domingo, 17 de novembro de 2013

Capítulo 4 (2/2)

Meus pais insistiram na sobremesa, já que era meu aniversário depois de tudo, então eu me forcei a engolir vários pedaços de queijo antes de dizer adeus aos meus pais. Depois que eles foram embora, eu fiz o meu caminho para o banheiro dentro do restaurante e analisei minha aparência no espelho de corpo inteiro. Ajustei as alças finas do vestido de cor creme e alisei o tecido sobre meus quadris. Tudo sobre a minha aparência, do brilho coral em meus lábios até meus pés envoltos por minha sandália francesa de grife de ouro assegurava que Joe iria entender que eu estava muito fora de sua liga. Satisfeita que parecia tão boa quanto conseguiria com uma ressaca, endireitei meus ombros e peguei minha bolsa. Isso não tinha nada a ver com ver Joe de novo, e tudo a ver com deixar ele ver o que nunca teria.
Quando parei em frente de 715 Evergreen Terrace, eu percebi que tinha de haver algum tipo de erro. Ele provavelmente me deu um endereço falso, desde que eu duvidava que Joe, o “estrela pornô gostoso” viveria neste bairro de classe média suburbana.
Estacionei meu carro e desliguei o motor. A casa era pequena, mas limpa e arrumada, o seu muro branco estava recém pintado. Havia uma fila de sebes aparadas na frente do pequeno quintal.
Uma caminhonete negra estava estacionada na entrada da garagem, mas fora isso, não havia como dizer se havia alguém em casa. Eu verifiquei a minha aparência no espelho retrovisor uma última vez, respirei fundo e deixei a segurança do meu carro antes que me acovardasse completamente.
Eu não fui muito longe. Um ônibus escolar tinha parado na esquina, soltando um pequeno exército de crianças. As crianças barulhentas se espalharam em diferentes direções, desfilando ao longo das casas da rua e calçadas, mas minha atenção foi momentaneamente capturada por uma menina de olhos brilhantes, um pouco menor do que todo o resto, que mancou até mim com a ajuda de um andador minúsculo. Ela reservou-me um olhar curioso, mas continuou, os olhos brilhando de determinação.
— Joey! — Ela chamou, lutando para fazer suas pernas levá-la na direção da casa, onde Joe apareceu no gramado da frente. Ele atravessou os últimos metros que os separavam e a levantou facilmente em seu colo, o andador ficando momentaneamente deixado de lado.
— Como foi a escola, minha menina? — Ele deu um beijo em seus cachos loiros antes de abaixa-la no chão.
— Foi boa. Eu colori uma imagem de uma borboleta para você hoje.
— Sério? Isso soa muito legal. Está na sua mochila?
Ela assentiu com a cabeça, seus cachos saltando quando ela o fez. A mochila rosa era quase tão grande quanto ela. Achei que ele tomaria a bolsa de seus ombros, ou ajudaria a subir a rampa que levava até a varanda, mas ele apenas olhou com orgulho quando ela lentamente se arrastou para cima, empurrando o andador para frente dela a cada passo.
A menina tinha capturado a atenção completa de Joe e ele ainda nem sequer tinha me notado.
— Joe? — Minha voz soou trêmula e desigual, mesmo aos meus próprios ouvidos.
Ele virou-se e olhou para mim, ainda esperando junto ao meu carro no meio-fio.
—Demi? – Ele ficou com suas feições confusas, com a testa franzida.
Merda. Eu não deveria ter vindo. Todo meu anterior veneno sobre querer dar-lhe uma bronca tinha evaporado ao vê-lo com a menina.
Eu vi como ele ligou os pontos em sua cabeça, e a expressão de surpresa em seu rosto desapareceu, um lento sorriso curvando seus lábios.
— Então você realmente quer continuar com isso, não é?
E o veneno estava de volta. Eu atravessei o quintal, parando em frente a ele, e apontei o dedo em seu peito.
— Eu não estou aqui para ter sexo com você, babaca. Você não achou que eu ia aparecer, por isso vim aqui só para provar que está errado.
A porta da frente se abriu e a menina espiou.
— Joey? — Sua voz estava cheia de perguntas e seus olhos se arregalaram ao ver-me assim perto de Joe. Eu afastei minha mão de seu peito e dei um passo para trás. Era difícil ficar brava com ele, quando uma menina tão doce obviamente o adorava.
— Está tudo bem, Madison. Volte pra casa. Estarei aí em breve para ajudá-la com seus alongamentos. Me dê apenas um minuto.
Ela alisou sua barriga e suspirou.
— Você pode me fazer uma sanduiche de manteiga de amendoim e geleia?
Ele riu. — Claro que faço. Vá ligar seus desenhos animados por um minuto.
— Ok! — Ela chamou alegremente, fechando a porta e desaparecendo lá dentro.
