma coisa. Eu não sumi, eu fui afastada. Há uma diferença, você sabe, não é?
— Eu sei, — disse timidamente.
Ela soltou um suspiro exasperado. — Agora me diga o que aconteceu com Madison.
Expliquei a panela virada de água no chão e o fato de que Madison estava atualmente sentada no sofá com uma das minhas camisas velhas, tomando uma taça de sorvete. Antes do jantar. Só para acalmar os soluços sobre o derramamento da água.
— Eu vou estar aí em 10 minutos. — disse Demi.
— Obrigada, docinho.
— Deixe-me esclarecer uma coisa. — Ela estalou, sua voz misturada com raiva. — Eu estou indo para ver a Mad. Não você. — E com isso ela desligou.
‘Droga.’
Ter Demi a caminho me fez sentir mais leve, de alguma forma. Mesmo que ela só estivesse vindo para ver Mad, a água derramada e o carpete molhado não me incomodaram mais. Fui para o meu quarto para trocar a roupa molhada e esperar Demi chegar.
A chegada de Demi foi recebida com gritos de risadas de Madison agarrando seu andador para correr para cumprimentá-la na porta da frente. Eu fiquei para trás e assisti Demi pegá-la em um abraço. Demi estava positivamente brilhando. Ela estava mais bonita do que a minha memória poderia ter processado. Seu cabelo estava em um rabo de cavalo frouxo, vários fios de cabelo emolduravam seu rosto e ela estava vestida casualmente com jeans e um top rosa. Ela parecia boa o suficiente para comer. O meu próprio docinho.
Mas Demi estava toda negócios, cuidando de Mad e me ignorando completamente. Eu nunca me senti estranho na minha própria casa, mas certamente agora senti. Ela levantou Madison no seu quadril, embalando e balançando-a.
— Shh, —Demi sussurrou. — Eu estou aqui.
Ouvir Mad perguntar a ela entre soluços por que ela não tinha vindo antes, arrasou meu coração.
Uma vez que Mad estava sossegada e tranquila, Demi caminhou até a cozinha, pegou sua bolsa na mesa da cozinha e foi para a porta.
Peguei a mão dela, mas ela puxou se livrando do meu alcance.
— Por favor, Dê. Você poderia ficar mais um pouco?
Seus olhos encontraram os meus, cheios de perguntas.
— Por você ou por Madison?
Eu engoli. — Por mim.
Peguei a mão dela mais uma vez, percebendo que ela não lutou comigo dessa vez, mas que sua mão continuou mole na minha. Dei-lhe um aperto.
— Eu ainda me lembro de…. — Demi começou.
— Eu sei o que eu disse, mas sou um idiota, ok?
— Sim, você é. — Ela concordou. Eu podia ouvir o sorriso na sua voz, mesmo que seu rosto permanecesse impassível.
— Então você vai ficar? Eu até vou cozinhar para você. Não vai ser costela, mas...
Ela riu. — Acho que eu poderia comer.
— Vamos lá. Eu tenho duas senhoritas bonitas para alimentar. — Coloquei Mad em uma cadeira da sala de jantar. — O que você diz, ovos mexidos?
Ela assentiu com a cabeça e nos estabelecemos na mesa, e Demi relutantemente se juntou a mim na cozinha.
— Ovos? Para o jantar? — Demi questionou em um tom de surpresa.
— O que você tem contra ovos?
— Nada. — Ela respondeu. — Eu apenas nunca comi ovos mexidos no jantar.
— Ei, você tente cozinhar para agradar o paladar de uma pessoa de 80 anos de idade e uma criança de três. Gostaria de ver o que você faria.
Ela colocou a mão no meu rosto e segurou meus olhos com os dela como se reconhecendo tudo o que eu tinha passado. Sorri para ela pela sua preocupação gentil, e depois de um momento, ela deixou cair sua mão e se afastou para permitir- me espaço para trabalhar. Tirei uma caixa de ovos e um pacote de queijo desfiado da geladeira e começei a trabalhar.
Eu não tinha explicado toda a história para ela, e não planejava. O ano em que eu perdi minha avó foi duro o suficiente, ela basicamente me criou. Mas junte a isso meus pais deixando Mad comigo, ainda incapaz de andar aos três anos porque eles não tinham investido tempo ou dinheiro em seus cuidados, e a falta de saúde do meu avô... e sim, a vida tinha sido um inferno esse ano.
A verdade é que nenhum de nós gostou das minhas tentativas de cozinhar naquele primeiro ano, mas, em vez de morrer de fome, conseguimos fazer as coisas funcionarem. E uma caixa de ovos era barata. Naturalmente, naquela altura ainda sobreviviamos dos cheques de segurança social escassos de meu avô, antes de ele morrer durante seu sono uma noite e eu começar a trabalhar em tempo integral.
Nossa, parecia que foi há tanto tempo. Agora eu cuidava de mim e Mad quase no piloto automático, mas naquela época, literalmente parecia uma façanha impossível.
