domingo, 15 de dezembro de 2013

Capítulo 10

Demi
Selena e eu sentamos em uma mesa de canto na lanchonete do hospital, tendo a nossa pausa para o almoço. Bem, nós o chamamos de almoço, mas já eram três da manhã. Fiquei com alimentos de café da manhã, enquanto Selly geralmente optava por jantar. A única coisa que nós tínhamos em comum, no entanto, era o consumo de grandes quantidades de café.
— Parte de mim quer sair da minha imagem de boa menina e fazer algo louco. Agarrar experiências enquanto eu ainda sou jovem. Quero dizer, será que isso é tão ruim? — Eu não tinha mencionado o convite de Joe para ela. Precisava ver sua reação primeiro.
— Saúde, irmã. — Ela levantou a taça em uma saudação.
— Quero dizer, seria totalmente louco se eu quisesse, por exemplo, me divertir com Joe, experimentar um pouco para ver sobre o que é tudo isso...
Selena cuspiu um gole de café. — Eu não sabia que nós estávamos falando sobre isso! — Limpei o café que ela cuspiu na mesa com uma pilha de guardanapos. — Você faz o que quiser, querida. Mas você sabe que ele não vai ficar satisfeito com sexo baunilha, certo? Ele provavelmente já fez coisas que nós apenas sonhamos.
Eu não sabia no que seus sonhos consistiam, mas sexo baunilha era a extensão dos meus.
— Como?
— Ménage a trois, orgias, sexo anal...
Eu levantei minha mão, parando ela. — Tudo bem. Já é o suficiente, obrigado. — Minhas bochechas ficaram vermelhas com seu discurso. Eu estava interessada em explorar a minha sexualidade com Joe, mas não havia nenhuma maneira que eu estivesse pronta para isso. Eu não podia nem ouvir essas palavras sem corar.
Selena riu. — Relaxe, Dê. Eu lhe disse. Ele tem sorte de estar com uma garota como você. Eu ainda acho que você é demasiado boa para estar com ele, mas essa é a minha opinião. Apenas me prometa que só fará isso se estiver realmente decidida.
Eu estava decidida sobre este assunto? Não tinha certeza. A única coisa que eu tinha certeza era que Joe provocava reações estranhas em meu corpo.
— Como assim?
— Tenha seu divertimento com a estrela pornô, mas me prometa que não vai envolver o seu coração.
Eu quase ri de seu aviso ridículo. O meu coração? Eu queria assegurar a Selena que não havia possibilidade de me apaixonar por Joe, mas minha mente voltou à sua natureza gentil com Madison e as palavras ficaram presas na minha garganta. Assenti em consentimento.
— Meus pais me marcaram um encontro com outro candidato. O nome dele é Peter Sonin, e ele irá me levar para almoçar amanhã.
Ela revirou os olhos. Selena estava bem informada da forma como meus pais se intrometiam na minha vida.
— Tudo bem. Posso te dar uma dica, com toda a seriedade, se você vai fazer isso?
— Claro.
— Você precisa se depilar para ele — completamente — pois ele está acostumado a essas meninas nos vídeos. Você não encontra um pouquinho de cabelo em nenhum lugar delas.
Revirei os olhos. Este era o seu conselho? Eu não estava prestes a raspar todo o meu cabelo púbico só para agradar um homem. Pois não?
— Tenho que voltar para o trabalho. — Eu joguei o meu copo no lixo e enfiei o último pedaço de bolo em minha boca.
Por que eu tinha concordado com um encontro com Peter Wyndham III hoje estava além da minha compreensão. Foi um momento de fraqueza, minha mãe tinha me pego de surpresa enquanto ainda estava intoxicada de passar tempo com Joe, e eu tinha concordado.
