sábado, 28 de dezembro de 2013

Capítulo 14 - MARATONA

Demi
Joe tinha sugerido que nós víssemos um filme sob o estratagema de ficarmos abraçados no sofá, mas a maneira como seu corpo pressionava o meu firmemente contra a minha bunda e como ele acariciava e mordiscava meu pescoço estava me distraindo do filme. Eu podia sentir sua pulsação contra o meu corpo e relaxei no conforto que ele me proporcionava, mesmo sabendo que não poderia durar para sempre.
— Onde você mora, Dê? — Ele perguntou baixinho.
— Hm?
Ele distraidamente girou uma mecha de meu cabelo em torno de seu dedo.
— Do outro lado da cidade. — Eu bocejei. — Por quê?
— Eu não gosto que você tenha que dirigir para casa tarde da noite. — Sua preocupação suave pairou no ar em torno de nós parecendo fora do lugar, mas doce no entanto. — Mas se você ficar aqui... Madison iria fazer todos os tipos de perguntas que eu não estou pronto para responder.
O que ele queria dizer era que ele ainda não estava pronto para discutir onde esta relação se dirigia. Estávamos mesmo em um relacionamento? ‘Deus, eu realmente precisava me acalmar um pouco.’
— Joe, eu moro em um prédio seguro. Tenho um estacionamento subterrâneo e um porteiro. — Eu não mencionei o local de fitness, spa e portaria 24 horas, sabendo que isso era uma parte da minha vida que Joe não estava acostumado.
Ele não tocou mais no assunto, mas eu poderia dizer que a minha resposta não o satisfez. Ele colocou um braço pesado em volta do meu corpo e puxou-me mais apertado contra ele.
— Como é possível que você ainda seja virgem, docinho? Você é sexy como o inferno.
Eu considerei não só a questão dele, mas também a minha resposta. Não era algo que eu tinha planejado.
— Eu fui para uma escola privada só para meninas, e os poucos encontros que eu tive eram em sua maioria acompanhantes para os meus bailes, organizados por meus pais. Passávamos natais em Aspen, verões em nossa casa do lago, e eu acho que realmente só não houve oportunidade.
Mexi-me, me aconchegando mais perto de seu corpo quente.
— Eu decidi ficar por perto para a faculdade, em vez de afastar-me e encontrar meu próprio caminho como eu prometi a mim mesma que faria. E eu acho que apenas continuei a viver no molde que meus pais tinham criado. Estúpido, não é?
— Não, querida. Não é isso que eu quis dizer. — Ele me deu um abraço, me segurando perto. — Eu sei que não sou o tipo com quem você normalmente sai, mas talvez... só por agora...
— Shh. Vamos apenas ver onde isso vai, Joe.
Eu atei meus dedos com os dele e trouxe-os para os meus lábios para pressionar um beijo na parte de trás de sua mão. Ele riu contra o meu ouvido, enviando uma corrente de ar quente para a parte de trás do meu pescoço.
— Consigo pensar em algo que eu gostaria que você beijasse mais do que a minha mão. — Sua voz era baixa e áspera.
Alcancei atrás de mim para sentir sua ereção crescente no seu jeans e ele sugou uma respiração irregular. Rolei no sofá estreito para que eu ficasse de frente para ele.
Seus olhos estavam escuros, intensos e cheios de desejo. Sem dizer nada, cada um de nós começou a desabotoar a calça jeans do outro, enquanto nossas línguas colidiam em um beijo frenético.
Joe puxou minha calça jeans pelas minhas pernas, tomando minha calcinha com ele. Eu puxei as calças e sua cueca boxer apenas o suficiente até que eu senti o calor do seu pênis sólido pressionando contra a minha barriga nua. Agarrei-lhe com as duas mãos, tendo em conta como ele era abundante e, cuidadosamente, o acariciei.
— Foda-se, isso é tão bom.
Ele observou minhas mãos trabalharem para cima e para baixo, rosnando baixo em sua garganta. Puxou a barra da minha camisa, e eu liberei-o momentaneamente para levantar os braços acima da cabeça, o que lhe permitiu remover o pedaço ofensivo de tecido.