— Ela é... sua?
Ele passou a mão no seu cabelo e soltou um suspiro de frustração.
— Madison é minha irmã, mas eu tenho a custódia total. Eu tenho desde que ela tinha três anos.
— Ah. — Ele estava criando a sua irmã mais nova? Recuei um passo com o peso dessa nova informação. A forte ligação entre eles era inegável.
É escoliose? — Eu perguntei em voz baixa.
— Espinha bífida, — disse ele, com os olhos distantes.
— Oh! — Eu disse de novo. Eu sabia que era uma doença da infância incapacitante, que deixava a coluna torcida e muitas vezes afetava as pernas, mas não muito mais. – Sinto muito.
— Nós damos um jeito, — ele estalou.
— Eu posso ver isso. Olha, sinto muito. Por que não esquecemos que vim aqui? — Eu queria dar um passo para trás, desaparecer completamente, mas permaneci onde estava, lutando contra o impulso de correr.
— Por que você veio aqui? — Seu olhar ficou desperto com curiosidade, o desafio no seu tom de voz era inconfundível.
Seus olhos passaram sobre a minha pele, e enviaram um arrepio breve pela minha espinha. Amaldiçoei-me por usar este vestido maldito e por quanta pele estava mostrando. Meus seios pressionaram contra o tecido fino de algodão, lembrando-me que este vestido não combinava com sutiã, o que me deixou sentindo exposta. Eu odiava como sua mera presença me deixava fora de equilíbrio e cambaleando.
— Pelo menos uma pequena parte sua estava curiosa. Você não teria aparecido se fosse de outra forma. — Ele tocou meu ombro, seu polegar roçando ao longo da carne exposta ao lado da alça do meu vestido.
Meus olhos fecharam brevemente pela intensidade de suas carícias, e eu inutilmente abri e fechei a boca, incapaz de responder. Sim inferno, eu estava curiosa. Eu estava curiosa para saber como sua boca se sentiria contra a minha pele e seus lábios cobrindo os meus.
Ele baixou a mão, aparentemente inconsciente do efeito de calcinha derretida que estava tendo em mim.
— Só para você saber, eu não estava tentando te constranger, ou tirar proveito. Eu estava tentando preservar alguma da sua dignidade. Sua amiga estava praticamente leiloando você, e seu outro amigo estava pronto para sacar o seu pau e te tomar ali mesmo. Você deveria me agradecer.
Agradecer? Sim, certo. Mas eu acho que o coloquei em uma situação embaraçosa, também.
— Bem, eu só vim aqui para dizer que não importa. Que eu não estou interessada.
— Sério? Foi por isso que você dirigiu todo o caminho até aqui? — Uma de suas sobrancelhas se arqueou para cima em descrença.
Minhas bochechas ficaram avermelhas. Eu deveria saber que a curiosidade tinha mais do que um pouco a ver com isso... Bem, eu teria feito qualquer coisa para ficar longe dos planos de minha mãe de fazer compras para nós hoje a tarde.
— Nós dois sabemos que há mais do que isso. Uma pequena parte de você quer isso, mas eu posso ser paciente. Tenho todo o tempo do mundo.
Ele estava certo sobre eu querer, mas não ia dizer-lhe isso. Sua arrogância estava agora realmente começando a me dar nos nervos.
— Supere-se. Vai ser um dia frio no inferno quando eu vier pedir-lhe para fazer sexo comigo.
Ele riu da minha súbita explosão, o som cheio e gutural. — Diga o que quiser, docinho.— Ele olhou de volta para a casa onde eu sabia que sua irmã estava esperando por ele.
Ao ouvi-lo falar sobre ajudá-la com seus alongamentos, minha mente retornou para a escola de enfermagem, e tentei lembrar o que eu sabia sobre problemas com a coluna vertebral.
— Ela faz fisioterapia?
— Não mais. Eu não podia me dar ao luxo de mantê-lo, então o terapeuta que eu tinha me ensinou uns exercícios que eu poderia fazer com ela em casa.
— Oh. — Eu parecia continuar a dizer isso, cada vez mais sem palavras. Ao longo dos últimos minutos ele tinha se transformado de um ultrasexy bad-boy e estrela pornô para um humano amoroso e cuidadoso. Ele claramente amava sua irmã e se preocupava com a sua condição. Eu não sabia o que fazer com esta nova informação. — Eu tenho que ir. Além disso, você tem um sanduiche para fazer. — Mantive meu rosto impassível, tentando como o diabo não deixá-lo ver o quão eu estava ficando confusa.
— Sim, Ok. — Ele enfiou as mãos nos bolsos, flexionando seus braços com o movimento, um sorriso de satisfação ainda em seus lábios.
Eu me virei e fui para o meu carro, a sua risada deslizando sobre a minha pele, pelo que eu assumi que seria a última vez. Como eu estava errada.