Conheci Peter no ano passado na festa de Natal no escritório do meu pai. A mesma festa onde eles me desfilavam como um valioso troféu desde o dia em que completei dezoito anos. Como se eu quisesse um marido. Felizmente Peter era diferente. Ele tinha 24 anos, recém formado numa escola de negócios, e se sentia tão fora de lugar com os contabilistas de meia-idade e suas esposas como eu me sentia.
Havíamos passado a noite sentados numa varanda, eu com o seu paletó cobrindo meus ombros nus, falando sobre a nossa faculdade e cursos favoritos, o meu filosofia, e o dele, economia.
Meus pais tinham adorado nos ver juntos conversando. Ele era um bilhete premiado a seus olhos, tudo o que queriam para mim, um homem branco com idade 20-30, boa genética, bem criado, de uma família de classe média alta de New Hampshire. Saudável como um copo de leite. E tão emocionante quanto.
A excitação deles me fez ficar desconfortável. Eu tinha evitado as ligações dele e as débeis tentativas de encontros deles por seis meses. Era por isso que eu achava desconcertante estar alisando meu cabelo, e passando meu vestido, me preparando para o meu encontro com ele.
Nós tínhamos feito planos para jogar tênis no clube de campo onde ele e meu pai eram membros. Arrumei a minha roupa de tênis em minha grande bolsa, que Selena tinha nomeado o saco Mary Poppins e fui esperar por Peter.
Quando ele parou em sua elegante Lexus prateada, corri para encontrá-lo.
Peter saiu do carro, todo o seu cabelo loiro com gel e com um sorriso branco indicando anos de ortodontia. Ele me encontrou na porta do carro, vestido casualmente com jeans e uma camisa de botão e beijou a palma da minha mão antes de ajudar-me a entrar no carro. O cheiro rico de couro me rodeou e eu me recostei na cadeira.
Algo sobre Peter era familiar, como um par de jeans gastos e confortáveis, mas nada sobre a sua presença, e certamente não seu beijo se aproximava de fogos de artifício. Mais como uma indiferença tolerável. Joe por outro lado... bem, meus mamilos endureciam com o mero pensamento dele.
Depois de uma partida de tênis sem inspiração, que ele previsivelmente me deixou ganhar, almoçamos no pátio espaçoso no clube. Eu pedi um salada de morango e champanhe e Peter pediu risoto de trufas. Bebemos água com gás, enquanto comíamos e Peter contou histórias elaboradas, imaginando que iria me impressionar.
Ele começou com aventuras no veleiro de seu pai, festas loucas com seus amigos da escola preparatória e, finalmente, suas ambições de carreira de tornar-se sócio da empresa com 35 anos de idade. Em nenhuma vez ele me perguntou sobre meus planos. Ou qualquer coisa sobre mim, realmente. Eu encontrei a minha mente vagando até Joe e Madison. Eu me perguntava o que eles faziam no fim de semana. Eu imaginava pequenos almoços de panquecas de chocolate consumidos em pijama enquanto assistiam desenhos animados. O pensamento me fez sorrir. Eu não poderia controlar os olhares ocasionais para o meu relógio, contando os minutos até esse encontro acabar e eu poder ir ver Joe e Madison.
Depois de nosso encontro, Peter me levou para o meu carro, abrindo a porta enquanto eu me sentava no assento do motorista.
— Isso foi divertido. Devemos fazê-lo novamente. Minha família organiza um evento de vinho aqui todos os outonos. Você deveria vir.
— Vou pensar sobre isso. — eu disse, em seguida, fechei minha porta.