Depois do jantar, Demi e eu acomodamos Madison na cama enquanto ela nos lia uma história. Mesmo que a história que ela tinha escolhido estivesse um pouco acima de seu nível de leitura, eu já a tinha lido para ela tantas vezes que ela tinha memorizado quase palavra a palavra. Meus olhos foram em direção a Demi, o braço jogado sobre os ombros de Mad enquanto estavam aconchegadas no travesseiro, bochechas rosadas e olhos colados ao livro que liam. Meu olhar seguiu o comprimento das pernas de Demi, até suas unhas dos pés cor de rosa. Corri meus dedos levemente sobre o arco de seu pé descalço e seus olhos encontraram os meus.
Eu sabia que nós dois estávamos antecipando estar sozinhos esta noite. Eu também sabia que tinha que implorar bastante.
Uma vez que Mad estava dormindo, Demi e eu fomos para a sala. Ela começou a descer o corredor, mas as minhas mãos em sua cintura a detiveram. Eu a puxei contra meu peito. — Eu pensei que esta noite poderíamos ir para o meu quarto.
Seus olhos correram até os meus, tentando entender o que eu queria dizer.
Ela piscou para mim com os olhos azuis arregalados de surpresa, confiando em mim, me seguindo onde eu queria levá-la. Peguei a sua mão e a levei para dentro do meu quarto escuro. Não me preocupei em acender a luz, isso só revelaria uma cama grande bagunçada, e uma única cômoda no canto, então eu gentilmente conduzi-a para a minha cama. Quando senti as costas de suas pernas colidirem contra o colchão, dei um pequeno empurrão a seus ombros e ela caiu para trás, rindo quando me puxou para baixo em cima dela.
Meus lábios procuraram os dela na escuridão, meu corpo precisando estar perto dela em todos os sentidos possíveis. Os nossos membros se entrelaçaram no centro da cama, mas eu tentei segurar meu peso para não esmagá-la. Não podia acreditar que tinha sido estúpido o suficiente para afastá-la. Se por algum pequeno milagre este anjo ainda me queria e me achava bom o suficiente para ela, eu era dela.
De corpo e alma.
— Ei, eu quase esqueci. Tenho algo para você. — Eu me desvencilhei dela, fazendo meu caminho até meu armário e localizei o que estava procurando.
— Onde está sua bolsa?
— Você pode me dar.
— Não agora. Vou guardá-lo dentro de sua bolsa para mais tarde.
— Tudo bem. Minha bolsa está no sofá.
— Volto já. — Eu corri pelo corredor, depositando a lata em sua bolsa antes de voltar para ela.
Ela tinha afastado as cobertas e estava descansando no centro da cama quando voltei. Uma vez que eu a encontrei, ela aninhou-se em meu peito, a cabeça debaixo do meu queixo como se este ponto tivesse sido desenhado exclusivamente para ela. Inferno, talvez tenha sido.
Ela estendeu uma mão debaixo da minha camiseta e me tranquilizou com carícias suaves que eu não merecia. Seus dedos tiraram toda a tensão no meu pescoço e ombros.
— Tudo vai ficar bem com Mad, sabe. Você está fazendo o melhor que pode. — ela sussurrou.
Ouvir sua aprovação de meus esforços com Masison foi um choque para o meu sistema. Era algo que eu nunca ouvi ninguém falar, muito menos eu mesmo. Sempre havia mais para fazer, mais para me preocupar, mais que eu deveria fazer.
A presença de Demi em nossas vidas era uma prova disso. Mas, novamente, ela veio preencher um vazio que eu não podia. Proporcionando um toque feminino.
E vendo a alegria que ela trouxe para Mad, eu não ia roubar isso de Mad. Mas ver Demi reconhecer meus esforços, trabalhando para acalmar meus medos, partiu algo dentro de mim e meu coração se apertou no meu peito. Eu sabia que não merecia uma mulher assim pura e perfeita, mas maldição se eu não queria ficar com ela.
— Obrigado. — Eu disse, simplesmente.
— Odiei como deixamos as coisas... no estacionamento. — Ela respirou contra minha pele.
— Shh. — Eu beijei seus medos para longe, escovando o seu cabelo para trás do rosto. — Foi minha culpa. Você me perdoa?
— Hmm... Isso seria fácil demais. Você precisa de algumas lembranças sobre como é bom estarmos juntos.
Dei um beijo em sua testa, seu perfume doce correndo por mim.
— Eu sei que não sou o tipo que você levaria para casa de seus pais, e que isso nunca me incomodou até agora, mas caramba Demi. Eu sinto muito... — Mesmo que eu pudesse ser o primeiro dentro dela, o primeiro a transar com ela, isso seria suficiente? Será que eu estaria bem com o fato de que, mais cedo ou mais tarde algum idiota com um bom carro e um emprego chegaria e colocaria um anel no seu dedo? Foda-se, eu não poderia pensar assim. Era o que ela merecia. Mas eu aproveitaria cada segundo em que podia ficar com ela até então.
