terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Capítulo 11

Joe
Cheguei em casa do trabalho um pouco antes das seis. A irmã mais nova de Ian, Sophia, que tinha 19 anos e tinha aulas na faculdade comunitária vizinha, muitas vezes tomava conta de Madison e ela estava aqui em casa desde as três para receber Madison quando chegasse no ônibus da escola.
Entrei em casa e encontrei Madison jantando na mesa, e Sophia sentada com ela, lixando as unhas.
— Joey! — Lily deixou cair o garfo e estava em meus braços em segundos.
— Você já fez seus exercícios? — Eu beijei o topo de sua cabeça.
— Ainda não. Eu e Sophia estávamos brincando.
Olhei para Sophia. Ela deu de ombros e murmurou um pedido de desculpas, levantando-se para me cumprimentar com um abraço.
— Mmm, alguém cheira bem. — Ela enterrou seu nariz no meu pescoço.
— Não faça isso. Eu tenho um… encontro. — Depois do trabalho, eu tinha começado um treino rápido com Ian e tomado banho no ginásio antes de voltar para casa.
— Um encontro? Você? — Sophia estreitou os olhos em descrença. — Você não namora. Deus sabe que eu venho tentando fazer você me pedir por anos.
— Sophia... — Eu gentilmente a conduzi para longe de meus ombros, acrescentando alguma distância entre nós. — Você sabe que Ian arrancaria minhas bolas se eu colocasse um dedo em você. — O que era inteiramente verdade, mas era mais que isso. Sophia tinha crescido e se tornado uma bela jovem, o problema era que, quando eu olhava para ela, ainda via a menina desengonçada de dez anos de idade, cuja bonecas Barbie tornaram-se regularmente prisioneiras de guerra de Ian e minhas.
— Podemos lidar com ele e você sabe disso. Ian não é o meu dono nem meu chefe. — Sophia sorriu, piscando os cílios, descansando a mão no meu antebraço.
Ah, eu definitivamente sabia que ela ficaria mais do que feliz em ultrapassar esse obstáculo.
Ela tinha tentado por meses me fazer nota-la, limpava a minha casa nos seus minúsculos shorts, e oferecendo-se para cuidar de Madison para mim a qualquer momento do dia ou da noite. E mesmo que eu soubesse os motivos dela, deixei-a fazer isso. Se isso me fazia um ididota, então que assim fosse. Eu não estava prestes a recusar a sua ajuda. Ambos sabiamos que eu precisava, mas tinha certeza que ela mantinha a esperança de eu mudar minha opinião sobre ela. Sobre nós.
— Termine o seu jantar, Madison. Tenho companhia vindo aqui esta noite.
É Demi que vai voltar? — O rosto de Madison desabrochou em um sorriso quando eu assenti.
— Quem é Demi?
Quem é Demi? Essa era uma pergunta muito boa. A garota com quem eu não tinha uma chance do inferno na vida real. Uma menina que tinha o rosto de um anjo e o corpo de competir com qualquer estrela pornô. Alguém doce para minha irmã e, provavelmente, capaz de destruir o meu coração.
— Apenas uma amiga. — eu disse.
Sophia revirou os olhos. — Uh huh, amiga a minha bunda. — Ela bateu com a palma da mão sobre sua boca. — Eu quis dizer bumbum. — Ela olhou para Madison, que estava agora rindo. — Vou limpar um pouco a casa para você. Vá se preparar para a sua companhia, garanhão. — Ela me deu um tapa na bunda.
— Obrigado, Soph. — Eu me arrastei para a lavandaria, colocando minhas roupas de ginástica úmidas na máquina de lavar. — Você arrumou o seu quarto, Mad? — Eu chamei do fundo do corredor. Eu tentava tanto quanto possível tratá-la como uma criança normal. Eu queria que ela crescesse independente e auto suficiente, não pensando que ela era diferente do que qualquer outra pessoa, ou incapaz de cuidar de si mesma. Afinal de contas, um dia eu poderia não estar mais por perto para ajudá-la. E era algo que eu não queria nem pensar.
Eu a ouvi ir para o quarto apressadamente e ri para mim mesmo enquanto colocava roupas na máquina de lavar.
Quando entrei na sala, Sophia tinha prendido o cabelo num rabo de cavalo e tinha retirado seu moletom folgado, ficando apenas com uma camiseta colada ao corpo e jeans. Ela estava correndo ao redor da casa, limpando a sala, pegando itens perdidos e fazendo a casa ficar apresentável.
Eu tinha a sensação de que ela estava apenas ficando por perto para avaliar a garota com quem eu supostamente tinha um encontro. Nem tinha certeza se isto era um encontro. Eu não sabia o que me levou a dizer isso. Talvez porque eu sabia que Demi não era o tipo de garota que você fodia casualmente.
Uma batida na porta da frente enviou um arrepio pela minha nuca, levantando os cabelos dessa zona e deixando todos os meus sentidos em antecipação.
Sophia correu para a porta, mas eu a impedi de abrir.
— Deixe que eu faço isso.
Ela deu um passo para trás e colocou as mãos nos quadris.
É claro.
Balancei a cabeça e respirei fundo, em seguida, abri a porta. Demi parecia impressionante. Ela usava um vestido de manga curta azul-marinho que abraçava suas curvas, e parava um pouco acima dos joelhos. Suas pernas tonificadas eram de um tom bronzeado e ela estava calçando sandálias sensuais de cor prata. Ela parecia sexy e inocente ao mesmo tempo.