XOXO Neia'-'

e entao como foi a vossa semana?? bem, espero que tenha sido boa...e quanto ao capitulo, gostaram?? comentem kiisss

domingo, 8 de dezembro de 2013

Capítulo 9

Joe
Por muito que eu quisesse Demi, ela merecia melhor, especialmente por ser sua primeira vez. Não era certo ela apenas procurar alguém para acabar com isso. Ela não era esse tipo de garota. Ela merecia rosas, velas, esse tipo de merda. E eu não era esse tipo de cara.
Eu enxotei-a para fora da minha casa o mais rápido que pude sem parecer um idiota, meu pau gritando em protesto durante todo o tempo. Eu queria-a como um louco. Apenas o pensamento de enterrar-me no seu calor molhado e apertado era o suficiente para me deixar louco. Sim, eu tomei a decisão certa ao manda-la para casa.
Mas maldição, se eu não me escondi em casa como um medroso de merda enquanto ela andava sozinha para o carro. Eu acendi a luz da varanda e a observei a partir da janela até que ela estava em segurança dentro de seu carro e se afastando. Eu não confiava em mim para estar perto dela naquele momento.
Era o melhor. Pelo menos foi o que eu disse a mim mesmo enquanto subia na cama com um furioso tesão que se recusava a ir embora.
Na manhã seguinte eu encontrei Ian no ginásio depois de deixar Madison na escola.
Tudo o que ela falava era “Dê isso, Dê aquilo”. Me deixou maluco. Já era bastante difícil manter a mulher longe dos meus próprios pensamentos, mas com Madison agora firmemente fã de Demi, isso era quase impossível.
Eu esperava que levantar pesos com Ian iria limpar a minha cabeça, mas até agora tinha sido difícil.
— Por que sua cueca está numa reviravolta ? — Ian zombou de mim, próximo a um banco de peso. — Você está levantando peso como uma garota hoje.
Enviei-lhe uma carranca de “não brinque comigo” e acrescentei um outro conjunto de quarenta e cinco kilos ao meu supino. Eu estava lutando contra o peso na quarta repetição. Droga.
Ian puxou a barra para cima e me ajudou com o peso.
— Sério, cara! Fale comigo.
— Isso não é o programa da Oprah, irmão. Cuide da sua própria vida.
Ele riu e balançou a cabeça, deixando-me sozinho no meu banco. Quando eu me encontrei com ele na sauna, ele se manteve fiel ao sentimento. Não me fez mais perguntas sobre o meu humor de merda, e em vez disso nós conversamos sobre a estratégia de sua próxima luta.
Ian era um lutador de artes marciais mistas. Ele era muito melhor do que eu, e eu sou homem o suficiente para admitir isso. Eu também não estava com medo de me deparar com ele no ringue, mesmo que ele fosse rápido como um relâmpago e seus chutes me tirassem o ar dos pulmões. Mas meus ganchos de esquerda fodiam qualquer um e eu, ocasionalmente, pegava-o desprevenido. Mas mais frequentemente do que não, ele não perdia um golpe e minhas costelas tinham contusões para provar isso. Porra, ele tinha que ser bom! Tinha um punhado de empresas locais que o patrocinavam, e teve pais que pagaram por cada lição que se possa imaginar enquanto ele crescia. Ele tinha nascido para fazer isso. Eu, por outro lado, aprendi na hora e ganhava lutas por pura determinação.
Ian limpou o suor dos olhos com uma toalha de mão.
— Então, e você? Está pensando em voltar a lutar em breve? O dinheiro é muito bom se você ganhar.
— Não sei, cara, tente trabalhar em construção com costelas quebradas e um dedo quebrado.
Sem mencionar tentar explicar a uma criança de seis anos porque você está todo roxo e observar seus olhos se encherem de lágrimas quando você explica que aquilo tinha sido em uma luta. Não era algo que eu queria fazer de novo. Ela queria saber com quem eu lutei e porque ele estava com raiva de mim. Eu não gostava de chateá-la com isso. Mas não era como se eu pudesse dizer ao meu adversário, ‘hei homem, não soque meu rosto pois minha irmãzinha fica chateada.’ Não havia nenhuma maneira de evitar colisões e contusões, e até mesmo se eu ganhasse, provavelmente ainda sairia com um olho roxo e que ficaria assim por semanas.
De uma forma ou de outra, eu precisava encontrar um emprego bem remunerado e que não me obrigasse a lutar num ringue, ou ficar nu em uma câmara.
No momento em que eu cheguei em casa da academia, Madison ainda não tinha chegado da escola. Eu tinha apenas o tempo suficiente para fazer a ligação antes que eu amarelasse. Não conseguia parar de pensar em Demi e no jeito que ela tinha ido embora na noite anterior. Ela tinha feito muito em ajudar com Madison e eu praticamente a assediei no meu sofá, disse a ela que queria transar com ela, e então a mandei embora. Liguei para o hospital e pedi para ser transferido para a enfermagem e pedi para falar com Demi. Percebi que eu não sabia o sobrenome dela, mas, felizmente, alguns minutos depois, eles a localizaram para mim.
— Joe? Está tudo bem...?
Sua voz estava preocupada. Merda. Ela provavelmente achava que esta ligação era sobre Madison.
— Tudo está bem. Ouça, eu vou falar isso rápido, porque você está trabalhando, mas eu precisava ligar e dizer que sinto muito que as coisas ficaram estranhas na noite passada. Foi tudo minha culpa.
Ela hesitou por um minuto. — Tudo bem. Eu me diverti muito com Madison e… — ela parou subitamente.
— Eu também. Ouça, posso devolver o favor? Eu gostaria de fazer o jantar. Ou pelo menos comprar o jantar, desde que você provavelmente não irá querer que eu o cozinhe.
Uma risada feminina suave encheu o silêncio entre nós.
— Ok.
— Você está livre amanhã à noite?
— Sim. A que horas devo chegar?
Eu gostei dela ter se oferecido para vir, sabendo que seria mais fácil para mim e Madison se ela viesse à minha casa novamente. Outras meninas com quem eu tentava sair, geralmente ficavam chateadas por eu não poder sair muito.
— Seis horas, está bom?
— Yep! É um encontro. Quer dizer, te vejo então.
Ótimo. Ah, e eu provavelmente deveria ter o seu numero de telefone. Você sabe, só no caso de eu precisar de ajuda com Madison. Você provavelmente não vai querer que eu ligue para o seu trabalho. E eu vou te dar o numero do meu celular, no caso de você precisar de alguma coisa também.
‘Como eu.’
— Tudo bem. — ela disse suavemente. Apenas o som de sua voz trouxe o macho alfa em mim. Eu sabia que estar a sós com ela de novo, provavelmente, não seria uma boa ideia, mas eu também sabia que não conseguia ficar longe.