XOXO Neia *.*

Comentem fofos :D

sábado, 16 de novembro de 2013

DESCULPAS + Capítulo 4 (1/2)

Antes do capítulo, queria pedir muuuitass desculpas por so estar a postar agora! Era para ter postado na segunda, mas por alguma razao nao estava a conseguir escrever nenhuma mensagem no blog!! Enfim... ja consegui resolver e aí esta um novo capitulo...


Demi
- Demi. — O tom de desaprovação de minha mãe exigiu minha atenção. Ela bateu uma unha vermelha contra a mesa. — Você está uma bagunça. Espero que sua noite com seus amigos tenha valido a pena.
Arrumei o vestido em torno de meus joelhos, e mexi-me no meu lugar.
Embora minhas lembranças da noite anterior estivessem um pouco nebulosas, um lento sorriso cruzou meus lábios. Era tudo o que um vigésimo primeiro aniversário devia ser. E esta manhã, eu tinha uma ressaca do inferno para provar isso.
Ela vasculhou a bolsa dela, oferecendo-me um pó compacto.
— Você precisa de algum corretivo.
A única coisa que minha mãe criticava mais do que minhas pobres maneiras eram minha aparencia, e, embora a aplicação de maquiagem em público teria normalmente me rendido um suspiro exasperado, aparentemente eu estava terrível o suficiente para que uma intervenção imediata se justificasse. Isso e eu acho que a parte de trás de uma cabine alta de um restaurante escuro não era exatamente público.
Eu levei o pó compacto e o abri, inspecionando a minha aparência. Havia círculos escuros sob meus olhos, e meu cabelo pendia frouxamente ao redor minha cara desde que eu não tinha tido tempo esta manhã para secá-lo. Torci-o em um coque baixo, solto e o prendi com alguns ganchos que encontrei no fundo de minha bolsa. Então eu passei alguns corretivos sob os meus olhos até que eu estava satisfeita e era o melhor que eu poderia fazer.
— Assim está melhor. — Mãe disse, estendendo a mão para recuperar o pó compacto.
Estávamos esperando meu pai chegar, e até agora ele estava sete minutos atrasado. Eu tinha certeza que ele receberia uma bronca sobre isso mais tarde.
Minha mãe tinha escolhido o restaurante, uma churrascaria de alto nível. Eu nunca fui muito de comer carne, mas ela e meu pai estavam em uma dieta de alta proteína.
Eu dei uma olhada no menu procurando algo que não me faria querer vomitar. Eu decidi por uma salada Caesar com camarão grelhado.
Meu pai chegou, deslizando para a cabine ao lado da minha mãe e oferecendo- lhe um beijo casto na bochecha, em pedido de desculpas.
— Desculpe o atraso. Tive uma reunião de negócios. — Ele chegou do outro lado da mesa e deu-me um aperto de mão.
Eu assenti. — Está tudo bem, papai.
Eu sabia que meu pai tinha um trabalho estressante. Ele era sócio de uma empresa de contabilidade e trabalhava para dar a minha mãe e a mim, de tudo. Eu não poderia estar brava com ele por estar alguns minutos atrasado para um almoço onde eu nem queria estar.
Meu estômago estava enjoado ainda da noite passada, e eu mordisquei o pão e bebi minha água enquanto meus pais discutiram as atualizações que tinham planejado para a nossa casa de férias em Aspen. Minha mente vagou para o evento da noite passada. Ah, certo, diretamente para Joe. Esta manhã, enquanto eu estava sob o jato de vapor quente do chuveiro, esfregando seu endereço do meu antebraço, eu não poderia deixar de lembrar o seu sorriso, sexy e desafiador.