— Entre. — Eu dei um passo para trás para permitir que ela entrasse. Sophia limpou a garganta atrás de mim, e eu afastei meu olhar de Demi.
— Esta é Sophia, uma amiga minha e de Madison. — Fiz um gesto para ela. Não me escapou que ela e Demi estavam trocando um olhar estranho, se avaliando. — Sophia já estava de saída. Obrigado por hoje, Soph.
Um sorriso se arrastou nos seus lábios, um olhar presunçoso em seu rosto. — Amanhã à mesma hora?
— Não, eu tenho tudo sob controle. Além disso, eu não gosto que você mate aula para cuidar de Madison para mim.
Ela agarrou sua bolsa e moletom do sofá e fixou sua bolsa através de seu corpo.
— Joe Jonas, você sabe que eu faria qualquer coisa por você.
Ela sorriu para mim maliciosamente. Não me passou desapercebido que ela estava tentando dar a entender a Demi que havia mais do que amizade entre nós.
Não havia. Nunca houve e nunca haveria, apesar de como ela tentava me seduzir. Uma vez que Sophia se foi, Demi se agitou nervosamente na entrada, brincando com a alça de sua bolsa. Tirei-a de seu ombro.
— Ei, ela é irmã do meu melhor amigo. Isso é tudo. Ok?
Ela assentiu com a cabeça de forma obediente, a voz quase um sussurro.
— Okay. — Ela tirou suas sandálias de salto, ficando vários centímetros mais baixa e me seguiu para dentro.
Madison chegou fazendo barulho no corredor e Demi caiu de joelhos para a envolver em um abraço gigante. Madison conversou sobre o seu dia e Demi assentiu e riu, parando para fazer perguntas. Foi surpreendente ver o quanto Madison já gostava Demi. Era doce e, ao mesmo tempo preocupante. Se Demi não ficasse por aqui, eu sabia que teria uma menina de coração partido em minhas mãos.
Perguntei a Demi se estava bem para ela que preparássemos Madison para dormir, e ela assentiu e foi ajudar a Madison com seus alongamentos. Demi sentou-se no chão com Madison, mostrando-lhe um par de novas formas de esticar suas costas e pernas.
O acúmulo de observar Demi era como uma tortura lenta, os olhares demorados, os toques casuais de nossa pele, e, finalmente, colocamos Madison na cama.
Demi me seguiu pelo corredor em direção à sala de estar. Eu a vi dar um passo hesitante na direção de onde eu estava sentado no sofá. Todo o oxigênio foi sugado da sala, o ar estava tenso, agora que a nossa pequena estava dormindo profundamente.
Tê-la aqui comigo, com Madison, estava fodendo com a minha cabeça. Eu não podia sequer começar a entender seus motivos.
Demi se mexeu na porta, como se fazendo uma pausa para minha inspeção.
Seu vestido terminava pouco acima dos joelhos, e meu olhar viajou de cima a baixo por suas pernas nuas.
— Você está bonita. — Minha voz estava rouca.
— Eu tive um encontro.
Ela tinha tido um encontro hoje e o idiota tinha deixado que ela fosse embora?
Suas pernas nuas eram tonificadas e bronzeadas, as unhas dos pés pintadas de rosa pálido. Ela estava impressionante.
— Venha aqui. — eu instrui.
Ela obedeceu, cruzando a sala para ficar na minha frente, os olhos arregalados ao encontrar os meus. Eu deslizei um único dedo sobre o dorso de sua perna nua e senti-a estremecer sob o meu toque.
— Então me conte sobre este encontro que você teve. — Eu continuei preguiçosamente acariciando a pele macia atrás de seu joelho.
Ela engoliu em seco e respirou fundo. — Ele me levou para o seu clube de campo para jogar tênis e depois almoçamos.
— E agora você está aqui, nesse bairro pobre comigo? — Eu senti ela fechar seus joelhos para manter-se firme. — Eu não sou de rosas, velas e clubes de campo. Encontros comigo não incluem tênis. — Eu não sabia porque a estava provocando, só queria a honestidade dela, por isso dei-lhe o mesmo tratamento.
— Não? — ela provocou, encontrando sua foz, porém fraca.
— Não, docinho. Eu sou mais de cerveja e asas picantes, e sexo na cabine da minha caminhonete. — Ela ofegou e seus joelhos tremeram. Eu passei as duas mãos em torno das costas de suas pernas para segurá-la. — Mas para você eu provavelmente poderia fazer uma exceção. — Seu olhar segurou o meu e o ar ficou mais denso em torno de nós.
— Mas e se eu gostar da ideia da cerveja e asas picantes? — Ela desafiou.
Eu notei que ela convenientemente deixou de fora a parte sobre sexo, e eu sabia que não deveria, mas caramba, eu queria ver a reação dela.
— Eu quis dizer que a exceção seria que em vez de minha caminhonete, eu iria espalhar você na minha cama onde te poderia foder corretamente.
Ela soltou um gemido suave e suas pernas cederam completamente. Eu a puxei para o meu colo, em vez de deixá-la colapsar em uma pilha no chão.
— Te segurei. — Eu respirei contra seu cabelo. Seu coração estava batendo tão rápido que eu podia ver o pulso vibrando contra seu pescoço. Estava me deixando duro. Eu elevei seu queixo, puxando-a até que seus lábios encontrassem os meus e beijei-a suavemente. — Diga-me o que você quer, Demi.
— Eu não posso.
Franzi o cenho. — Não pode ou não quer? — Ela engoliu em seco e olhou para baixo. Nós íamos ter que trabalhar nisso. Mas as coisas mais urgentes primeiro.