 XOXO Neia *-*

entao como estao?? espero que tenham gostado do capitulo :P comentem!!!




segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

AVISO + Capítulo 8

Então gente, antes do capitulo tenho de vos avisar que possivelmente este será o único capitulo desta semana... mas não se preocupem que vou continuar a postar!! Esta semana vai ser assim porque vou ter testes terça, quarta e quinta... e tenho de estudar. Se tudo correr bem ate sexta posto de tarde, senão no sábado sem falta!! 

Bom era isso... agora o capítulo..... 



Demi
A súbita aparição de Madison na cozinha não poderia ter vindo em melhor hora. Eu precisava de uma dose de cala a boca. Eu tinha praticamente admitido a Joe que tinha visto ele no vídeo. Deus, eu provavelmente soei como uma pessoa bizarra. Mas não era por isso que eu estava aqui. Era essa doce menina.
O fato de que seu irmão me fazia mais quente que o inferno era um assunto a parte.
Segui-a até o quarto dela e ajudei-a a se despir, retirando suas calças e túnica, enquanto ela mantinha uma mão em seu andador, segurando-se direita. Eu poderia dizer que, quando ela se cansava, sua coordenação e controle muscular caíam.
Ela apontou para a gaveta onde guardava seus pijamas, informando-me que queria os de Cinderela. Eu não pude deixar de notar que a gaveta também tinha algumas camisetas, suavemente gastas, e de tamanho adulto. Eu presumi que fossem de Joe. Aqueles eram, provavelmente, vestidos para ela.
Eu encontrei a camisola rosa da cinderela com rendas amarelas e a coloquei sobre sua cabeça. Notei uma pequena cicatriz enrugada de uma recente cirurgia e uma ondulação acentuada onde sua coluna não conseguiu se formar adequadamente antes do nascimento. Pobrezinha. Eu delicadamente toquei em sua cicatriz, desejando que minhas mãos tivessem o poder de cura-la.
Levei-a até a cama e a cobri. — Descanse um pouco, docinho. — Eu escovei seus cachos loiros para trás de sua testa e me inclinei para dar-lhe um beijo em sua testa. Ela sorriu para mim, sonolenta, com os olhos já começando a fechar.
— Boa noite, Joey, — Ela sussurrou.
Eu me virei e vi sua grande forma preenchendo a porta aberta, sua expressão estava séria.
Joe permaneceu em silêncio, mas seus olhos estavam fixos em mim.
Observando tudo o que fazia, cada movimento meu com ela. A intensidade de seu olhar enviou um arrepio ao longo da minha espinha. Seu olhar era ao mesmo tempo curioso e possessivo.
Arrastei-me do quarto e ele se afastou da porta, permitindo-me fecha-la atrás de nós. Eu estava diante dele no corredor, que de repente parecia apertado e esteito.
— Você provavelmente tinha coisas melhores a fazer do que tomar conta dela durante toda a tarde. — Sua voz era suave, cuidadosa.
— Não, está tudo bem. — Eu não podia acreditar que já estava aqui há seis horas. A verdade era que era bom estar aqui, sentindo-me útil e necessária. Melhor do que ficar sozinha no meu apartamento vazio, estudando.
Ele deu um passo para mais perto e levantou a mão para o meu rosto, acariciando com o polegar a linha do meu queixo.
— Obrigado por... ter cuidado dela, — disse ele sussurrando e com o polegar calejado traçou um delicado caminho ao longo da minha pele.
Eu assenti, não confiando em minha voz para falar.
— Você tem que ir... ou tem tempo para ficar para uma bebida?
Eu assenti novamente.
— Você tem que ir? — Ele deixou cair sua mão.
— Não, eu posso ficar.
Um sorriso preguiçoso surgiu no canto dos lábios dele. — Vamos lá. Eu tenho cerveja, e acho que eu poderia até mesmo abrir uma garrafa de vinho.
— Cerveja está ótimo. — Alguma coisa gelada para me refrescar seria perfeito.
Dirigi-me à sala enquanto ele pegou duas garrafas da geladeira e se juntou a mim no sofá. A cerveja foi refrescante após um longo dia, e eu me inclinei para trás contra o sofá, apoiando meus pés em cima da mesa de café. Ele sorriu para mim, como se concordando que era cansativo cuidar dela. Eu devolvi o sorriso, sabendo que valia a pena cada segundo de trabalho.
Olhei ao redor da sala de estar pequena. Não tinha toque feminino aqui. Não tinha almofadas, decorações ou velas, ou qualquer das outras coisas que davam a uma casa a sensação de um lar. A sala continha uma grande janela eficientemente coberta com persianas de madeira, um sofá verde-caçador, uma poltrona e um conjunto de mesa de centro e mesa de apoio de sofá, uma delas com um abajur iluminado suavemente. Era escasso, mas era o suficiente. Você poderia dizer que essa casa era cheia de amor. Estava em completo desacordo com a forma como eu imaginei a vida de Joe.
Quando eu finalmente olhei para o próprio homem, percebi que ele estava me olhando preguiçosamente com os olhos cobertos pelas pálpebras. Tomei um gole da minha cerveja e quebrei a conexão.
— O que é? — Ele perguntou.
— Você disse que está com a Madison desde que tinha 18 anos. Eu só estou imaginando... o que aconteceu com seus pais?
Ele tomou um gole saudável de sua própria cerveja antes de responder. — Essa é uma palavra demasiado generosa para eles.
Fiquei quieta, envolvendo meus dedos em torno da garrafa gelada, esperando que ele continuasse.
— Fui criado pelos meus avós, e herdei esta casa quando eles faleceram. Eu tinha apenas 17 anos quando minha mãe deu a luz a um bebê e deixou a criança aqui. Madison não estava andando ainda e precisava de mais cuidados do que eles estavam preparados para dar a ela.