Sério, quem no inferno organiza um encontro para perder a virgindade? Não era como se eu estivesse realmente afim de fazer sexo com uma estrela pornô, e um completo estranho. Deus, que loucura era essa? Eu realmente precisava controlar mais Selena. Isso era tudo culpa dela.
Quando me lembrei do olhar que ela me deu quando admiti que eu era virgem, estremeci. Mesmo Sterling pulou, dizendo que ficaria feliz em me fazer uma mulher.
Pena que eu tenho zero atração por ele. Ele é um cara legal, e eu sabia que ele faria qualquer coisa por mim, mas isso? Não obrigado. Seria como beijar meu irmão. Eca!
O olhar no rosto de Joe ao ouvir Ster se oferecer para a tarefa era de pura raiva, e quando seus olhos brilharam em direção aos meus, encheram-se de outra coisa... desejo? Não. Eu não podia pensar sobre a possibilidade de desejo na expressão do Joe. Isso me fazia estremecer por uma razão totalmente diferente.
Mas o que estava gravado mais profundamente na minha memória era o olhar presunçoso no seu rosto, a certeza de que eu não teria coragem de aparecer hoje.
Isso, juntamente com os olhares de desaprovação de minha mãe e suas sugestões não tão sutis sobre juntar-me com Peter Wyndham III, foi suficiente para me convencer. Mesmo que eu tenha limpo qualquer traço de sua escrita da minha pele, eu lembrava o endereço. 715 Evergreen Terrace.
Não é que eu fosse realmente ir até o endereço. Deus, você poderia imaginar? “Desculpe, mamãe e papai, eu tenho que terminar este almoço horrendo mais cedo para ir encontrar uma estrela pornô com o objetico de perder a minha virgindade.” Ha! Engasguei com a minha água pelo pensamento absurdo.
As poucas mordidas de alimentos sólidos e os vários copos de água gelada no meu estômago me ajudaram a voltar ao meu antigo eu. Eu ia encontrar Joe, mas só pra dizer a ele. Quem diabos ele pensava que era? Oferecendo seus serviços como se eu fosse um incoveniente total, mas ainda concordando em tirar a minha virgindade? Estremeci. Ele estava prestes a receber uma bronca.


Continua….

XOXO Neia "--"

Então como acham que vai correr este encontro?? Comentem!! E desculpem de novo...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Capítulo 3 (2/2)


Demi olhou para cima e encontrou meu olhar, com os olhos arregalados de curiosidade. Cristo. Ela não podia me olhar assim, ou eu não seria capaz de me negar.

Mesmo que eu acreditasse, tinha dificuldade em entender como ela poderia ainda ser virgem em seu vigésimo primeiro aniversário. Ela era linda, pura e inocente. Seu cabelo fluia em ondas suaves sobre os ombros, descansando apenas no topo de seus seios fartos. Ela parecia a perfeição, e nem mesmo sabia disso. Sua pele parecia tão suave que eu queria chegar do outro lado da mesa e passar o meu polegar ao longo de sua bochecha apenas para provar para mim mesmo que possivelmente ela não era tão suave quanto parecia. Eu me preparei para tomar outra bebida. A este ritmo, eu ia precisar de outra cerveja muito em breve.