Ela empurrou contra o meu peito, querendo espaço e eu saí de cima dela. Na luz do luar, eu podia distinguir a sua silhueta quando ela se sentou sobre os calcanhares e levantou a camisa sobre a cabeça, empurrando seus seios para fora.
Todo o sangue correu para a minha virilha e eu mordi um gemido. Engoli em seco, e puxei uma respiração irregular. Ela era fodida perfeição.
Ela depositou alguns beijos suaves na minha garganta e no meu peito, e balançou os quadris dela contra os meus. Tudo parecia diferente com ela. Claro, eu estava com um tesão do inferno, mas era mais do que isso, também. Não havia nada sem sentido sobre isso. A cada gemido suave que eu provocava nela, a cada vez que seu olhar encontrava o meu, eu estava caindo por ela mais e mais. Mas eu não tinha pedido para ela fazer parte da minha vida, porque sabia que não era real. Eu conhecia essas coisas, via como funcionavam e não queria sujeitar Madison a isso. Fechei os olhos e tentei apenas aproveitar o tempo que tinha com ela.
Alcancei por trás dela e soltei o sutiã, precisando provála. Inferno, eu daria a minha bola esquerda por um gosto. Dei vários beijos de boca aberta em cada peito nu. Ela empurrou seu peito para fora, inclinando-se mais perto da minha boca.
— Não me provoque, docinho. Não se você não está pronta para isso... — Minha voz estava grossa, e meu tom mais ameaçador do que eu pretendia, mas
Demi subiu de joelhos no centro da cama e começou a desabotoar seu jeans, deslizando-o lentamente para baixo de seus quadris, balançando a bunda um pouco.
— A calcinha também. — Eu rosnei.
Ela deslizou seus dedos sob o elástico e puxou a calcinha por suas pernas, enviando-as para o lado da cama junto com seus jeans.
Uma vez que ela estava completamente nua, puxei a minha própria camiseta e puxei para baixo os meus jeans, jogando-os ao chão.
— Venha aqui. — Eu a coloquei de costas, e separei seus joelhos até que suas pernas se afastaram tanto quanto ela conseguia, antes de me inclinar para a frente para saboreá-la.
Quando a minha boca encontrou a sua carne, sua cabeça caiu para trás contra o travesseiro e ela soltou um gemido baixo. Eu circulei seu clitóris com a língua, provocando e sugando a carne delicada em minha boca enquanto ela se contorcia embaixo de mim. Seus quadris não ficaram parados, se levantando para encontrar a minha boca como se tivessem uma mente própria, e eu tive que segurar sua cintura para mantê-la estável. Eu podia continuar fazendo isso todo o dia, mas não demorou muito para que ela gozasse segurando o edredom em seus punhos e gritando o meu nome quando sua libertação caiu sobre ela.
Eu me arrastei até o corpo dela e a segurei contra o meu peito, onde ela prontamente se aninhou novamente.
— Já estou perdoado? — Eu sussurrei em seu cabelo.
Ela suspirou satisfeita e deu tapinhas nas minhas costas.
— Mm... hmm.
Eu ri.
Jogando de lado o fato de que eu tinha uma ereção do inferno, eu teria ficado lá a noite toda apenas segurando-a, fazendo o meu melhor para conquistá-la. Mas, depois de alguns minutos a respiração de Demi tinha voltado ao normal e ela subiu em cima de mim, montando em meu colo. A sensação de seu calor úmido pressionado contra minha ereção disparou meu ritmo cardíaco. Eu a queria. Foda- se, eu precisava dela.
— Você não pode continuar deslizando essa doce buceta ao longo do meu pau, querida, a menos que esteja pronta para que eu me enterre profundamente dentro de você.
Ela soltou um gemido suave.
Segurei seus braços, forte o suficiente para que ela soubesse que eu estava falando sério, mas não com força suficiente para machucar, e a puxei de cima de mim.
— Eu não vou ser capaz de me controlar com você, docinho. E não quero te machucar.
— Joe, por favor. Eu quero você dentro de mim... — Ela sussurrou.
Ah inferno, ouvindo-a implorar, eu me desfiz por completo. Ela sabia o que estava me pedindo?
— Você tem certeza? Sua primeira vez deve ser com alguém importante, boneca.
Sua resposta foi determinada. — Eu sei.
Meu coração se contraiu de novo. Eu queria fazê-la minha.
— Tem certeza que você está pronta para isso?
—Sim. — Ela respirou, sua voz rouca com a necessidade.
Plantei um beijo suave em sua boca, e a senti estremecer quando minha ereção pressionou contra seu quadril. Eu cegamente estendi a mão para minha mesa de cabeceira, não querendo quebrar o beijo e encontrei o pacote que eu estava procurando. Em questão de segundos eu deslizei um preservativo sobre meu pau, e uma vez que o cheiro familiar de látex pairou no ar, meu pau ficou com uma mente própria, empurrando contra a barriga de Alexa como se à procura de entrada. Eu sabia que precisava diminuir a velocidade, mas seus gemidos minúsculos e a forma como ela balançava seus quadris contra os meus estavam acabando com a minha paciência.