— Vamos comer alguma coisa. — Eu mudei ela do meu colo para sentar no sofá ao meu lado. — Você quer ficar em casa, ou eu poderia tentar encontrar uma babá para
vir...
— Vamos ficar.
— Eu costumo encomendar alguma comida depois que coloco Madison na cama. O que você gostaria?
— O que você costuma pedir está bom.
— Bem, há sempre cerveja e asas de frango... — Eu sorri e levantei uma sobrancelha. Ela definitivamente não era uma garota do tipo ‘cerveja e asas de frango’.
Mas sem perder o ritmo, ela sorriu e acenou com a cabeça.
— Parece bom para mim.
— Está bem para você se for um pouco picante?
Ela assentiu com a cabeça, ignorando a insinuação.
— Contanto que não seja muito picante.
— Eu acho que você pode lidar com isso.
Encontrei seu olhar e o segurei. Seus grandes olhos castanhos arregalaram e encontraram os meus. O jeito doce dela ao não recuar e sua curiosidade sincera sobre essa coisa acontecendo entre nós, mexeu com algo dentro de mim.
Peguei meu telefone e disquei. — Hey, Billy. Sim, faça duas doses do costume. — Levantei e atravessei a sala. — Você ficará bem em esperar aqui, enquanto eu vou pegar a comida? Só vai levar alguns minutos.
— Claro.
Quando voltei com um pacote de seis de cerveja e as caixas de comida, Demi já tinha pego alguns guardanapos e pratos da cozinha. Nós nos estabelecemos no sofá novamente para comer.
Abri os recipientes de asas e aipo, colocando-os na mesa de café.
— Coma tanto quanto você quiser.
— Obrigado. — Ela olhou para a comida com suspeita antes de delicadamente colocar um guardanapo em seu colo. — Eu realmente nunca comi asa de frango antes. — ela admitiu.
— Nunca?
Ela balançou a cabeça.
Droga. Esta menina era realmente de um campeonato totalmente diferente. Ela provavelmente nunca comia qualquer coisa que não necessitasse utensílios. Eu queria dizer que ela não precisava se preocupar em ficar suja na minha frente, mas ela me surpreendeu por atacar de imediato, levantando uma asa de frango do recipiente e olhando-a curiosamente como se imaginando por onde começar.
Eu observei enquanto ela cuidadosamente mordiscou a carne, ficando molho em seu lábio inferior e nos dedos dela.
— Mmm... É bom. — Ela pareceu surpresa. Observa-la lamber o molho de seus dedos estava fazendo coisas loucas para minha virilha.
— Bom. — Joguei os guardanapos em sua direção. — Agora coma.
Ela continuou roubando olhares para mim pelo canto do olho, mas nós comemos em um silêncio relativo. Tirei uma cerveja do pacote de seis e ofereci a ela.
— Você gostaria de uma?
Ela assentiu com a cabeça. Eu tirei a tampa e entreguei-lhe a garrafa aberta. Ela imediatamente trouxe aos lábios, provavelmente para lavar o picante dos alimentos. As asas estavam mais picantes do que o habitual, mas ela não reclamou.
— Você se importaria se eu ligar o jogo? — Perguntei, estendendo a mão para o controle remoto.
Ela estava concentrada em outra asa e deu um meio aceno.
Liguei no jogo, mais para ruído de fundo do que qualquer outra coisa.
Demi se inclinou para frente em seu assento.
— Quanto está o jogo?
— Você gosta de futebol? — Eu não poderia esconder a surpresa na minha voz.
Ela assentiu. — Eu amo os Bears. Assistir futebol era a única coisa normal que eu fazia com o meu pai. — Ela sorriu.
Oh. Uma menina que gosta de asas e cerveja, e agora ela me diz que é uma fã dos Bears também. ‘Senhor, tenha piedade.’ Minha determinação para ficar longe dela tinha acabado de ficar mais interessante.
Nós terminamos de comer e eu limpei a comida, mas Demi me instruiu a deixar a cerveja. Estávamos ambos na segunda, e o fato de que ela não tinha muita tolerância para o álcool era evidente pela forma como estava encostada no sofá, se aconchegando ao meu lado.
Ela era mais divertida do que o jogo, livremente gritando com a TV sempre que o árbitro tomava uma decisão ruim. Eu observei como ela inclinou a garrafa para os lábios e tomou um longo gole, seu pescoço gracioso se movimentando quando ela engoliu. Ela colocou seus pés em cima da cabeceira do sofá e eu os puxei para meu colo. O contato chamou sua atenção e ela mudou de posição de modo que estava de frente para mim.
— Joe? — Ela sussurrou na sala mal iluminada.
— Agora que nós já comemos, é hora de termos nossa conversa, docinho. — Comecei a esfregar gentilmente seus pés. — Diga-me o que você quer.
Ela se inclinou e pôs sua garrafa de cerveja na mesa de café antes de voltar a me enfrentar. Ela mordeu o lábio como se insegura de si mesma, e olhou para todos os lugares, menos para mim.
— Isso. Você. Eu quero que você... me ensine. — Ela engoliu, sua língua deslizando para fora para lamber seu lábio inferior.
Ela sabia o que estava me pedindo? Ela poderia entender?
— Ensinar o quê?
— Como... te dar prazer...
Eu levemente segurei seu queixo com a ponta dos dedos e o levantei para que pudesse encontrar seus olhos.
— Como me fazer gozar?
— S... sim. — ela choramingou.