Selena levantou a taça no ar, como se para brindar a si mesma.

— Melhor ideia de sempre! — Ela sinalizou a garçonete e pediu uma salva de shots para a mesa. — Por minha conta, ok?

Eu assenti com indiferença. Principalmente porque eu só queria saber o que Demi estava pensando naquele momento e o que exatamente ela havia dito a seus amigos sobre mim.

Os shots chegaram e Demi pegou o copo na ponta dos dedos atrapalhados.

— Não mais para você, docinho. — Eu bebi tanto o meu shot quanto o dela, um após o outro, com o licor queimando no caminho para baixo, até o estômago.

Ela fez beicinho, e tomou um gole da água que eu empurrei na frente dela. Mas, enquanto encarávamos um ao outro, seus lábios se separaram e sua respiração ficou mais rápida. Ela se inclinou para frente com um sorriso trêmulo nos lábios que ficou mais ousado a cada segundo que passava. A gargalhada de seu amigo Sterling surpreendeu-nos a todos.

— Você está brincando comigo, não? Esse cara não. Demi, se você realmente vai fazer isso, deveria ser comigo. Não com um cara que você nem sequer sabe quem é, e provavelmente nem sabe Deus, que tipo de doenças tem.

Demi engoliu visivelmente. Tão insana quanto essa ideia era, era sua decisão.

Eu forcei minha boca a ficar fechada, e mantive meu rosto sério. Uma onda de nervos rolando através do meu estômago me disse que eu queria fazer isso, eu queria ela, mais do que eu tinha o direito de querer.

— Certo. — Ela chiou. — Deixe-me pensar. — Ela apertou seus dedos na sua testa.

Um inesperado aumento de protecionismo surgiu dentro de mim, e eu me vi segurando a minha respiração.

Selena balançou a cabeça. — Dê, por favor, por favor, eu imploro, em nome das mulheres de todas as partes. Sexo quente com uma estrela pornô. Sterling sempre estará por perto. — Ela acenou em sua direção e ele estreitou os olhos para ela.

Uma coisa era clara como o dia para mim. Sterling tinha sentimentos por ela. Sentimentos reais. Eu provavelmente deveria parar de atrapalhar o pau do pobre coitado, mas o olhar nos olhos de Demi me disse que ela não retornava os seus sentimentos. Nem um pouco. Seus olhos vagaram pelo meu peito novamente e ela mordeu o lábio. Suas bochechas coraram rosa. Ela estava ficando afetada pelo simples pensamento de estar comigo. Foda-se, estava ficando difícil estar aqui se ela não parasse de olhar para mim assim.

Sterling engoliu sua bebida de uma vez. — Vamos lá, Dê, essa não é você. Você só joga em coisas seguras. Você não vai fazer... com ele. — Ele inclinou a cabeça para mim — E todos nós sabemos disso.

Ela franziu a testa e puxou o lábio inferior em sua boca, considerando suas palavras.

— Estou cansada de todo mundo pensar que eu sou a “Miss perfeita”, com minhas notas perfeitas, e calcinhas para cada dia da semana. Você sabe o que? Eu estou usando minhas calcinhas de quarta e hoje é sábado e essa é uma maneira bem triste de me rebelar, né?

‘Dias da semana?’ Porra, imaginá-la em sua calcinha não estava ajudando a domar minha libido hiperativa.

— Bem esqueça disso! Eu vou fazê-lo. — Demi endireitou os ombros, o que empurrou seus seios para fora. Esse top preto apertado que ela estava usando deixava muito pouco para a imaginação. E foda-se, seus mamilos estavam duros.

Essa onda de proteção e posse que eu sentira antes estava de volta e me chateava com mais persistência. Eu faria de tudo para não deixar ninguém mais tocar na linda intimidade dela. Eu chutaria o traseiro de Sterling para mantê-lo longe dela, se isso fosse preciso. O que não seria difícil, considerando que eu estava pronto para bater nele se ele olhasse para ela assim de novo.

— Dê? — Sterling perguntou, sua voz suave e suplicante.