Eu coloquei uma mão entre nós para me posicionar entre suas pernas e avancei, empurrando a cabeça do meu pau contra sua entrada, me posicionando em cima dela. Demi agarrou meus bíceps enquanto eu empurrava para a frente ligeiramente, apenas uma fração. Ela respirou fundo e me segurou, mordendo o lábio.
— Você está bem?
Senti-a asssentir.
Escovei o cabelo para longe do seu rosto e dei um beijo em sua testa quando eu empurrei para a frente novamente. A pressão de seu canal quente me apertando era quase insuportável. Afastei-me e empurrei para a frente uma terceira vez, me permitindo deslizar apenas um pouco mais profundo. Observei a mudança na expressão de Demi quando comecei a enchê-la. Ela era linda, os suspiros pequenos escapando de seus lábios entreabertos, suas bochechas coradas.
Quando eu empurrei para dentro mais fundo, incapaz de não sentir o atrito de nossos corpos por mais tempo, Demi soltou um grito suave que estava tingido tanto com prazer como dor.
— Estou machucando você?
Ela apertou os olhos fechados e balançou a cabeça.
— Continue. — Ela instruiu.
Deus, ela estava tão apertada que meu pau parecia que estava sendo estrangulado.
— Puta merda, docinho, isso deve estar machucando. Diga-me se você quer que eu pare.
Sua única resposta foi uma série de lamúrias minúsculas. Seus olhos estavam fechados, espremidos em prazer ou dor, eu não sabia.
— Basta ir devagar, ok?
Uma súbita necessidade de protegê-la, apesar das bolas azuis que me esperavam, inchou no meu intestino, e eu me retirei totalmente, sentando-me sobre a cama.
— Joe? — Ela estendeu a mão para mim. — Por que você parou?
— Porque eu estava te machucando.
— E? — Sua expressão era de confusão genuína. — Eu sabia que ia doer a primeira vez, mas eu ainda quero... — Ela arrastou sua mão ao longo de meus abdominais, seguindo mais para baixo.
Tirei a mão dela e puxei seu corpo para perto do meu. Ela se arrastou para o meu colo, envolvendo os braços e as pernas em volta de mim e embalou seu corpo ao meu. Ela plantou beijos insistentes ao longo do meu pescoço e sobre a minha tatuagem.
— Porra, eu quero você, baby. Tem certeza disso?
— Deus, sim. — Ela gemeu.
Ergui a minha mão para a boca, apliquei saliva em meus dedos e passei na cabeça do meu pau. Demi ainda estava molhada, mas talvez isso ajudaria a aliviar a minha entrada, apenas o suficiente.
— Venha aqui, baby. Abaixe-se em cima de mim. Você vai controlar a pressão. Apenas coloque o que você pode lidar. — Eu me posicionei em sua entrada, e Demi imediatamente começou a empurrar em cima de mim. Eu mordi uma série de palavrões. Ela agarrou meus ombros, cravando as unhas em minha pele, e eu cobri com minhas mãos o seu traseiro, segurando-a firme.
— Joe. — ela gemeu, enviando uma faísca de prazer através do meu intestino, me batendo direto nas bolas. Eu queria me soltar, penetrar em sua buceta apertada de novo e de novo, mas eu me segurei firme, enquanto ela levantava e abaixava com pequenos acréscimos enquanto se ajustava ao meu tamanho.
Uma vez eu que estava completamente enterrado nela, ela jogou a cabeça para trás e soltou um gemido rouco. Ela abriu os olhos e encontrou os meus, sua boca curvando em um sorriso travesso. Parecia incrível estar enterrado no seu corpo doce, mas eu precisava que ela se movesse ou porra, eu ia explodir.
Finalmente ela começou a balançar seus quadris contra os meus.
— Joe, oh Deus.
Ela me beijou distraidamente, a boca aberta chupando e beliscando a minha. Eu não estava mais coordenado do que ela, nossas bocas se consumiam enquanto eu respirava contra sua boca e murmurava palavras carinhosas contra seus lábios. Todo o meu foco estava centrado na minha mão segurando em sua bunda apertando um pouco enquanto ela mergulhava em cima e para baixo em mim.
Ela montou-me mais rápido, e seu peito pulava enquanto ela se movia.
— Sim, é isso querida. Oh merda, exatamente assim, baby.
Conhecendo meu auto controle eu não ia conseguir segurar por muito mais tempo. Deslizei uma mão entre nós e esfreguei a ponta do meu polegar sobre seu clitóris inchado, varrendo em círculos em torno dele. Ela moeu seus quadris nos meus, gritando meu nome.