Ela se inclinou e deu um beijo doce na minha boca e meu pau saltou para a vida em meu jeans. Ela queria entender como agradar um homem, mas sua inocência sexy já garantia que não ia ter que tentar muito. Eu precisava me controlar antes que arrancasse sua calcinha e mostrasse exatamente o que fazer.

XOXO Neia *-*

É tão bom entrar de ferias :P mas o que é realmente importante, E então que acharam??? sera que é desta?? bem so para terem uma pequena ideia do que vai ser o proximo...so digo que é MEIO HOT, nao um completo, mas promete....kiss

domingo, 15 de dezembro de 2013

Capítulo 10

Demi
Selena e eu sentamos em uma mesa de canto na lanchonete do hospital, tendo a nossa pausa para o almoço. Bem, nós o chamamos de almoço, mas já eram três da manhã. Fiquei com alimentos de café da manhã, enquanto Selly geralmente optava por jantar. A única coisa que nós tínhamos em comum, no entanto, era o consumo de grandes quantidades de café.
— Parte de mim quer sair da minha imagem de boa menina e fazer algo louco. Agarrar experiências enquanto eu ainda sou jovem. Quero dizer, será que isso é tão ruim? — Eu não tinha mencionado o convite de Joe para ela. Precisava ver sua reação primeiro.
— Saúde, irmã. — Ela levantou a taça em uma saudação.
— Quero dizer, seria totalmente louco se eu quisesse, por exemplo, me divertir com Joe, experimentar um pouco para ver sobre o que é tudo isso...
Selena cuspiu um gole de café. — Eu não sabia que nós estávamos falando sobre isso! — Limpei o café que ela cuspiu na mesa com uma pilha de guardanapos. — Você faz o que quiser, querida. Mas você sabe que ele não vai ficar satisfeito com sexo baunilha, certo? Ele provavelmente já fez coisas que nós apenas sonhamos.
Eu não sabia no que seus sonhos consistiam, mas sexo baunilha era a extensão dos meus.
— Como?
— Ménage a trois, orgias, sexo anal...
Eu levantei minha mão, parando ela. — Tudo bem. Já é o suficiente, obrigado. — Minhas bochechas ficaram vermelhas com seu discurso. Eu estava interessada em explorar a minha sexualidade com Joe, mas não havia nenhuma maneira que eu estivesse pronta para isso. Eu não podia nem ouvir essas palavras sem corar.
Selena riu. — Relaxe, Dê. Eu lhe disse. Ele tem sorte de estar com uma garota como você. Eu ainda acho que você é demasiado boa para estar com ele, mas essa é a minha opinião. Apenas me prometa que só fará isso se estiver realmente decidida.
Eu estava decidida sobre este assunto? Não tinha certeza. A única coisa que eu tinha certeza era que Joe provocava reações estranhas em meu corpo.
— Como assim?
— Tenha seu divertimento com a estrela pornô, mas me prometa que não vai envolver o seu coração.
Eu quase ri de seu aviso ridículo. O meu coração? Eu queria assegurar a Selena que não havia possibilidade de me apaixonar por Joe, mas minha mente voltou à sua natureza gentil com Madison e as palavras ficaram presas na minha garganta. Assenti em consentimento.
— Meus pais me marcaram um encontro com outro candidato. O nome dele é Peter Sonin, e ele irá me levar para almoçar amanhã.
Ela revirou os olhos. Selena estava bem informada da forma como meus pais se intrometiam na minha vida.
— Tudo bem. Posso te dar uma dica, com toda a seriedade, se você vai fazer isso?
— Claro.
— Você precisa se depilar para ele — completamente — pois ele está acostumado a essas meninas nos vídeos. Você não encontra um pouquinho de cabelo em nenhum lugar delas.
Revirei os olhos. Este era o seu conselho? Eu não estava prestes a raspar todo o meu cabelo púbico só para agradar um homem. Pois não?
— Tenho que voltar para o trabalho. — Eu joguei o meu copo no lixo e enfiei o último pedaço de bolo em minha boca.