Eu não poderia deixar de comparar o quão diferentes eram nossas vidas. Meus pais e eu passávamos as férias na Itália e os natais em nossa estância de esqui, e eu nunca quis nada quando crescesse, exceto, talvez mais liberdade. Joe foi deixado com uma criança com necessidades especiais.
— Assim que olhei para essa menina, ela roubou meu coração. Eu me formei no ensino médio e começei a trabalhar cedo, determinado a dar a Madison a vida que meus pais não podiam. Mais tarde, eles foram presos por tráfico de drogas e ainda hoje estão na prisão.
‘Uau.’
Sentindo minha agitação interna, ele deu um aperto na minha mão. — Eu prometo a você que nós estamos bem.
— Eu sei, posso ver isso.
E eles realmente estavam. Joe ou Joey como Madison o chamava, estava fazendo o melhor que podia, proporcionando um lar seguro e amoroso, mesmo que ele tivesse que pagar as contas de formas não convencionais. Quem era eu para julgar?
— Por que você veio hoje?
Eu sabia que a questão não tinha sido esquecida. Hesitei por um segundo, antes de me recuperar.
— Para ver Madison. — O que era, na maioria, verdade.
Ele esperou, olhando-me com curiosidade.
— Você tem certeza de que é só por isso?
As imagens do vídeo sexy se repetiram na minha mente, a curva sensual de sua boca enquanto ele devorava a dela com beijos. Suas mãos grandes e ásperas suavemente acariciando sua pele. A maneira hábil como os seus dedos a abriram e esfregaram em círculos lentos o seu ponto certo.
— Eu... eu não sei. — respirei.
Ele esfregou a mão na parte de trás do seu pescoço, deixando escapar um suspiro.
— Foda-se. Não me tente, Dê.
Sua voz era um apelo forte no silêncio da sala. O meu apelido em seus lábios soou muito mais íntimo do que deveria. Amigos me chamavam assim o tempo todo, mas nunca antes tinha feito meu coração disparar.
Eu me virei para encará-lo no sofá, sabendo que isso era uma loucura. Ele era uma maldita estrela pornô. Um bad boy com um B maiúsculo. Não alguém por quem eu devia me interessar, mas isso não fazia o meu peito parar de pulsar forte.
Era um querer louco, um desejo feroz que eu não podia nomear. Algo que eu definitivamente não deveria explorar. Eu queria receber aquele toque. Queria ter aquelas mãos grandes, fortes e calejadas de trabalho de construção, mas ainda gentis, em todo o meu corpo.
Eu me perguntava se poderia ser uma paixão simples, como o tipo que você sente por uma estrela de cinema. Eu o vi no mais íntimo dos momentos, talvez por isso o meu cérebro tivesse criado algum tipo de fascínio bizarro que não era baseado em nada exceto o seu corpo sexy que excitava o meu corpo virgem.
Mas quando Joe se virou para mim e ergueu sua mão para segurar a parte de trás do meu pescoço, para me puxar mais perto e na direção de seus lábios, todo pensamento coerente me escapou.
Ele se inclinou lentamente, dando-me tempo para me afastar antes que sua boca segurasse a minha em um beijo ardente. Oh, Deus, era tão bom, de dar água na boca. Lento e sensual, adorando a minha boca, mordiscando meus lábios, saboreando-me e me fazendo ficar com meu sexo molhado e necessitado dele.
Minha língua saiu para lamber seu lábio inferior e ele respondeu, por sua vez, colidindo com a minha em um emaranhado de calor úmido. Seus dedos enfiaram-se mais firme no meu cabelo enquanto o polegar traçava círculos lentos sobre a pele sensível na parte de trás do meu pescoço.
Uma mistura de emoções inundou minha cabeça. Tudo desde desejo por este homem sexy, medo de que a Madison podia nos pegar, a vergonha de que os meus pais nunca o aprovariam como meu namorado. Eu sabia que estava avançando demasiado depressa ao pensar nisso, quando Joe parou de repente e puxou sua cabeça para trás.
Seus olhos me estudaram, tentando entender o que acabara de acontecer entre nós.
— Você vai ser a minha morte, docinho. — Ele limpou a umidade do meu lábio superior com o dedo indicador.
Olhei para baixo e avistei o vulto enorme lutando contra seus jeans. Eu pressionei meus lábios em uma linha apertada, tentando evitar um sorriso idiota ao pensar que eu o tinha afetado tanto quanto ele fez comigo.
Ele levantou meu queixo com um único dedo e me fez encontrar seus olhos.
— Ei, está tudo bem. Não fique tímida comigo agora.
Eu engoli e relaxei na sua mão. Seu polegar acariciou minha bochecha e eu automaticamente me aproximei para as suas carícias, meus olhos se fechando lentamente.
— Assim está melhor. — Ele sorriu e soltou sua mão. — Eu não sei o que está acontecendo na sua cabeça, mas se você realmente quer isso, eu vou ser o único a fazê-lo. Inferno, eu ficaria honrado. Mas você só deve fazer quando estiver pronta, e com alguém especial.
Eu assenti, mordendo meu lábio inferior para que Joe não pudesse vê-lo tremendo.
É tarde. Você provavelmente deveria ir para casa. — Ele levantou-se e ajustou sua ereção. —Pode voltar e ver Madison a qualquer momento.
Ele abriu a porta e me direcionou para fora da casa, e se eu não soubesse melhor teria pensado que ele estava tentando desesperadamente se livrar de mim.
Fui para casa, exausta, mas acima de tudo confusa. Mas quando eu afastei os pensamentos de Joe e lembrei do rostinho de Madison sorrindo para mim, ou sua determinação para acertar em cada exercício que eu mostrei a ela, isso apertou meu coração e eu me segurei nessas memórias, me perguntando se ia ver qualquer um deles novamente.