— Você está perto, baby? — Mordisquei seus lábios, aumentando a pressão sobre o clitóris e levantando meus quadris para encontrar seus impulsos, incapaz de conter-me mais.
— Joe. Eu vou gozar.
Uma onda de orgulho cresceu dentro de mim e eu me segurei enquanto ela bombeava de cima para baixo no meu pau, gemendo e chorando em um desmorono sexy com palavras incoerentes, até que eu senti uma onda de umidade quando ela gozou contra mim. O atrito de suas paredes quando ela apertou em espasmos em torno de mim, me fez gozar e eu gemi a minha própria libertação, derramando-me dentro dela.


sábado, 28 de dezembro de 2013

Capítulo 14 - MARATONA

Demi
Joe tinha sugerido que nós víssemos um filme sob o estratagema de ficarmos abraçados no sofá, mas a maneira como seu corpo pressionava o meu firmemente contra a minha bunda e como ele acariciava e mordiscava meu pescoço estava me distraindo do filme. Eu podia sentir sua pulsação contra o meu corpo e relaxei no conforto que ele me proporcionava, mesmo sabendo que não poderia durar para sempre.
— Onde você mora, Dê? — Ele perguntou baixinho.
— Hm?
Ele distraidamente girou uma mecha de meu cabelo em torno de seu dedo.
— Do outro lado da cidade. — Eu bocejei. — Por quê?
— Eu não gosto que você tenha que dirigir para casa tarde da noite. — Sua preocupação suave pairou no ar em torno de nós parecendo fora do lugar, mas doce no entanto. — Mas se você ficar aqui... Madison iria fazer todos os tipos de perguntas que eu não estou pronto para responder.
O que ele queria dizer era que ele ainda não estava pronto para discutir onde esta relação se dirigia. Estávamos mesmo em um relacionamento? ‘Deus, eu realmente precisava me acalmar um pouco.’
— Joe, eu moro em um prédio seguro. Tenho um estacionamento subterrâneo e um porteiro. — Eu não mencionei o local de fitness, spa e portaria 24 horas, sabendo que isso era uma parte da minha vida que Joe não estava acostumado.
Ele não tocou mais no assunto, mas eu poderia dizer que a minha resposta não o satisfez. Ele colocou um braço pesado em volta do meu corpo e puxou-me mais apertado contra ele.
— Como é possível que você ainda seja virgem, docinho? Você é sexy como o inferno.
Eu considerei não só a questão dele, mas também a minha resposta. Não era algo que eu tinha planejado.
— Eu fui para uma escola privada só para meninas, e os poucos encontros que eu tive eram em sua maioria acompanhantes para os meus bailes, organizados por meus pais. Passávamos natais em Aspen, verões em nossa casa do lago, e eu acho que realmente só não houve oportunidade.
Mexi-me, me aconchegando mais perto de seu corpo quente.
— Eu decidi ficar por perto para a faculdade, em vez de afastar-me e encontrar meu próprio caminho como eu prometi a mim mesma que faria. E eu acho que apenas continuei a viver no molde que meus pais tinham criado. Estúpido, não é?
— Não, querida. Não é isso que eu quis dizer. — Ele me deu um abraço, me segurando perto. — Eu sei que não sou o tipo com quem você normalmente sai, mas talvez... só por agora...
— Shh. Vamos apenas ver onde isso vai, Joe.
Eu atei meus dedos com os dele e trouxe-os para os meus lábios para pressionar um beijo na parte de trás de sua mão. Ele riu contra o meu ouvido, enviando uma corrente de ar quente para a parte de trás do meu pescoço.
— Consigo pensar em algo que eu gostaria que você beijasse mais do que a minha mão. — Sua voz era baixa e áspera.
Alcancei atrás de mim para sentir sua ereção crescente no seu jeans e ele sugou uma respiração irregular. Rolei no sofá estreito para que eu ficasse de frente para ele.
Seus olhos estavam escuros, intensos e cheios de desejo. Sem dizer nada, cada um de nós começou a desabotoar a calça jeans do outro, enquanto nossas línguas colidiam em um beijo frenético.
Joe puxou minha calça jeans pelas minhas pernas, tomando minha calcinha com ele. Eu puxei as calças e sua cueca boxer apenas o suficiente até que eu senti o calor do seu pênis sólido pressionando contra a minha barriga nua. Agarrei-lhe com as duas mãos, tendo em conta como ele era abundante e, cuidadosamente, o acariciei.
— Foda-se, isso é tão bom.
Ele observou minhas mãos trabalharem para cima e para baixo, rosnando baixo em sua garganta. Puxou a barra da minha camisa, e eu liberei-o momentaneamente para levantar os braços acima da cabeça, o que lhe permitiu remover o pedaço ofensivo de tecido.