O olhar de Demi estava de volta em mim, bebendo-me. Ela apenas piscou para mim, esperando com expectativa. Oh merda, eu estava indo para o inferno.

— Foda-se, eu vou fazer isso. — Rosnei.

Sua arfada rápida pela minha declaração fez arrepiar o cabelo na parte de trás do meu pescoço. Engoli com dificuldade.

— Mas não esta noite. Você já bebeu muito.

Sua boca se abriu em surpresa.

— Você tem uma caneta?

Fiz um gesto para a bolsa gigante de Selena pousada na mesa. Ela saltou em ação, fuçando dentro e um segundo depois, colocou uma caneta em minha direção. Cheguei do outro lado da mesa e virei o braço de Demi, alisando sua carne macia com o polegar. Sua pele era tão suave quanto eu imaginava, e essa sensação me parou por um segundo.

— Se você ainda quiser amanhã, e eu duvido que você vai querer, querida, me encontre aqui.

Rabisquei o endereço ao longo de seu braço, na parte interna. Joguei algumas notas sobre a mesa e saí.

 

XOXO Neia *--*

E entao que acharam?? Acham que Demi vai ir ter com Joe a acabar logo com o "problema"?? Quero saber a vossa opiniao!! Tchau

 

domingo, 10 de novembro de 2013

Capítulo 3 (1/2)


Joe

Sentei-me no bar acalentando uma cerveja, perdido em meus pensamentos.

— Você quer um canudo na garrafa, cara? Pare de ser uma vadia e beba, — Ian disse, terminando a sua própria cerveja em alguns goles.

Eu atirei-lhe um olhar de advertência. — Não brinque comigo esta noite, não estou de bom humor.

Eu estava precisando ficar bêbado esta noite, precisando de algumas horas de paz e longe da preocupação que constantemente me seguia, mas de alguma forma eu estava falhando nisso. A última cirurgia de Madison me veio a cabeça.

— Desculpe, cara. — Ian inclinou a cerveja, tilintando a garrafa contra a minha. — Deixe-me saber se eu posso ajudar.

Assenti. Eu nunca lhe pediria ajuda, e nós dois sabíamos disso, mas, ainda assim, só dele oferecer já significou muito. Ian e eu éramos amigos desde o oitavo ano, quando me mudei para viver com os meus avós. Ele sabia tudo sobre a minha irmã Madison, e a condição que deixou sua pobre espinha e pernas torcidas e arqueadas.

Depois que meus pais acabaram na prisão por trafico de drogas quando ela tinha três anos e com meus avos morrendo um ano depois disso, eu fiquei com a custodia dela. Ela estava agora com seis anos e era uma coisinha alegre e feliz que não sabia o significado da palavra ‘incapaz’ .Era uma das muitas coisas que eu amava sobre a menina. Mas manter seus cuidados não era barato, o que me deixava constantemente preocupado com dinheiro.

Ian, um entusiasta de artes marciais convicto, me apresentou a luta um par de anos atrás. Foi um ajuste perfeito. A oportunidade de ganhar dinheiro rápido e tirar minha agressividade reprimida de uma vez. Mas não foi o suficiente. E então a minha mais recente aventura idiota veio junto.

Rick tinha se aproximado tanto de Ian quanto de mim, mas eu era o único precisando o suficiente de dinheiro para considerá-lo. Ou apenas o burro o suficiente, faça a sua escolha. Ian sabia que eu estava trabalhando para Rick, mas não queria saber de nenhum dos detalhes, então é claro que eu não tinha mencionado a minha visita de fim de noite ao serviço de emergência.

Depois de receber a conta para a mais recente cirurgia de Madison, eu percebi que não era apenas um trabalho bem remunerado que eu precisava, era um que vinha com o seguro de saúde, também.

Mas se eu conseguisse suportar filmar alguns vídeos, eu teria mais do que o suficiente para pagar a conta. Então, eu poderia me concentrar em limpar meu ato e obter um emprego de verdade, pelo bem de Madison.

Percebendo que eu estava perdido em meus pensamentos de novo, Ian limpou a garganta.

— Relaxe um pouco, mano. Você tem bastante disso durante a semana. Deus sabe há quanto tempo não saímos e como você tem uma babá para Madison hoje à noite, nós precisamos fazer bom uso desse tempo.