Por que eu tinha concordado com um encontro com Peter Wyndham III hoje estava além da minha compreensão. Foi um momento de fraqueza, minha mãe tinha me pego de surpresa enquanto ainda estava intoxicada de passar tempo com Joe, e eu tinha concordado.
Conheci Peter no ano passado na festa de Natal no escritório do meu pai. A mesma festa onde eles me desfilavam como um valioso troféu desde o dia em que completei dezoito anos. Como se eu quisesse um marido. Felizmente Peter era diferente. Ele tinha 24 anos, recém formado numa escola de negócios, e se sentia tão fora de lugar com os contabilistas de meia-idade e suas esposas como eu me sentia.
Havíamos passado a noite sentados numa varanda, eu com o seu paletó cobrindo meus ombros nus, falando sobre a nossa faculdade e cursos favoritos, o meu filosofia, e o dele, economia.
Meus pais tinham adorado nos ver juntos conversando. Ele era um bilhete premiado a seus olhos, tudo o que queriam para mim, um homem branco com idade 20-30, boa genética, bem criado, de uma família de classe média alta de New Hampshire. Saudável como um copo de leite. E tão emocionante quanto.
A excitação deles me fez ficar desconfortável. Eu tinha evitado as ligações dele e as débeis tentativas de encontros deles por seis meses. Era por isso que eu achava desconcertante estar alisando meu cabelo, e passando meu vestido, me preparando para o meu encontro com ele.
Nós tínhamos feito planos para jogar tênis no clube de campo onde ele e meu pai eram membros. Arrumei a minha roupa de tênis em minha grande bolsa, que Selena tinha nomeado o saco Mary Poppins e fui esperar por Peter.
Quando ele parou em sua elegante Lexus prateada, corri para encontrá-lo.
Peter saiu do carro, todo o seu cabelo loiro com gel e com um sorriso branco indicando anos de ortodontia. Ele me encontrou na porta do carro, vestido casualmente com jeans e uma camisa de botão e beijou a palma da minha mão antes de ajudar-me a entrar no carro. O cheiro rico de couro me rodeou e eu me recostei na cadeira.
Algo sobre Peter era familiar, como um par de jeans gastos e confortáveis, mas nada sobre a sua presença, e certamente não seu beijo se aproximava de fogos de artifício. Mais como uma indiferença tolerável. Joe por outro lado... bem, meus mamilos endureciam com o mero pensamento dele.
Depois de uma partida de tênis sem inspiração, que ele previsivelmente me deixou ganhar, almoçamos no pátio espaçoso no clube. Eu pedi um salada de morango e champanhe e Peter pediu risoto de trufas. Bebemos água com gás, enquanto comíamos e Peter contou histórias elaboradas, imaginando que iria me impressionar.
Ele começou com aventuras no veleiro de seu pai, festas loucas com seus amigos da escola preparatória e, finalmente, suas ambições de carreira de tornar-se sócio da empresa com 35 anos de idade. Em nenhuma vez ele me perguntou sobre meus planos. Ou qualquer coisa sobre mim, realmente. Eu encontrei a minha mente vagando até Joe e Madison. Eu me perguntava o que eles faziam no fim de semana. Eu imaginava pequenos almoços de panquecas de chocolate consumidos em pijama enquanto assistiam desenhos animados. O pensamento me fez sorrir. Eu não poderia controlar os olhares ocasionais para o meu relógio, contando os minutos até esse encontro acabar e eu poder ir ver Joe e Madison.
Depois de nosso encontro, Peter me levou para o meu carro, abrindo a porta enquanto eu me sentava no assento do motorista.
— Isso foi divertido. Devemos fazê-lo novamente. Minha família organiza um evento de vinho aqui todos os outonos. Você deveria vir.
— Vou pensar sobre isso. — eu disse, em seguida, fechei minha porta.