Ele girou-me até ficar em cima dele, de forma que estava nivelada contra seu corpo, sua ereção tensa cutucando a minha abertura. Estávamos tão perto, apenas alguns milímetros mais e ele estaria dentro de mim. Seu olhar escuro colidiu com o meu e me deixou sem palavras. Eu balancei meus quadris contra os seus, deslizando seu pau contra minhas dobras molhadas. Senti seu corpo ficar tenso e quando abri os olhos, ele estava com os olhos fechados com força e estava respirando de forma irregular.
Sons de um choro suave vieram do quarto de Madison. Nós nos separamos, nossos olhos procurando um ao outro.
— Joe! — Mad gritou.
Ele pulou, puxando sua calça jeans, e correu para o quarto.
Sentei-me no sofá e coloquei a minha roupa. O momento se foi. Eu podia ouvir a voz baixa de Joe murmurando carinhos suaves para Madison.
Eu coloquei meus sapatos e jaqueta. Tinha sido um longo dia, e minha guerra de emoções sobre Joe e o dia com Madison tinham me deixado exausta.
Joe voltou alguns minutos depois, parecendo desgastado.
— Ela está bem?
Ele esfregou a parte de trás do seu pescoço.
— Sim, ela está bem. Apenas um sonho ruim. Eu a coloquei na minha cama.
‘Oh.’
Ele olhou para o meu casaco e franziu a testa.
— Está ficando tarde. — eu expliquei.
Ele acenou com a cabeça. — Sim, acho que sim. — Ele atravessou a sala em dois passos fáceis e me puxou para seu peito, dando um beijo suave na minha boca.
— Boa noite.
— Boa noite. — Eu sussurrei, sem fôlego com seu beijo.
Ele me acompanhou até a calçada e ficou perto da porta do carro enquanto eu subia para dentro.
— Então, amanhã? A que horas?
— Seis. Vamos nos encontrar em frente ao Clube de Campo Sherman Oaks.
Ele balançou a cabeça. — Porra, docinho...
Eu sabia que tinha convenientemente deixado de fora a parte sobre o jantar ser no clube dos meus pais. Sorri para ele docemente.
— Ah, e Joe? Use uma gravata. — Eu fechei a porta do carro em sua expressão atordoada e me afastei. Como passamos de estrela pornô/paciente para pseudo-namorado, eu não tinha ideia.
Apesar do dia doméstico acolhedor que tínhamos compartilhado, eu não podia esquecer que Joe e eu vinhamos de mundos muito diferentes, e sabia que o jantar com a meus pais testaria qualquer relação que tinhamos desenvolvido.
Vi Joe imediatamente. Ele estava vestido com uma camisa branca de abotoar e uma gravata azul marinho, com calças à combinar. Ele parecia sexy como o pecado, mas eu não poderia deixar de notar como ele parecia fora de lugar enquanto olhava para a entrada do clube, sua tatuagem brincando de esconde-esconde com o colarinho da camisa. E ele deve ter sentido isso também, porque seus olhos corriam ao redor do estacionamento, procurando-me, e ele só relaxou quando seus olhos se encontraram com os meus.
Ele me avaliou com um sorriso sexy enquanto eu me aproximava, meus saltos agulha clicando contra o caminho de tijolos. Pressionou a mão contra a parte inferior das minhas costas uma vez que eu estava perto e me puxou apertado, inclindando-se para colocar um beijo na minha garganta.
— Você está sexy, docinho. — Ele rosnou.
Corei com seu elogio, olhando para o meu vestido preto. Eu raramente tinha a chance de o vestir.
— Obrigado. — Meus olhos procuraram o estacionamento e quando vi meus pais se aproximando me afastei do abraço de Joe.
Minha mãe usava um terninho azul-claro e meu pai estava em seu habitual traje de domingo, um blazer azul marinho, gola desabotoada, sem gravata. Esse era o único dia da semana em que ele não usava gravata, considerando que trabalhava quase a toda a hora. Mas eu sabia que Joe usar uma faria uma boa impressão.
Quando eles se aproximaram, Joe se inclinou em direção ao meu ouvido.