— Sim? E como vamos fazer isso? – Ir no ginásio para uma sessão de treino tardia, seguida de um banho quente e minha cama parecia perfeitamente um bom uso do meu tempo. Eu nem sequer achava que conseguia ficar bebado agora.

— Para começar, é preciso ficar com algumas gatas.

Eu balancei a cabeça, não querendo explicar-lhe que amanhã eu estaria recebendo muito disso no set. E com essa conta pairando sobre a minha cabeça, eu com certeza necessitava filmar dessa vez.

Ian inclinou a cabeça em direção a uma cabine na sala. — E eu acho que você está com sorte, mano. Essas meninas de lá estão olhando para você.

Virei do bar, levando minha cerveja até meus lábios quando procurei a cabine.

Com um sobressalto de surpresa, vi a enfermeira da outra noite, sentada em uma cabine com um casal de amigos.

“Mas que diabos?”

A outra mulher na mesa acenou para mim.

— Você os conhece? — Perguntou ele.

— Sim. Mais ou menos. — Eu joguei algumas notas no balcão e disse a Ian que iria vê-lo mais tarde. Eu fui até onde se sentavam.

— Oi, sexy! – A amiga de Demi disse, arrastando os dedos pelo meu antebraço. — Vi seu site. Que fotos quentes.

Meus olhos voaram para Demi. Ela disse a seus amigos sobre o que eu fazia?

E o que... me procurou no google?

— Demi?

Ela corou e mordeu o lábio inferior. — Oi Joe.

Ela não ia sequer negar? Eu acho que tinha que me acostumar com o fato de que as fotos do meu pau estavam em toda a Internet, e que os vídeos logo apareceriam. Eu tinha uma filmagem amanhã que tinha que fazer. Eu tinha dito a Rick o que achava sobre a contratação de meninas que pareciam tão jovens, e ele prometeu que ia me emparelhar com Mollie, uma profissional experiente que eu certamente iria amar, se eu tentasse novamente.

— Sente-se, Joe. Ou é Sebastian? – A amiga de Demi perguntou. – Eu sou Selena e este é Sterling. — Ela acenou para o cara sentado com elas. Ele me deu um sorriso fraco, parecendo tão desconfortável quanto eu estava.

Continuei de pé. — Chame-me Joe.

O olhar de Demi viajou por toda a extensão do meu peito e estômago, parando logo abaixo da minha fivela do cinto. Eu não poderia negar o sorriso que saiu da minha boca, e ela sabia que tinha acabado de ser pega. Ela soltou uma bufada de ar, cruzou os braços sobre a mesa e deitou a cabeça para descansar.

— Ela está bêbada? — Eu sentei ao lado dela.

Selena assentiu, com orgulho. — Yep. É o seu vigésimo primeiro aniversário.

— Feliz aniversário.

Demi espiou com um olho aberto e olhou para mim.

— Obrigada. — ela resmungou antes de deixar cair os olhos fechados novamente.

— Timing perfeito. — Selena disse, inclinando-se sobre os cotovelos. — Nós estávamos discutindo o presente de Dê de aniversário.

Demi despertou de seu estado sonolento e bateu com a mão sobre a boca de Selena.

— Não, Selly!

Selena removeu devidamente a mão de Demi e apertou-a, antes de colocá-la na mesa.

— Silêncio! Você deveria me agradecer agora. Você vê, Demi aqui é uma virgem, e que melhor presente de aniversário seria perder a virgindade com alguém hábil em dar prazer feminino? Quero dizer, você faz isso profissionalmente. — Ela empurrou para cima uma sobrancelha. — Certo?

Dei um gole da minha cerveja. Ela está brincando comigo? — Bem, sim, eu poderia saber uma coisa ou duas sobre isso... — Tomei outro gole da minha garrafa terminando-a. Quero dizer, com certeza, ninguém jamais reclamou antes, mas isso não significava que eu era a estrela pornô figurão que se via no site. Exceto que todos achavam que eu era. Inferno.
Continua…
 

 

XOXO Neia *--*