XOXO Neia *-*

Ta ai o capitulo :) então que é que acharam??? Comentem e um bom resto de semana e ate sexta/sábado kiss 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Capítulo 7

Joe
Eu estacionei meu carro e me perguntei onde o carro de Becca tinha ido. Ela tinha levado Madison em algum lugar? Eu não gostava da ideia de Becca dirigindo com Madison por aí naquela armadilha dela. Peguei minha caixa de ferramentas da caminhonete e guardei-a na garagem, antes de ir para dentro.
Fui recebido por sons de risos vindo do quarto de Madison. Então Madison estava aqui, mas o que dizer de Becca? Parei na pia da cozinha para lavar a sujeira das minhas mãos e então fui ao fundo do corredor para descobrir o que estava acontecendo.
A visão que me recebeu não era o que eu estava esperando. Madison estava deitada em uma bola de exercício grande e Demi estava ajoelhada ao lado dela, ajudando-a a rolar através da bola. Eu assisti com um fascínio atordoado por um segundo tentando entender o que ela estava fazendo aqui e para onde diabos Becca tinha ido.
— Joey! — Madison gritou, avistando-me à porta. Ela levantou-se da bola com as pernas trêmulas, cruzando os poucos passos sem seu andador e se jogando nos meus braços.
— Oi boneca. — Eu puxei o seu corpo para mim em um breve abraço. — O que vocês estão fazendo? — Eu queria perguntar a Demi que porra ela estava fazendo na minha casa, mas o sorriso no rosto de Madison me acalmou.
— Dê está me ensinando alguns novos exercícios para as pernas! — Ela voltou para a bola e rolou animadamente enquanto Demi sorria e a segurava de forma estável. As bochechas de Madison estavam vermelhas e eu tive que admitir que nunca tinha visto ela estar animada por fazer seus alongamentos. Eu só esperava que ela não estivesse exagerando no exercício.
— Isso é... bom. Hum, Demi, eu posso ter uma palavra com você na sala? — Eu me virei para a sala de estar, sem esperar pela sua resposta.
— Fique aqui enquanto eu falo com Joe, ok? — Eu a ouvi dizer a Madison. Ela me seguiu até a sala de estar, com preocupação estampada em seu rosto.
— O que você está fazendo aqui? Onde está Becca?
— Eu vim para ver Madison e Becca saiu.
— Ela saiu? A pessoa que eu estou pagando para tomar conta dela só saiu e a deixou com... você. O que você está fazendo aqui?
— Realmente não é um grande negócio.
— É um maldito grande negócio para mim. — Eu me virei e olhei para a janela, não querendo perder a paciência com ela. Porra, eu confiava em Becca.
Como poderia ela deixar Madison sozinha com uma estranha?
— Hey. — Demi colocou a mão em meu antebraço e chamou minha atenção. — Eu disse a ela que era uma amiga sua, e uma enfermeira. Eu acho que ela assumiu...
— Que você era a enfermeira de Madison?
— Algo parecido como isso. — Ela deu de ombros e tirou a mão do meu braço.
Eu soltei um suspiro e pressionei as palmas de minhas mãos sobre meus olhos. Foda-se, eu estava exausto e sujo do trabalho de construção durante todo o dia. Não esperara chegar em casa para isso.
— Sinto muito, eu queria ajudar, — Demi disse com uma voz suave. — Becca saiu apenas cinco minutos antes de você chegar aqui. E ela tentou chamar seu celular, mas estava desligado.
Abri os olhos e encontrei os dela. Castanho suave e amplos com preocupação.
Merda. Eu estava sendo um idiota.
— Olha, está tudo bem. Madison está segura e feliz. Eu não devia ter explodido com você. Encontrar uma boa ajuda para tomar conta dela é difícil, e eu não acho que vou usar Becca novamente, mas isso não é culpa sua.
— Não a demita por minha causa. Foi apenas um mal-entendido. — ela implorou.