— Por que eu tenho que usar uma gravata, se ele não usa?
Dei uma cotovelada em suas costelas e coloquei um sorriso no meu rosto quando meus pais se aproximaram.
Um homem de terno se aproximou da nossa esquerda, lançando um conjunto de chaves na mão de Joe.
— Ei, o mantenha ligado. Eu vou estar de volta em alguns minutos.
Os olhos de Joe encontraram os meus, cheios de irritação. Oh! Minha confusão desapareceu quando eu percebi que ele pensava que Joe era o manobrista.
Joe resmungou alguma coisa para o homem, e jogou as chaves de volta para ele, ao mesmo tempo que meus pais pararam ao nosso lado.
Minha mãe e eu trocamos beijos e eu dei ao meu pai um abraço rápido antes de apresentá-los a Joe.
Eles lhe sorriram educadamente e ele e meu pai apertaram as mãos.
— O que foi isso? — Meu pai perguntou, inclinando a cabeça para o cara, que agora esperava no meio fio pelo verdadeiro manobrista.
— Apenas um mal entendido. — eu interrompi rapidamente antes que Joe pudesse abrir a boca, e fixei um sorriso no meu rosto.
Isto era estranho. Muito estranho. ‘Siga com isso, Demi.’
Os olhos da minha mãe percorreram meu vestido e sua boca se apertou. Eu puxei a barra da minha saia, desejando que ficasse mais perto de meus joelhos. Joe percebeu o que eu estava fazendo e pegou a minha mão na sua, dando-lhe um aperto firme antes de liberá-la. Eu respirei fundo e nos encaminhamos atrás de meus pais para a sala de jantar.
Nos sentamos à mesa dos meus pais que era sempre perto das janelas com vista para o campo de golfe. Como o outono estava chegando, não havia muitos golfistas no campo hoje, exceto algumas almas dedicadas terminando suas jogadas.
Joe foi muito cavalheiro, parecendo ter esquecido o incidente com o manobrista, e puxou minha cadeira antes de se estabelecer em sua própria. Ele franziu a testa para a quantidade de talheres em seu lugar e eu dei um aperto suave em seu joelho por debaixo da mesa.
— Demi nunca trouxe um acompanhante para nossos jantares de domingo. — mãe disse, olhando desconfiada para Joe.
Joe, reagindo rápido, agarrou minha mão em cima da mesa.
— Bem, eu estou feliz por estar aqui.
Minha mãe se acomodou em sua cadeira, com as costas ainda eretas, mas aparentemente satisfeita com a resposta dele.
O garçom veio para escrever o pedido dos nossos drinques, começando com o de Joe. Ele pediu uma garrafa de cerveja. Eu estremeci. Nós nunca bebemos cerveja nos jantares de domingo. Era uma espécie de coisa com meus pais. O resto de nós pediu chá gelado.
Quando o garçom retornou com nossas bebidas, Joe acenou que não precisava de um copo e eu pensei que os olhos de minha mãe cairiam de sua cabeça.
Mas quando ele inclinou a cabeça para trás e bebeu direto na garrafa, expondo uma pequena secção de sua tatuagem, minha mãe ofegou e agarrou a toalha da mesa à
sua frente.
Eu queria ir ao banheiro me esconder. Não teria sido a primeira vez que eu faria isso. A última cabine no banheiro tinha servido como meu esconderijo ocasional por anos quando precisava escapar da intromissão de minha mãe.
Meu pai finalmente fez a pergunta que eu sabia que estava na sua mente desde o encontro com o Joe.
— Então, o que você faz, Joe?
Joe deu outro gole fortificante de cerveja antes de responder.
— Eu trabalho em construção. Com telhados principalmente.
— Hmm, — minha mãe apertou os lábios.
Meu pai simplesmente assentiu. — Você gosta de trabalhar com as mãos? Eu nunca fui muito bom nisso. Inferno, eu praticamente tenho que chamar um eletricista apenas para trocar uma lâmpada.
Joe sorriu e relaxou um pouco em sua cadeira. — Sim, eu gosto de ver os resultados concretos do meu trabalho. Eu faço todos os tipos de coisas, carpintaria, elétrica... me avise se você precisar de uma mão. Não faço canalização, mas o resto eu consigo geralmente descobrir.