Ele girou-me até ficar em cima dele, de forma que estava nivelada contra seu corpo, sua ereção tensa cutucando a minha abertura. Estávamos tão perto, apenas alguns milímetros mais e ele estaria dentro de mim. Seu olhar escuro colidiu com o meu e me deixou sem palavras. Eu balancei meus quadris contra os seus, deslizando seu pau contra minhas dobras molhadas. Senti seu corpo ficar tenso e quando abri os olhos, ele estava com os olhos fechados com força e estava respirando de forma irregular.
Sons de um choro suave vieram do quarto de Madison. Nós nos separamos, nossos olhos procurando um ao outro.
— Joe! — Mad gritou.
Ele pulou, puxando sua calça jeans, e correu para o quarto.
Sentei-me no sofá e coloquei a minha roupa. O momento se foi. Eu podia ouvir a voz baixa de Joe murmurando carinhos suaves para Madison.
Eu coloquei meus sapatos e jaqueta. Tinha sido um longo dia, e minha guerra de emoções sobre Joe e o dia com Madison tinham me deixado exausta.
Joe voltou alguns minutos depois, parecendo desgastado.
— Ela está bem?
Ele esfregou a parte de trás do seu pescoço.
— Sim, ela está bem. Apenas um sonho ruim. Eu a coloquei na minha cama.
‘Oh.’
Ele olhou para o meu casaco e franziu a testa.
— Está ficando tarde. — eu expliquei.
Ele acenou com a cabeça. — Sim, acho que sim. — Ele atravessou a sala em dois passos fáceis e me puxou para seu peito, dando um beijo suave na minha boca.
— Boa noite.
— Boa noite. — Eu sussurrei, sem fôlego com seu beijo.
Ele me acompanhou até a calçada e ficou perto da porta do carro enquanto eu subia para dentro.
— Então, amanhã? A que horas?
— Seis. Vamos nos encontrar em frente ao Clube de Campo Sherman Oaks.
Ele balançou a cabeça. — Porra, docinho...
Eu sabia que tinha convenientemente deixado de fora a parte sobre o jantar ser no clube dos meus pais. Sorri para ele docemente.
— Ah, e Joe? Use uma gravata. — Eu fechei a porta do carro em sua expressão atordoada e me afastei. Como passamos de estrela pornô/paciente para pseudo-namorado, eu não tinha ideia.
Apesar do dia doméstico acolhedor que tínhamos compartilhado, eu não podia esquecer que Joe e eu vinhamos de mundos muito diferentes, e sabia que o jantar com a meus pais testaria qualquer relação que tinhamos desenvolvido.
Vi Joe imediatamente. Ele estava vestido com uma camisa branca de abotoar e uma gravata azul marinho, com calças à combinar. Ele parecia sexy como o pecado, mas eu não poderia deixar de notar como ele parecia fora de lugar enquanto olhava para a entrada do clube, sua tatuagem brincando de esconde-esconde com o colarinho da camisa. E ele deve ter sentido isso também, porque seus olhos corriam ao redor do estacionamento, procurando-me, e ele só relaxou quando seus olhos se encontraram com os meus.
Ele me avaliou com um sorriso sexy enquanto eu me aproximava, meus saltos agulha clicando contra o caminho de tijolos. Pressionou a mão contra a parte inferior das minhas costas uma vez que eu estava perto e me puxou apertado, inclindando-se para colocar um beijo na minha garganta.
— Você está sexy, docinho. — Ele rosnou.
Corei com seu elogio, olhando para o meu vestido preto. Eu raramente tinha a chance de o vestir.
— Obrigado. — Meus olhos procuraram o estacionamento e quando vi meus pais se aproximando me afastei do abraço de Joe.
Minha mãe usava um terninho azul-claro e meu pai estava em seu habitual traje de domingo, um blazer azul marinho, gola desabotoada, sem gravata. Esse era o único dia da semana em que ele não usava gravata, considerando que trabalhava quase a toda a hora. Mas eu sabia que Joe usar uma faria uma boa impressão.
Quando eles se aproximaram, Joe se inclinou em direção ao meu ouvido.
— Por que eu tenho que usar uma gravata, se ele não usa?
Dei uma cotovelada em suas costelas e coloquei um sorriso no meu rosto quando meus pais se aproximaram.
Um homem de terno se aproximou da nossa esquerda, lançando um conjunto de chaves na mão de Joe.
— Ei, o mantenha ligado. Eu vou estar de volta em alguns minutos.
Os olhos de Joe encontraram os meus, cheios de irritação. Oh! Minha confusão desapareceu quando eu percebi que ele pensava que Joe era o manobrista.
Joe resmungou alguma coisa para o homem, e jogou as chaves de volta para ele, ao mesmo tempo que meus pais pararam ao nosso lado.
Minha mãe e eu trocamos beijos e eu dei ao meu pai um abraço rápido antes de apresentá-los a Joe.
Eles lhe sorriram educadamente e ele e meu pai apertaram as mãos.
— O que foi isso? — Meu pai perguntou, inclinando a cabeça para o cara, que agora esperava no meio fio pelo verdadeiro manobrista.