XOXO Neia'-'

e entao como foi a vossa semana?? bem, espero que tenha sido boa...e quanto ao capitulo, gostaram?? comentem kiisss

domingo, 8 de dezembro de 2013

Capítulo 9

Joe
Por muito que eu quisesse Demi, ela merecia melhor, especialmente por ser sua primeira vez. Não era certo ela apenas procurar alguém para acabar com isso. Ela não era esse tipo de garota. Ela merecia rosas, velas, esse tipo de merda. E eu não era esse tipo de cara.
Eu enxotei-a para fora da minha casa o mais rápido que pude sem parecer um idiota, meu pau gritando em protesto durante todo o tempo. Eu queria-a como um louco. Apenas o pensamento de enterrar-me no seu calor molhado e apertado era o suficiente para me deixar louco. Sim, eu tomei a decisão certa ao manda-la para casa.
Mas maldição, se eu não me escondi em casa como um medroso de merda enquanto ela andava sozinha para o carro. Eu acendi a luz da varanda e a observei a partir da janela até que ela estava em segurança dentro de seu carro e se afastando. Eu não confiava em mim para estar perto dela naquele momento.
Era o melhor. Pelo menos foi o que eu disse a mim mesmo enquanto subia na cama com um furioso tesão que se recusava a ir embora.
Na manhã seguinte eu encontrei Ian no ginásio depois de deixar Madison na escola.
Tudo o que ela falava era “Dê isso, Dê aquilo”. Me deixou maluco. Já era bastante difícil manter a mulher longe dos meus próprios pensamentos, mas com Madison agora firmemente fã de Demi, isso era quase impossível.
Eu esperava que levantar pesos com Ian iria limpar a minha cabeça, mas até agora tinha sido difícil.
— Por que sua cueca está numa reviravolta ? — Ian zombou de mim, próximo a um banco de peso. — Você está levantando peso como uma garota hoje.
Enviei-lhe uma carranca de “não brinque comigo” e acrescentei um outro conjunto de quarenta e cinco kilos ao meu supino. Eu estava lutando contra o peso na quarta repetição. Droga.
Ian puxou a barra para cima e me ajudou com o peso.
— Sério, cara! Fale comigo.
— Isso não é o programa da Oprah, irmão. Cuide da sua própria vida.
Ele riu e balançou a cabeça, deixando-me sozinho no meu banco. Quando eu me encontrei com ele na sauna, ele se manteve fiel ao sentimento. Não me fez mais perguntas sobre o meu humor de merda, e em vez disso nós conversamos sobre a estratégia de sua próxima luta.
Ian era um lutador de artes marciais mistas. Ele era muito melhor do que eu, e eu sou homem o suficiente para admitir isso. Eu também não estava com medo de me deparar com ele no ringue, mesmo que ele fosse rápido como um relâmpago e seus chutes me tirassem o ar dos pulmões. Mas meus ganchos de esquerda fodiam qualquer um e eu, ocasionalmente, pegava-o desprevenido. Mas mais frequentemente do que não, ele não perdia um golpe e minhas costelas tinham contusões para provar isso. Porra, ele tinha que ser bom! Tinha um punhado de empresas locais que o patrocinavam, e teve pais que pagaram por cada lição que se possa imaginar enquanto ele crescia. Ele tinha nascido para fazer isso. Eu, por outro lado, aprendi na hora e ganhava lutas por pura determinação.
Ian limpou o suor dos olhos com uma toalha de mão.
— Então, e você? Está pensando em voltar a lutar em breve? O dinheiro é muito bom se você ganhar.
— Não sei, cara, tente trabalhar em construção com costelas quebradas e um dedo quebrado.
Sem mencionar tentar explicar a uma criança de seis anos porque você está todo roxo e observar seus olhos se encherem de lágrimas quando você explica que aquilo tinha sido em uma luta. Não era algo que eu queria fazer de novo. Ela queria saber com quem eu lutei e porque ele estava com raiva de mim. Eu não gostava de chateá-la com isso. Mas não era como se eu pudesse dizer ao meu adversário, ‘hei homem, não soque meu rosto pois minha irmãzinha fica chateada.’ Não havia nenhuma maneira de evitar colisões e contusões, e até mesmo se eu ganhasse, provavelmente ainda sairia com um olho roxo e que ficaria assim por semanas.
De uma forma ou de outra, eu precisava encontrar um emprego bem remunerado e que não me obrigasse a lutar num ringue, ou ficar nu em uma câmara.
No momento em que eu cheguei em casa da academia, Madison ainda não tinha chegado da escola. Eu tinha apenas o tempo suficiente para fazer a ligação antes que eu amarelasse. Não conseguia parar de pensar em Demi e no jeito que ela tinha ido embora na noite anterior. Ela tinha feito muito em ajudar com Madison e eu praticamente a assediei no meu sofá, disse a ela que queria transar com ela, e então a mandei embora. Liguei para o hospital e pedi para ser transferido para a enfermagem e pedi para falar com Demi. Percebi que eu não sabia o sobrenome dela, mas, felizmente, alguns minutos depois, eles a localizaram para mim.
— Joe? Está tudo bem...?
Sua voz estava preocupada. Merda. Ela provavelmente achava que esta ligação era sobre Madison.
— Tudo está bem. Ouça, eu vou falar isso rápido, porque você está trabalhando, mas eu precisava ligar e dizer que sinto muito que as coisas ficaram estranhas na noite passada. Foi tudo minha culpa.
Ela hesitou por um minuto. — Tudo bem. Eu me diverti muito com Madison e… — ela parou subitamente.
— Eu também. Ouça, posso devolver o favor? Eu gostaria de fazer o jantar. Ou pelo menos comprar o jantar, desde que você provavelmente não irá querer que eu o cozinhe.
Uma risada feminina suave encheu o silêncio entre nós.
— Ok.
— Você está livre amanhã à noite?
— Sim. A que horas devo chegar?
Eu gostei dela ter se oferecido para vir, sabendo que seria mais fácil para mim e Madison se ela viesse à minha casa novamente. Outras meninas com quem eu tentava sair, geralmente ficavam chateadas por eu não poder sair muito.
— Seis horas, está bom?
— Yep! É um encontro. Quer dizer, te vejo então.
Ótimo. Ah, e eu provavelmente deveria ter o seu numero de telefone. Você sabe, só no caso de eu precisar de ajuda com Madison. Você provavelmente não vai querer que eu ligue para o seu trabalho. E eu vou te dar o numero do meu celular, no caso de você precisar de alguma coisa também.
‘Como eu.’
— Tudo bem. — ela disse suavemente. Apenas o som de sua voz trouxe o macho alfa em mim. Eu sabia que estar a sós com ela de novo, provavelmente, não seria uma boa ideia, mas eu também sabia que não conseguia ficar longe.



 XOXO Neia *-*

entao como estao?? espero que tenham gostado do capitulo :P comentem!!!




segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

AVISO + Capítulo 8

Então gente, antes do capitulo tenho de vos avisar que possivelmente este será o único capitulo desta semana... mas não se preocupem que vou continuar a postar!! Esta semana vai ser assim porque vou ter testes terça, quarta e quinta... e tenho de estudar. Se tudo correr bem ate sexta posto de tarde, senão no sábado sem falta!! 

Bom era isso... agora o capítulo..... 