Percebi que nunca tinha ouvido Joe falar sobre o seu trabalho. Eu gostava de o ouvir descreve-lo. Era igual a como eu me sentia sobre enfermagem. Gostava da noção de ajudar a melhorar alguma coisa, deixando-o em melhor estado do que o encontrei. Claro, meu trabalho era com pessoas e o de Joe era com materiais inertes, mas eu ainda entendia o que ele queria dizer. Duvidava que meu pai poderia se relacionar, os balanços de contas não eram exatamente emocionantes. Mas eu gostei que ele conversasse e sorrisse, pelo menos tentando se relacionar com Joe.
O garçom logo voltou, perguntando o nosso pedido.
— Costela, prime especial, Sr. e Sra. Lovato?
Meus pais concordaram com a cabeça. Joe entregou seu menu sem olhar para ele.
— Você tem hambúrgueres aqui?
O garçom assentiu. — Certamente, senhor.
Sem saber o que me possuiu, talvez fosse o regresso da Dê que comia asa de galinha sem pudor, eu segui o exemplo do Joe.
— Vou querer hambúrguer também.
— Mas você sempre come costela… — Minha mãe interrompeu.
— Eu sei, mas estou no clima para uma noite de hambúrguer.
— Não seja boba, ela vai comer costela. — minha mãe disse ao garçom.
O olhar do garçom saltou entre mim e minha mãe, aparentemente não tendo certeza de quem ouvir, quando Joe interrompeu.
— Demi é uma menina grande, ela sabe o que quer. — A declaração estava associada a um significado mais profundo e todos sabiam disso.
Eu não pude evitar sorrir para ele antes de voltar-me para o garçom.
— O hambúrguer, por favor. Bem passado e com queijo gouda.
Joe se inclinou para trás, colocando seu braço sobre as costas da minha cadeira, casualmente bebericando sua cerveja.
— Você tem visto muito o Peter, querida? — Minha mãe perguntou.
‘Bom timing, mãe.’
Joe  olhou para mim, claramente interessado na minha resposta.
— Não, mãe. — Eu disse em um tom cortante, enviando-lhe um olhar que dizia ‘pare’.
O resto do jantar passou sem mais drama. Meu pai e Joe tentaram encontrar temas para discutir, e depois de várias falsas partidas com investimentos e depois política, finalmente encontraram algo em que eles poderiam concordar, o Chicago Bears futebol. Logo eles estavam animadamente discutindo jogadas e a última prisão do zagueiro.
Minha mãe comeu em silêncio, apunhalando o seu jantar e o empurrando em torno de seu prato. Meu hambúrguer estava delicioso, e eu me perguntei por que nunca tinha pedido um antes. Comi tanto que meu vestido estava quase estourando quando deixámos o restaurante um pouco mais tarde.
Joe e eu permanecemos no estacionamento depois que meus pais se afastaram. Sua camionete destoava no estacionamento cheio de carros de luxo, sedãs e SUVs. Incluindo o meu próprio.
É Sophia quem está com Mad?
— Sim. — Ele respondeu.
— Você tem tempo para uma bebida? Eu não moro muito longe daqui.
Gostava da ideia de que ele soubesse onde eu morava, para não mencionar que eu estava ansiosa para continuar de onde paramos na última noite antes de sermos interrompidos pelo pesadelo de Madison.
Ele suspirou e passou as mãos pelo seu cabelo, em seguida, afrouxou a gravata no colarinho.
É melhor não.
O ar ao nosso redor mudou. Parecia duro, frio.
— Joe? — Dei um passo mais perto. — Por que isso?
Eu me preparei, pronta para ouvir que o julgamento da minha mãe foi demais e que ele estava me cortando da sua vida.
— Eu preciso chegar em casa para ver Mad.
Seus olhos se recusaram a olhar para os meus e eu sabia que havia algo que ele estava escondendo.
Eu estava prestes a dizer-lhe que Mad ficaria bem pela próxima hora, mas algo sobre sua postura rígida me disse para não pressioná-lo.