— Eu vou pensar sobre isso. Pelo menos vamos ter uma pequena conversa sobre segurança e estranhos a porta. — Eu suspirei, não querendo discutir isso com Demi. — Obrigado por trabalhar com ela hoje.
Ela puxou uma respiração e seus ombros visivelmente caíram com alívio.
— De nada.
— Não posso pagar uma enfermeira particular.
— Não é por isso que eu vim. Você não me deve nada.
Eu inclinei minha cabeça, estudando-a. — Então por que você veio? — Eu honestamente não esperava vê-la novamente, e agora ela estava aqui, na minha casa, parecendo sexy num par de calça jeans de cintura baixa e uma blusa justa que se agarrava ao seu peito.
Demi não teve a oportunidade de responder a minha pergunta, porque naquele momento, Madison veio correndo do corredor, seu andador batendo contra o chão de madeira.
— Eu quero a Dê!
Demi encontrou meus olhos e ambos sorrimos. O entusiasmo de Madison era contagiante.
— Você se importa de ficar com ela por mais alguns minutos? Preciso dar um pulo no chuveiro. — Eu olhei para as minhas calças jeans e camiseta sujas.
— Claro, não tem nenhum problema.
Eu beijei o topo da cabeça de Madison.
— Seja boazinha, ok?
Ela assentiu com a cabeça e se lançou para mim, envolvendo-se em torno de minha perna em um abraço. Eu estremeci, e inclinei-me, movendo-a para fora do caminho de minhas bolas. Demi segurou uma risada, percebendo o que eu estava fazendo. Então, ela voltou para seu quarto com Demi. Eu desapareci no banheiro, completamente confuso com o rumo dos acontecimentos.
Demi estava na minha casa, derretendo meu maldito coração por quão doce era com Madison.
Eu podia ouvir sons alegres de conversa e risos, e coloquei a minha cabeça para fora da porta do banheiro para ouvir.
— O que o seu irmão gosta de comer no jantar? — Demi perguntou.
Madison tomou seu tempo respondendo, e eu prendi a respiração, imaginando o que ela iria dizer.
— Hum, geralmente ele gosta de tomar sorvete. E eu também.
— Você também, hein? — Demi riu. — Bem, vamos encontrar algo saudável para fazer e talvez possamos ter sorvete depois do jantar.
Eu tomei meu tempo no chuveiro, minha mente momentaneamente relaxada por Madison estar em boas mãos. Deixei o spray bruto de água bater em mim e fechei os olhos.
Depois do meu chuveiro, eu me joguei num jeans e uma camisa e fiz meu caminho para a cozinha que estava preenchida com cheiros incríveis. Alho. Tomate. Carne assada. Minha boca encheu de água. Tinha sido um longo tempo desde que alguém tinha cozinhado para mim.
Demi estava limpando o balcão da cozinha, e de repente eu me senti fora de lugar em minha própria casa. Eu não sabia se devia entrar e ajudá-la, ou ver o que Madison estava fazendo.
Demi me viu, e tomou a decisão. — O jantar está pronto. Você pega a Madison?
Eu assenti e encontrei Madison na sala de estar, jogando com a bola de antes.
— Vamos pequenina, vamos comer. — Eu a levantei em meu quadril, e levei- a até a cozinha.
A mesa tinha um grande prato de espaguete e almôndegas, um pequeno copo de leite para Madison e um copo de água gelada para mim.
Madison olhou com espanto para as esteirinhas individuais, guardanapos e pratos para dois. Seu estômago roncou alto e ela bateu com a mão sobre a boca e riu.
Os olhos de Demi pegaram os meus e nós dois rimos.
— Está com fome, pequena? — eu perguntei, colocando-a em sua cadeira.
— Yep. E adivinha o que?
— O quê? — Eu coloquei um guardanapo sobre seu colo.
— Eu ajudei Dê a rolar as almôndegas.
— Ah, é? Aposto que vão estar extra saborosas, então.
Ela se deleitou com o elogio. Eram momentos como este, testemunhando sua doce inocência e desejo de pertencer, de se ajustar, que abrandavam meu coração e que faziam cada hora de trabalho duro valer a pena.