— Apenas um mal entendido. — eu interrompi rapidamente antes que Joe pudesse abrir a boca, e fixei um sorriso no meu rosto.
Isto era estranho. Muito estranho. ‘Siga com isso, Demi.’
Os olhos da minha mãe percorreram meu vestido e sua boca se apertou. Eu puxei a barra da minha saia, desejando que ficasse mais perto de meus joelhos. Joe percebeu o que eu estava fazendo e pegou a minha mão na sua, dando-lhe um aperto firme antes de liberá-la. Eu respirei fundo e nos encaminhamos atrás de meus pais para a sala de jantar.
Nos sentamos à mesa dos meus pais que era sempre perto das janelas com vista para o campo de golfe. Como o outono estava chegando, não havia muitos golfistas no campo hoje, exceto algumas almas dedicadas terminando suas jogadas.
Joe foi muito cavalheiro, parecendo ter esquecido o incidente com o manobrista, e puxou minha cadeira antes de se estabelecer em sua própria. Ele franziu a testa para a quantidade de talheres em seu lugar e eu dei um aperto suave em seu joelho por debaixo da mesa.
— Demi nunca trouxe um acompanhante para nossos jantares de domingo. — mãe disse, olhando desconfiada para Joe.
Joe, reagindo rápido, agarrou minha mão em cima da mesa.
— Bem, eu estou feliz por estar aqui.
Minha mãe se acomodou em sua cadeira, com as costas ainda eretas, mas aparentemente satisfeita com a resposta dele.
O garçom veio para escrever o pedido dos nossos drinques, começando com o de Joe. Ele pediu uma garrafa de cerveja. Eu estremeci. Nós nunca bebemos cerveja nos jantares de domingo. Era uma espécie de coisa com meus pais. O resto de nós pediu chá gelado.
Quando o garçom retornou com nossas bebidas, Joe acenou que não precisava de um copo e eu pensei que os olhos de minha mãe cairiam de sua cabeça.
Mas quando ele inclinou a cabeça para trás e bebeu direto na garrafa, expondo uma pequena secção de sua tatuagem, minha mãe ofegou e agarrou a toalha da mesa à
sua frente.
Eu queria ir ao banheiro me esconder. Não teria sido a primeira vez que eu faria isso. A última cabine no banheiro tinha servido como meu esconderijo ocasional por anos quando precisava escapar da intromissão de minha mãe.
Meu pai finalmente fez a pergunta que eu sabia que estava na sua mente desde o encontro com o Joe.
— Então, o que você faz, Joe?
Joe deu outro gole fortificante de cerveja antes de responder.
— Eu trabalho em construção. Com telhados principalmente.
— Hmm, — minha mãe apertou os lábios.
Meu pai simplesmente assentiu. — Você gosta de trabalhar com as mãos? Eu nunca fui muito bom nisso. Inferno, eu praticamente tenho que chamar um eletricista apenas para trocar uma lâmpada.
Joe sorriu e relaxou um pouco em sua cadeira. — Sim, eu gosto de ver os resultados concretos do meu trabalho. Eu faço todos os tipos de coisas, carpintaria, elétrica... me avise se você precisar de uma mão. Não faço canalização, mas o resto eu consigo geralmente descobrir.
Percebi que nunca tinha ouvido Joe falar sobre o seu trabalho. Eu gostava de o ouvir descreve-lo. Era igual a como eu me sentia sobre enfermagem. Gostava da noção de ajudar a melhorar alguma coisa, deixando-o em melhor estado do que o encontrei. Claro, meu trabalho era com pessoas e o de Joe era com materiais inertes, mas eu ainda entendia o que ele queria dizer. Duvidava que meu pai poderia se relacionar, os balanços de contas não eram exatamente emocionantes. Mas eu gostei que ele conversasse e sorrisse, pelo menos tentando se relacionar com Joe.
O garçom logo voltou, perguntando o nosso pedido.
— Costela, prime especial, Sr. e Sra. Lovato?
Meus pais concordaram com a cabeça. Joe entregou seu menu sem olhar para ele.
— Você tem hambúrgueres aqui?
O garçom assentiu. — Certamente, senhor.
Sem saber o que me possuiu, talvez fosse o regresso da Dê que comia asa de galinha sem pudor, eu segui o exemplo do Joe.
— Vou querer hambúrguer também.
— Mas você sempre come costela… — Minha mãe interrompeu.
— Eu sei, mas estou no clima para uma noite de hambúrguer.
— Não seja boba, ela vai comer costela. — minha mãe disse ao garçom.
O olhar do garçom saltou entre mim e minha mãe, aparentemente não tendo certeza de quem ouvir, quando Joe interrompeu.
— Demi é uma menina grande, ela sabe o que quer. — A declaração estava associada a um significado mais profundo e todos sabiam disso.
Eu não pude evitar sorrir para ele antes de voltar-me para o garçom.
— O hambúrguer, por favor. Bem passado e com queijo gouda.