— Ah, então eu acho que poderia ir com você para sua casa.
Ele deu um passo para trás. — Esta noite não, Demi.
Fiz uma careta e quando, de repente, percebi que ele tinha me chamado Demi, em vez de docinho, meu estômago torceu em um nó doloroso.
— O que há de errado?
— Ouça, Dê. Você e eu nos divertimos, mas ambos sabemos que eu não posso pagar as merdas a que você está acostumada. Spa, pedicures e jantares caros não se encaixam na minha vida. Isto tem que acabar em algum momento e quanto mais tempo passarmos juntos, mais vai doer para Mad quando isso acontecer.
— Sinto muito, eu só pensei que o mergulho quente e a massagem seriam bons para as pernas dela.
Essa visita ao spa não tinha sido por mim. Eu tinha feito isso pela Madison. Seus olhos se arregalaram em compreensão e um flash de culpa cintilou através deles.
— Independentemente disso, você sabe que eu estou certo. A desaprovação foi notória nos rostos de seus pais. Eu não fui para a faculdade. Eu não tenho nenhum diploma. Tenho responsabilidades, uma hipoteca e a custódia total de uma irmã de seis anos de idade.
— O que foi tudo aquilo lá dentro de “Demi é uma menina grande, e ela sabe o que
quer?” — Eu o desafiei. Claro, ele tinha responsabilidades, mas eu já não mostrei a ele que estava a bordo com a Madison? E daí se ele não tinha um diploma universitário?
Ele tinha um maldito mestrado em sedução.
— Você é uma adulta. Deve ser capaz de se impor a seus pais.
— Bem... eu sei o que quero. — Meu tom foi desafiador e meus olhos não vacilaram nos seus.
Ele suspirou e afastou os olhos de mim. — Isso até pode ser verdade, mas eu tenho uma menina para cuidar. Ela não tem ninguém. Ela tem que vir em primeiro lugar. Desculpe.
— Eu sei. — Eu entendia isso, realmente.
— Você está me dizendo que acha que seus pais alguma vez aceitariam o nosso namoro? Não. Você sabe que não. Sua mãe estava tentando te juntar com Peter, enquanto eu estava sentado bem ali.
— Não me importo.
— Eu importo. — Sua expressão não vacilou. Era como se alguém tivesse me socado no meu peito e eu estava lutando para respirar.
— Joe... — Estendi a mão para o seu antebraço, mas ele deu um passo para trás.
— Vá para casa, Demi.
Seu tom de voz sem emoção praticamente congelou a minha pele e eu tropecei para trás em meus saltos. Não querendo que ele me visse chorar, eu me virei e corri para o meu carro.



XOXO Neia *-*

o próximo capitulo promete.....

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Capítulo 13 - INICIO MARATONA

Joe
Ter o corpo disposto de Demi tão perto quase me enviou sobre a borda. Observar sua pequena mão envolver meu eixo tinha enviado uma latejante corrida de sangue para meu pau. Eu era louco o suficiente para acreditar que algo resultaria disso, além de uma amizade centrada em torno de Madison e dos benefícios paralelos de adorar seu corpo doce uma vez que o sol se punha? Certamente ela percebia que eu não me encaixava na sua vida, definitivamente. Mas queria aproveitar o que eu tinha, por tanto tempo quanto eu conseguisse ter. Naquela noite eu adormeci com a memória da voz suave de Demi lendo o livro favorito de Madison, e como ela animou as vozes de cada personagem de um jeito diferente para fazer Madison rir. Com um sorriso sonolento plantado em meus lábios, eu caí no sono.
No sábado, Demi ligou e perguntou se poderia pegar Madison para um dia de meninas. Depois que me recuperei do meu silêncio atordoado, eu concordei. Esta menina continuava a me destruir. Era como se ela soubesse o caminho para o meu coração endurecido, através de Madison. Talvez eu nunca tenha considerado um relacionamento sério antes porque ninguém nunca tinha mostrado interesse em desenvolver um relacionamento com Madison também. Uma vez que elas descobriam sobre a minha irmã, normalmente corriam.