Demi recolheu sua bolsa no balcão. — Eu me diverti com você hoje, Madison.
— Você não vai ficar? — Eu perguntei.
— Oh, não. — Ela olhou para baixo, ajustando a alça de sua bolsa. — Vocês desfrutem o jantar.
— Mas você não jantou ainda, não é?
Ela balançou a cabeça.
Levantei-me e a dirigi para a mesa. — Sente-se. — Eu coloquei uma cadeira ao lado da minha, então peguei uma esteirinha e talheres extras na cozinha, colocando- os na frente dela. — Aqui.— Peguei um monte de espaguete para Madison primeiro, e depois algum para Demi.
— Ah, isso é demais. — Demi apontou para o prato cheio.
— O meu tem muito, também — disse Madison, sorrindo para Demi.
— Silêncio. Vocês duas estão muito magras. Comam.
Sentei-me e cavei o meu próprio prato, observando o sorriso satisfeito nos lábios de Demi.
Desfrutámos do delicioso macarrão e almôndegas em relativo silêncio. Pela primeira vez eu não tive que convencar Madison a parar de brincar com a comida e comer. Ela engoliu o alimento avidamente e logo ficou com seu queixo e rosto cheios de molho de tomate. Não pude evitar ir olhando para Demi durante a refeição, e lembrei-me de que ela não havia respondido minha pergunta anterior. Gostaria de saber o que, exatamente, ela tinha vindo fazer aqui.
— Você vai precisar de um banho de mangueira depois não é, Mad. — Eu ri.
Ela chupou o macarrão pendurado entre os lábios e sorriu.
— De jeito nenhum! Eu quero que a Demi me dê meu banho hoje à noite.
Um sorriso apareceu na boca de Demi.
— Hoje não boneca. É muito tarde.
Madison fez beicinho, mas não insistiu. Demi trocou olhares comigo sobre a mesa, e eu poderia dizer que ela não se importaria de ajudar, mas de jeito nenhum eu ia fazer isso com ela. Ela já tinha feito demais.
Uma vez que estávamos satisfeitos com o jantar e Madison tinha terminado, ela fugiu para seu quarto para jogar, enquanto Demi e permanecemos à mesa.
Ela batia os dedos contra a superfície de madeira, me estudando.
— Então, eu acredito que você não estava filmando um novo filme hoje.
— Ah, não. Eu trabalho em construção quase todos os dias. Isso foi apenas
um… erro estúpido.
— Então você não vai fazer mais isso? — ela perguntou.
— Eu não planejo fazêlo, mas o dinheiro é muito bom. E a saúde de Madison custa... — Eu balancei a cabeça. — Esqueça, eu não sei por que estou dizendo a você tudo isso.
Ela enfiou o queixo para baixo, mexendo com as mãos no colo, não encontrando meus olhos.
— Terminou? — Eu apontei com a cabeça em direção a seu prato.
— Sim, muito obrigado. — Ela dobrou o guardanapo e o colocou sobre o prato vazio.
Eu levei nossos pratos para a cozinha, e depois de dar a cada um uma lavagem rápida, os coloquei na máquina de lavar. Demi já tinha limpado enquanto ela cozinhava, porque a máquina de lavar louça estava carregada só com as panelas e utensílios que tinha usado durante a preparação da ceia. Ela encostou-se ao balcão e me viu terminar o resto.
— Você disse que foi um erro, mas fez um filme... — A voz dela sumiu e seus olhos se arregalaram, quando ela percebeu que tinha sido pega.
Minha respiração ficou presa na minha garganta e meu pau se agitou no meu jeans.
— Você viu o vídeo? — A ideia dela ter me visto fazendo sexo com outra mulher era... fodidamente quente.

O rosto dela ficou vermelho e eu sabia que ela não só tinha visto, mas provavelmente também tinha se dado prazer enquanto assistia. Ah, inferno.

XOXO Neia "."

Desculpem a demora, mas tive 3 testes esta semana e nao da para fazer tudo ao mesmo tempo!! Enfim.. o que é que acham que se vai passar no proximo capitulo??