Joe se inclinou para trás, colocando seu braço sobre as costas da minha cadeira, casualmente bebericando sua cerveja.
— Você tem visto muito o Peter, querida? — Minha mãe perguntou.
‘Bom timing, mãe.’
Joe  olhou para mim, claramente interessado na minha resposta.
— Não, mãe. — Eu disse em um tom cortante, enviando-lhe um olhar que dizia ‘pare’.
O resto do jantar passou sem mais drama. Meu pai e Joe tentaram encontrar temas para discutir, e depois de várias falsas partidas com investimentos e depois política, finalmente encontraram algo em que eles poderiam concordar, o Chicago Bears futebol. Logo eles estavam animadamente discutindo jogadas e a última prisão do zagueiro.
Minha mãe comeu em silêncio, apunhalando o seu jantar e o empurrando em torno de seu prato. Meu hambúrguer estava delicioso, e eu me perguntei por que nunca tinha pedido um antes. Comi tanto que meu vestido estava quase estourando quando deixámos o restaurante um pouco mais tarde.
Joe e eu permanecemos no estacionamento depois que meus pais se afastaram. Sua camionete destoava no estacionamento cheio de carros de luxo, sedãs e SUVs. Incluindo o meu próprio.
É Sophia quem está com Mad?
— Sim. — Ele respondeu.
— Você tem tempo para uma bebida? Eu não moro muito longe daqui.
Gostava da ideia de que ele soubesse onde eu morava, para não mencionar que eu estava ansiosa para continuar de onde paramos na última noite antes de sermos interrompidos pelo pesadelo de Madison.
Ele suspirou e passou as mãos pelo seu cabelo, em seguida, afrouxou a gravata no colarinho.
É melhor não.
O ar ao nosso redor mudou. Parecia duro, frio.
— Joe? — Dei um passo mais perto. — Por que isso?
Eu me preparei, pronta para ouvir que o julgamento da minha mãe foi demais e que ele estava me cortando da sua vida.
— Eu preciso chegar em casa para ver Mad.
Seus olhos se recusaram a olhar para os meus e eu sabia que havia algo que ele estava escondendo.
Eu estava prestes a dizer-lhe que Mad ficaria bem pela próxima hora, mas algo sobre sua postura rígida me disse para não pressioná-lo.
— Ah, então eu acho que poderia ir com você para sua casa.
Ele deu um passo para trás. — Esta noite não, Demi.
Fiz uma careta e quando, de repente, percebi que ele tinha me chamado Demi, em vez de docinho, meu estômago torceu em um nó doloroso.
— O que há de errado?
— Ouça, Dê. Você e eu nos divertimos, mas ambos sabemos que eu não posso pagar as merdas a que você está acostumada. Spa, pedicures e jantares caros não se encaixam na minha vida. Isto tem que acabar em algum momento e quanto mais tempo passarmos juntos, mais vai doer para Mad quando isso acontecer.
— Sinto muito, eu só pensei que o mergulho quente e a massagem seriam bons para as pernas dela.
Essa visita ao spa não tinha sido por mim. Eu tinha feito isso pela Madison. Seus olhos se arregalaram em compreensão e um flash de culpa cintilou através deles.
— Independentemente disso, você sabe que eu estou certo. A desaprovação foi notória nos rostos de seus pais. Eu não fui para a faculdade. Eu não tenho nenhum diploma. Tenho responsabilidades, uma hipoteca e a custódia total de uma irmã de seis anos de idade.
— O que foi tudo aquilo lá dentro de “Demi é uma menina grande, e ela sabe o que
quer?” — Eu o desafiei. Claro, ele tinha responsabilidades, mas eu já não mostrei a ele que estava a bordo com a Madison? E daí se ele não tinha um diploma universitário?
Ele tinha um maldito mestrado em sedução.
— Você é uma adulta. Deve ser capaz de se impor a seus pais.
— Bem... eu sei o que quero. — Meu tom foi desafiador e meus olhos não vacilaram nos seus.
Ele suspirou e afastou os olhos de mim. — Isso até pode ser verdade, mas eu tenho uma menina para cuidar. Ela não tem ninguém. Ela tem que vir em primeiro lugar. Desculpe.
— Eu sei. — Eu entendia isso, realmente.
— Você está me dizendo que acha que seus pais alguma vez aceitariam o nosso namoro? Não. Você sabe que não. Sua mãe estava tentando te juntar com Peter, enquanto eu estava sentado bem ali.
— Não me importo.
— Eu importo. — Sua expressão não vacilou. Era como se alguém tivesse me socado no meu peito e eu estava lutando para respirar.
— Joe... — Estendi a mão para o seu antebraço, mas ele deu um passo para trás.
— Vá para casa, Demi.
Seu tom de voz sem emoção praticamente congelou a minha pele e eu tropecei para trás em meus saltos. Não querendo que ele me visse chorar, eu me virei e corri para o meu carro.



XOXO Neia *-*

o próximo capitulo promete.....