Demi
A súbita aparição de Madison na cozinha não poderia ter vindo em melhor hora. Eu precisava de uma dose de cala a boca. Eu tinha praticamente admitido a Joe que tinha visto ele no vídeo. Deus, eu provavelmente soei como uma pessoa bizarra. Mas não era por isso que eu estava aqui. Era essa doce menina.
O fato de que seu irmão me fazia mais quente que o inferno era um assunto a parte.
Segui-a até o quarto dela e ajudei-a a se despir, retirando suas calças e túnica, enquanto ela mantinha uma mão em seu andador, segurando-se direita. Eu poderia dizer que, quando ela se cansava, sua coordenação e controle muscular caíam.
Ela apontou para a gaveta onde guardava seus pijamas, informando-me que queria os de Cinderela. Eu não pude deixar de notar que a gaveta também tinha algumas camisetas, suavemente gastas, e de tamanho adulto. Eu presumi que fossem de Joe. Aqueles eram, provavelmente, vestidos para ela.
Eu encontrei a camisola rosa da cinderela com rendas amarelas e a coloquei sobre sua cabeça. Notei uma pequena cicatriz enrugada de uma recente cirurgia e uma ondulação acentuada onde sua coluna não conseguiu se formar adequadamente antes do nascimento. Pobrezinha. Eu delicadamente toquei em sua cicatriz, desejando que minhas mãos tivessem o poder de cura-la.
Levei-a até a cama e a cobri. — Descanse um pouco, docinho. — Eu escovei seus cachos loiros para trás de sua testa e me inclinei para dar-lhe um beijo em sua testa. Ela sorriu para mim, sonolenta, com os olhos já começando a fechar.
— Boa noite, Joey, — Ela sussurrou.
Eu me virei e vi sua grande forma preenchendo a porta aberta, sua expressão estava séria.
Joe permaneceu em silêncio, mas seus olhos estavam fixos em mim.
Observando tudo o que fazia, cada movimento meu com ela. A intensidade de seu olhar enviou um arrepio ao longo da minha espinha. Seu olhar era ao mesmo tempo curioso e possessivo.
Arrastei-me do quarto e ele se afastou da porta, permitindo-me fecha-la atrás de nós. Eu estava diante dele no corredor, que de repente parecia apertado e esteito.
— Você provavelmente tinha coisas melhores a fazer do que tomar conta dela durante toda a tarde. — Sua voz era suave, cuidadosa.
— Não, está tudo bem. — Eu não podia acreditar que já estava aqui há seis horas. A verdade era que era bom estar aqui, sentindo-me útil e necessária. Melhor do que ficar sozinha no meu apartamento vazio, estudando.
Ele deu um passo para mais perto e levantou a mão para o meu rosto, acariciando com o polegar a linha do meu queixo.
— Obrigado por... ter cuidado dela, — disse ele sussurrando e com o polegar calejado traçou um delicado caminho ao longo da minha pele.
Eu assenti, não confiando em minha voz para falar.
— Você tem que ir... ou tem tempo para ficar para uma bebida?
Eu assenti novamente.
— Você tem que ir? — Ele deixou cair sua mão.
— Não, eu posso ficar.
Um sorriso preguiçoso surgiu no canto dos lábios dele. — Vamos lá. Eu tenho cerveja, e acho que eu poderia até mesmo abrir uma garrafa de vinho.
— Cerveja está ótimo. — Alguma coisa gelada para me refrescar seria perfeito.
Dirigi-me à sala enquanto ele pegou duas garrafas da geladeira e se juntou a mim no sofá. A cerveja foi refrescante após um longo dia, e eu me inclinei para trás contra o sofá, apoiando meus pés em cima da mesa de café. Ele sorriu para mim, como se concordando que era cansativo cuidar dela. Eu devolvi o sorriso, sabendo que valia a pena cada segundo de trabalho.
Olhei ao redor da sala de estar pequena. Não tinha toque feminino aqui. Não tinha almofadas, decorações ou velas, ou qualquer das outras coisas que davam a uma casa a sensação de um lar. A sala continha uma grande janela eficientemente coberta com persianas de madeira, um sofá verde-caçador, uma poltrona e um conjunto de mesa de centro e mesa de apoio de sofá, uma delas com um abajur iluminado suavemente. Era escasso, mas era o suficiente. Você poderia dizer que essa casa era cheia de amor. Estava em completo desacordo com a forma como eu imaginei a vida de Joe.
Quando eu finalmente olhei para o próprio homem, percebi que ele estava me olhando preguiçosamente com os olhos cobertos pelas pálpebras. Tomei um gole da minha cerveja e quebrei a conexão.
— O que é? — Ele perguntou.
— Você disse que está com a Madison desde que tinha 18 anos. Eu só estou imaginando... o que aconteceu com seus pais?
Ele tomou um gole saudável de sua própria cerveja antes de responder. — Essa é uma palavra demasiado generosa para eles.
Fiquei quieta, envolvendo meus dedos em torno da garrafa gelada, esperando que ele continuasse.
— Fui criado pelos meus avós, e herdei esta casa quando eles faleceram. Eu tinha apenas 17 anos quando minha mãe deu a luz a um bebê e deixou a criança aqui. Madison não estava andando ainda e precisava de mais cuidados do que eles estavam preparados para dar a ela.
Eu não poderia deixar de comparar o quão diferentes eram nossas vidas. Meus pais e eu passávamos as férias na Itália e os natais em nossa estância de esqui, e eu nunca quis nada quando crescesse, exceto, talvez mais liberdade. Joe foi deixado com uma criança com necessidades especiais.