Uma hora mais tarde, Mad gritou o nome de Demi enquanto observava o pequeno SUV BMW parar ao lado do meio fio. Nós encontramos Demi na calçada.
— Então, o que vocês meninas farão hoje?
— Bem, eu estava pensando em deixar a senhorita Madison escolher. Nós poderíamos ter um dia de beleza no spa, ou podemos ir a uma loja onde podemos escolher uma estatueta de cerâmica para pintar.
— Yeah! — O rosto de Madison se iluminou.
— Qual, boneca? Você tem que escolher. — A generosidade de demi já era demais sem abusar.
O rosto arredondado de Mad parou em concentração por um instante antes que ela olhasse para Demi.
— Podemos fazer as duas coisas?
Demi sorriu aquele sorriso torto que eu adorava e assentiu.
— Claro meu docinho.
Eu ajudei a afivelar o cinto de Madison no banco de trás e coloquei seu andador na mala, em seguida, me reuni com Demi na porta do motorista.
— Você tem certeza que está bem com isso?
— Absolutamente. Vá aproveitar seu sábado. Basta manter as chamadas preocupadas em um mínimo. — Ela bateu no meu peito.
— Ok.
Eu as assisti ir embora. A menina que era dona do meu coração e a bonita Demi que o estava levando para um rumo totalmente novo.
Aproveitei a oportunidade rara para uma sessão de treinos extra com Ian, mas voltar para uma casa vazia parecia estranho. Após cerca de uma hora de andar de um lado para o outro e sem nada para fazer, eu decidi ligar para Demi para saber delas. Talvez ela estava ficando louca. Era definitivamente a hora de ver como ela estava. Eu disquei seu celular e ela respondeu ao primeiro toque.
— Oi Joe. — Ela parecia sem fôlego. — Nós terminamos o local da cerâmica e já almoçamos. O que houve?
Eu ouvi um riso no fundo. — Onde vocês estão?
— No spa apenas no final da rua. Tudo bem se Madison cortar o cabelo? Será apenas as pontas.
— Ah, com certeza, sem problema. — Minha vizinha costumava corta-lo, mas que se dane. — Onde vocês estão? Eu poderia me encontrar com vocês e ver Madison.
— Claro. Ela adoraria, eu tenho certeza. — Ela me deu as instruções e eu parti em minha camionete, precisando sair da minha casa demasiado silenciosa.
Quando entrei no spa, fui saudado pelos sons de música da ‘nova era’, misturada com cantos de pássaros e o murmúrio de água, e cheiro de lavanda que era tão forte que me deu um tapa no rosto.
Virei uma esquina e encontrei Demi e Madison sentadas em umas cadeiras grandes, com os pés apoiados na sua frente.
— Joey! — Madison gritou uma vez que ela me viu.
Elas balançaram as unhas cor de rosa para mim. Eu não tinha certeza do que era suposto eu elogiar.
— Olhe para isso. Duas garotas muito bonitas.
Elas sorriram para o meu elogio, por isso parecia que eu tinha dito a coisa certa e nos dirigimos para a frente.
— Aqui. — Demi me entregou seu cartão de crédito. — Você pode pagar? Eu quero ir a padaria ao lado. Vai ser apenas um minuto.
— Claro.
Eu tomei o cartão, mas planejava pagar com o meu próprio, uma vez que Demi saísse. Ela já tinha feito muito por nós. Mas quando a garota no balcão me disse que o valor era de trezentos dólares, eu relutantemente entreguei o cartão de Demi. Trezentos dólares para pôr veniz na unha e dois cortes de cabelo? Seu cabelo nem sequer parecia diferente para mim. Uma coisa estava clara, Demi levava um estilo de vida que eu nunca seria capaz de oferecer. E eu certo como a merda não precisava que Mad se acostumasse a este tipo de tratamento.
Demi voltou alguns minutos depois carregando uma pequena caixa rosa de bolo, parecendo presunçosa. Ela assinou o recibo do cartão de crédito, pegou o cartão do balcão e saiu juntamente com Madison para o carro.
— Vejo você de volta em casa. — Ela falou.