— Assim que olhei para essa menina, ela roubou meu coração. Eu me formei no ensino médio e começei a trabalhar cedo, determinado a dar a Madison a vida que meus pais não podiam. Mais tarde, eles foram presos por tráfico de drogas e ainda hoje estão na prisão.
‘Uau.’
Sentindo minha agitação interna, ele deu um aperto na minha mão. — Eu prometo a você que nós estamos bem.
— Eu sei, posso ver isso.
E eles realmente estavam. Joe ou Joey como Madison o chamava, estava fazendo o melhor que podia, proporcionando um lar seguro e amoroso, mesmo que ele tivesse que pagar as contas de formas não convencionais. Quem era eu para julgar?
— Por que você veio hoje?
Eu sabia que a questão não tinha sido esquecida. Hesitei por um segundo, antes de me recuperar.
— Para ver Madison. — O que era, na maioria, verdade.
Ele esperou, olhando-me com curiosidade.
— Você tem certeza de que é só por isso?
As imagens do vídeo sexy se repetiram na minha mente, a curva sensual de sua boca enquanto ele devorava a dela com beijos. Suas mãos grandes e ásperas suavemente acariciando sua pele. A maneira hábil como os seus dedos a abriram e esfregaram em círculos lentos o seu ponto certo.
— Eu... eu não sei. — respirei.
Ele esfregou a mão na parte de trás do seu pescoço, deixando escapar um suspiro.
— Foda-se. Não me tente, Dê.
Sua voz era um apelo forte no silêncio da sala. O meu apelido em seus lábios soou muito mais íntimo do que deveria. Amigos me chamavam assim o tempo todo, mas nunca antes tinha feito meu coração disparar.
Eu me virei para encará-lo no sofá, sabendo que isso era uma loucura. Ele era uma maldita estrela pornô. Um bad boy com um B maiúsculo. Não alguém por quem eu devia me interessar, mas isso não fazia o meu peito parar de pulsar forte.
Era um querer louco, um desejo feroz que eu não podia nomear. Algo que eu definitivamente não deveria explorar. Eu queria receber aquele toque. Queria ter aquelas mãos grandes, fortes e calejadas de trabalho de construção, mas ainda gentis, em todo o meu corpo.
Eu me perguntava se poderia ser uma paixão simples, como o tipo que você sente por uma estrela de cinema. Eu o vi no mais íntimo dos momentos, talvez por isso o meu cérebro tivesse criado algum tipo de fascínio bizarro que não era baseado em nada exceto o seu corpo sexy que excitava o meu corpo virgem.
Mas quando Joe se virou para mim e ergueu sua mão para segurar a parte de trás do meu pescoço, para me puxar mais perto e na direção de seus lábios, todo pensamento coerente me escapou.
Ele se inclinou lentamente, dando-me tempo para me afastar antes que sua boca segurasse a minha em um beijo ardente. Oh, Deus, era tão bom, de dar água na boca. Lento e sensual, adorando a minha boca, mordiscando meus lábios, saboreando-me e me fazendo ficar com meu sexo molhado e necessitado dele.
Minha língua saiu para lamber seu lábio inferior e ele respondeu, por sua vez, colidindo com a minha em um emaranhado de calor úmido. Seus dedos enfiaram-se mais firme no meu cabelo enquanto o polegar traçava círculos lentos sobre a pele sensível na parte de trás do meu pescoço.
Uma mistura de emoções inundou minha cabeça. Tudo desde desejo por este homem sexy, medo de que a Madison podia nos pegar, a vergonha de que os meus pais nunca o aprovariam como meu namorado. Eu sabia que estava avançando demasiado depressa ao pensar nisso, quando Joe parou de repente e puxou sua cabeça para trás.
Seus olhos me estudaram, tentando entender o que acabara de acontecer entre nós.
— Você vai ser a minha morte, docinho. — Ele limpou a umidade do meu lábio superior com o dedo indicador.
Olhei para baixo e avistei o vulto enorme lutando contra seus jeans. Eu pressionei meus lábios em uma linha apertada, tentando evitar um sorriso idiota ao pensar que eu o tinha afetado tanto quanto ele fez comigo.
Ele levantou meu queixo com um único dedo e me fez encontrar seus olhos.
— Ei, está tudo bem. Não fique tímida comigo agora.
Eu engoli e relaxei na sua mão. Seu polegar acariciou minha bochecha e eu automaticamente me aproximei para as suas carícias, meus olhos se fechando lentamente.
— Assim está melhor. — Ele sorriu e soltou sua mão. — Eu não sei o que está acontecendo na sua cabeça, mas se você realmente quer isso, eu vou ser o único a fazê-lo. Inferno, eu ficaria honrado. Mas você só deve fazer quando estiver pronta, e com alguém especial.
Eu assenti, mordendo meu lábio inferior para que Joe não pudesse vê-lo tremendo.
É tarde. Você provavelmente deveria ir para casa. — Ele levantou-se e ajustou sua ereção. —Pode voltar e ver Madison a qualquer momento.
Ele abriu a porta e me direcionou para fora da casa, e se eu não soubesse melhor teria pensado que ele estava tentando desesperadamente se livrar de mim.
Fui para casa, exausta, mas acima de tudo confusa. Mas quando eu afastei os pensamentos de Joe e lembrei do rostinho de Madison sorrindo para mim, ou sua determinação para acertar em cada exercício que eu mostrei a ela, isso apertou meu coração e eu me segurei nessas memórias, me perguntando se ia ver qualquer um deles novamente.



XOXO Neia *-*

Ta ai o capitulo :) então que é que acharam??? Comentem e um bom resto de semana e ate sexta/sábado kiss