Eu as fiquei olhando inutilmente até se afastarem, em seguida, fui para a minha camionete. Parei no caminho para pegar o jantar para nós três, precisando fazer algo para que as coisas ficassem novamente sob controle.
Uma vez que cheguei em casa eu podia ouvir Madison cantando e brincando em seu quarto e encontrei Demi sentada no sofá esperando por mim. Coloquei os sacos de comida na mesa e me virei para ela.
— Você não tinha que fazer tudo o que fez hoje. — Minha voz saiu mais severa do que eu pretendia.
Ela se levantou e colocou as mãos nos quadris.
— Eu sei, Joe.  Eu queria. Eu nunca tive uma irmã mais nova. Você já pensou que talvez eu goste de passar tempo com ela?
Merda. Eu parecia um idiota. Esfreguei a parte de trás do meu pescoço.
— Desculpe, apenas é que isto é tudo muito novo para mim.
Não havia como negar que a maneira como Demi tratava Madison complicava mais as coisas entre nós. Torcia meu interior, e trazia meus instintos protetores.
Sua expressão se suavizou. — É novo para mim também. — Ela inclinou seu quadril contra o balcão, chegando inconscientemente mais perto de mim.
Eu ergui minha mão para tocar seu rosto, incapaz de resistir a tocar sua pele macia. Alisei meu polegar calejado ao longo de sua mandíbula.
— Hey. — Seus olhos encontraram os meus. — Sinto muito. Eu fico sensível quando o assunto é ela.
— Sim, eu notei. Essa é a última vez que eu tento fazer algo de bom.
Seu tom estava sério, mas ela olhou para mim com aquele sorriso torto malicioso dela. Eu queria beijar o sorriso de seu rosto lindo.
— Ah, não seja assim, docinho. Vamos. Fique para o jantar.
Ela olhou para o relógio. — Isso provavelmente poderia ser arranjado.
— Você tem algum lugar para ir? Não me diga que é outro encontro quente com a jóia do clube de campo.
Ela riu. — Não, na verdade Peter não ligou mais. É só a minha mãe que fica me perseguindo para eu ir jantar. Deixe-me ligar para ela e ver se consigo adiar para amanhã à noite.
— Claro. Venha para dentro quando você tiver acabado.
Madison veio pelo corredor para mostrar suas unhas rosa combinando com as dos pés e a fada rosa de cerâmica que ela tinha pintado. Era uma explosão de rosa invadindo a minha casa, inferno, a minha vida.
— Vou colocá-la no meu quarto. — ela falou, já descendo o corredor.
Demi voltou e veio direto para mim, com um sorriso no rosto. Eu a puxei para um abraço.
— E aí? Você vai poder ficar?
Ela se aninhou em meu pescoço e inalou. — Sim, mas eu tive que fazer um acordo com a minha mãe.
Beijei seus lábios, em seguida, me afastei para olhar para ela.
— O quê?
— Eu disse a ela que estava com meu amigo Joe e ela insistiu que você se juntasse a nós para o jantar. Você está livre amanhã?
— Jantar? Com seus pais?
Afastei-a um pouco, avaliando-a. Ela não podia estar falando sério. Pensei que estávamos apenas nos divertindo, mas isso... encontrar os pais era algo mais, não era?
Seu lábio inferior destacou-se.
— Tudo bem?
— Ah, com certeza. Eu provavelmente posso pedir a Sophia para ficar aqui.
Seu sorriso vacilou momentaneamente a menção do nome de Sophia.
— Ok.
Demi ajudou Madison a lavar as mãos enquanto eu arrumava a mesa. Eu tinha parado no restaurante da vizinhança, e por não saber o que Demi gostava, eu peguei um hambúrguer e uma salada de frango grelhado para ela, junto com meu hambúrguer normal e um sanduíche para Madison de queijo grelhado.
Quando estávamos todos sentados em torno da mesa, Demi escolheu a salada de frango grelhado no jantar e Madison anunciou que queria salada, também. Demi graciosamente compartilhou a salada, dividindo-a em dois pratos enquanto eu guardava a comida extra na geladeira para o jantar da outra noite.
Conversamos um pouco enquanto comíamos, Demi e Madison relembrando seu dia de meninas. Assim que terminou com o jantar, Demi pulou da cadeira.
— Ah, eu quase esqueci. Trouxe a sobremesa. — Ela pegou a caixa rosa da padaria do balcão.
Balancei minha cabeça lentamente. — Você está nos estragando. O que você comprou?
— Cupcakes  , o que mais? — Ela sorriu.
Eu ri e Mad bateu palmas, completamente inconsciente do apelido de Demi.
Eu me inclinei para trás, pousndo um braço nas costas da cadeira de Demi e observei enquanto Demi removia um cupcake rosa fosco da caixa e o colocava na frente de Mad, tirando a película de papel. Os olhos de Madison arregalaram e ela não perdeu tempo mordendo o deleite enorme. Por seu entusiasmo, você pensaria que eu nunca alimento essa pobre criança. Demi riu e limpou a cobertura rosa da ponta do nariz de Mad.
Nós assistimos Mad terminar seu cupcake em relativo silêncio.
— Você não tem que fazer tudo isso sabe.
— Eu queria. — ela falou de volta.
Eu sabia que não adiantava discutir com ela, mas algo sobre isso não me parecia bem. Ela estava aqui cuidando de Madison e ficando comigo porque ela tinha pena de nós? Nós não precisávamos de sua maldita caridade.
Parecendo sentir o meu humor, Demi mergulhou seu dedo indicador na cobertura de um cupcake e trouxe-o para minha boca, seus olhos brilhando com desafio. Eu estendi a mão e agarrei-lhe o pulso, meus olhos presos nos dela enquanto eu girava a minha língua suavemente em todo o comprimento de seu dedo.
Demi soltou um gemido áspero. Mad riu ao nos ver, chamando a nossa atenção para o fato de que nós tínhamos compania. Eu limpei minha garganta, tentando recuperar alguma compostura e parar a dor latejante nas minhas bolas.
— Você quer mostrar a Demi como toma seu banho, enquanto eu limpo a cozinha?
Madison pulou e com uma mão segurando seu andador, ela agarrou a mão de Demi com a outra.
— Vamos, Dê. Eu vou te mostrar onde eu guardo as minhas bolhas.
Observar as duas juntas me fez questionar se Mad precisava mais de uma companhia feminina estável em sua vida. O pensamento me preocupou.
Eu limpei a cozinha ouvindo aos sons agradáveis de riso feminino e esguichos de água que vinham do fundo do corredor. Uma vez que tinha terminado, olhei para o banheiro, encontrando Madison coberta de bolhas, brincando com seus brinquedos de banho e Demi ajoelhada ao lado da banheira, balançando sua bela bunda para mim.
Eu tomei um momento para inspecionar sua parte traseira bem torneada, a forma como os jeans abraçavam suas curvas e como a blusa tinha subido, expondo a curva da parte inferior das costas. Ela era sexy como o inferno e nem mesmo sabia disso.
E ver seu lado afetivo com Mad, porra, isso trazia todos os lados de macho alfa em mim. Eu a queria.
Elas me viram olhando, e Demi se endireitou, puxando a camisa para baixo para cobrir a carne nua de costas.
— Dê, você pode tomar um banho e usar minhas bolhas quando eu acabar, se você quiser. — Disse Mad.
Os olhos de Demi se arregalaram, vermelho subindo em suas bochechas. Ela deu à menina um sorriso trêmulo.
— Oh não, obrigado querida. Está tudo bem.
— Termine o banho. É hora de dormir. — Eu rosnei.
Elas notaram a aspereza da minha voz e os olhos de Demi permaneceram nos meus.
— Vamos lá, vamos te secar. — Ela instruiu, sua voz ficando instável assim como a minha.
Demi colocou Madison na cama e me encontrou na sala de estar. Sem uma palavra ou um único momento de hesitação, Demi atravessou a sala, e abaixou-se no meu colo. Eu coloquei a mão na bunda dela, puxando-a mais para perto, e a beijei. Seus beijos suaves e carinhosos estavam mexendo com a minha cabeça. Isso já não parecia apenas para diversão. Parecia mais. Muito mais.

XOXO Neia *-*